Por: João Matheus Feitosa.
O povo brasileiro tem grande facilidade em se empolgar com o esporte. A prova disso é o futebol e até mesmo a Formula 1, na década de 90. Mas, ao mesmo tempo, o brasileiro descuida completamente de prestar a sua contribuição para a solução de um problema que é de fundamental importância para a construção da felicidade pessoal e coletiva do povo brasileiro: a violência.
Na última semana, foi aprovada uma lei, que acredito eu ser esdrúxula, e que vai colocar na rua 200 mil marginais. Sei que alguns deles ainda estão prisioneiros indevidamente, mas trata-se de uma forma lastimável do brasileiro em minimizar e reduzir a negatividade de certos serviços públicos, como na área policial e do judiciário, com um ato desses. Como se os nossos marginais repentinamente fossem tomados de sentimentos verdadeiramente escandinavos em matéria de educação.
O que a sociedade brasileira vai assistir nos dois meses que seguem é uma escalada da criminalidade em todas as áreas. Mais que isso, é um estimulo ainda maior à crença de que no Brasil a população vive no reino da impunidade. Até porque, no ponto de vista moral, as pessoas sabem que grandes figuras graduadas da República, vez ou outra aparecem algemadas e depois são eleitas pelo voto do povo, e ainda tornam-se figuras tidas como grandes barões da republica.
A população brasileira precisa, de uma vez por todas, entender que a educação é o caminho mais curto entre a pobreza e a prosperidade, entre a barbárie que o país vive e o país civilizado que o povo brasileiro deseja. Fora da educação, não há solução.
A população está assistindo e, se depender da iniciativa dos poderes públicos, o povo terá na ausência da educação adequada uma forja poderosa, favorecedora da construção das condições para aumento da violência e da criminalidade.
João Matheus é editor e administrador do site “Políticos do sul da Bahia”.