A prisão de Arruda lançou uma granada no plenário do Supremo Tribunal Federal. Nesta manhã, véspera de Carnaval, o tribunal tem polêmicas decisões para tomar.
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A primeira diz respeito ao habeas corpus impetrado pela defesa de Arruda e, aqui, os ministros terão de decidir se Arruda pode ficar preso por atrapalhar um processo que não se sabe se pode existir (já que a Lei Orgânica do Distrito Federal ainda não foi declarada inconstitucional).
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Ao pedir primeiro a prisão para o STJ e depois a intervenção para o STF o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, colocou a corte maior na linha de fogo. A eventual concessão de liberdade a Arruda pode fazer o tribunal explodir. Todos os olhos, portanto, estão voltados para a Corte Suprema.
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O STF também terá de julgar a inconstitucionalidade da Lei Orgânica que proíbe o processo do governador ainda no cargo e o pedido de intervenção no Distrito Federal.
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E é o pedido de intervenção, que significa a nomeação de um novo governante para o Distrito Federal em substituição do que foi eleito por voto direto, que mais dará problemas ao tribunal e fará os ministros queimarem as pestanas sobre o limite de intervenção do Judiciário no Executivo e no Legislativo.
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Do blog de “Roberto Jefferson”.