As Eleições de 2026 começaram antes do que muitos imaginam. Não nas ruas, nem nas convenções partidárias — mas nas salas do Tribunal Superior Eleitoral. Na última semana, o TSE concluiu o ciclo de audiências públicas destinado à elaboração das resoluções que orientarão o próximo pleito. Pode parecer um procedimento técnico distante do eleitor comum, mas é ali que se desenham as regras que moldarão a disputa.
Enquanto o debate político ainda gira em torno de nomes e alianças, a engenharia normativa já está em curso. E, como ocorre em toda eleição contemporânea, quem entende as regras primeiro larga na frente.
O ciclo de audiências revelou que o centro das discussões está longe de ser protocolar. As minutas de resoluções tratam diretamente de propaganda eleitoral, representações por ilícitos, impulsionamento de conteúdo, transparência digital e uso de inteligência artificial. Em outras palavras: tratam do coração da disputa contemporânea.
Entre as propostas debatidas estão o endurecimento da fiscalização sobre impulsionamento pago, a ampliação das hipóteses de responsabilização por assédio eleitoral no ambiente de trabalho, a exigência de repositórios públicos de anúncios políticos por até sete anos e a previsão de sanções específicas para conteúdos manipulados ou fabricados por inteligência artificial — inclusive deepfakes. Também se discutiu a ampliação de deveres de transparência e governança das plataformas digitais, com relatórios auditáveis e maior detalhamento sobre quem paga, quanto paga e qual público é atingido.
Isso significa que a campanha digital de 2026 tende a operar sob um grau mais elevado de escrutínio técnico. A informalidade que marcou eleições anteriores dificilmente encontrará o mesmo espaço. O ambiente normativo sinaliza que a Justiça Eleitoral pretende combinar liberdade de expressão com mecanismos mais robustos de rastreabilidade e responsabilização.
Mais do que um ajuste burocrático, o que está em curso é uma redefinição prática das margens estratégicas das campanhas. Comunicação política, investimento em mídia digital e uso de tecnologia passam a exigir não apenas criatividade, mas conformidade jurídica.
Esse movimento regulatório do Tribunal Superior Eleitoral não ocorre em um vazio institucional. Ele se desenvolve em um ambiente jurídico recentemente reconfigurado. Decisões do Supremo Tribunal Federal alteraram parâmetros relevantes sobre responsabilidade de plataformas digitais, afastando a leitura de neutralidade absoluta e reforçando deveres de diligência na moderação de conteúdos.
Embora o TSE possua competência normativa própria para disciplinar o processo eleitoral, é inegável que o novo contexto interpretativo influencia a forma como a Justiça Eleitoral enxerga propaganda digital, impulsionamento pago e circulação de conteúdos manipulados. A discussão deixa de ser apenas tecnológica ou política e passa a ser estruturalmente jurídica.
Na prática, isso significa que as resoluções para 2026 tendem a dialogar com um ambiente em que a responsabilização por desinformação e abuso digital ganhou contornos mais definidos. A convergência entre jurisprudência constitucional e regulação eleitoral cria um cenário de maior previsibilidade normativa — mas também de maior exigência para campanhas e partidos.
Esse cenário confirma uma transformação mais ampla do processo eleitoral. A disputa contemporânea já não se limita ao palanque físico nem à urna eletrônica. Ela ocorre simultaneamente no ambiente digital, na arena institucional e, cada vez mais, no espaço jurisdicional.
Estudo acadêmico recente publicado no Caderno Virtual do IDP analisou justamente essa transição, destacando que as eleições modernas passaram a se desenvolver em múltiplas camadas normativas: a tecnológica, a regulatória e a judicial. O que se observa agora nas resoluções do TSE é a materialização prática desse diagnóstico.
A construção das regras para 2026 evidencia que a Justiça Eleitoral busca responder a uma realidade em que informação circula em alta velocidade, tecnologias de manipulação se sofisticam e a competição política se desloca para plataformas digitais. A regulação não surge como ruptura, mas como adaptação institucional a uma nova configuração do debate público.
O conjunto das propostas debatidas nas audiências públicas indica uma direção relativamente clara: maior transparência, maior rastreabilidade e respostas mais céleres a abusos no ambiente digital. Não se trata, ao menos no discurso institucional, de ampliar restrições abstratas à liberdade de expressão, mas de fortalecer mecanismos de identificação e responsabilização.
A possível exigência de arquivos públicos de anúncios eleitorais, a discussão sobre limites ao impulsionamento por pessoas naturais, a previsão de sanções específicas para conteúdos sintéticos manipulados por inteligência artificial e o reforço da fiscalização sobre publicidade institucional apontam para um modelo de regulação que privilegia controle de assimetrias informacionais e combate ao uso abusivo do poder econômico nas redes.
Outro sinal relevante é a preocupação com governança e prestação de contas das plataformas. A exigência de relatórios auditáveis e maior detalhamento sobre financiamento e alcance de conteúdos indica que o debate deixou de ser apenas político e passou a incorporar parâmetros técnicos de compliance digital.
Se essa tendência se consolidar nas resoluções finais, a eleição de 2026 poderá operar sob um padrão normativo mais estruturado do que o observado em pleitos anteriores. Isso não elimina disputas judiciais — ao contrário, pode até intensificá-las — mas reduz zonas cinzentas que antes eram exploradas estrategicamente.
Para campanhas, a mensagem é inequívoca: comunicação digital passa a ser área de risco regulatório. Planejamento, assessoria jurídica preventiva e controle interno de conteúdo tendem a deixar de ser diferencial e se tornar requisito mínimo de competitividade.
Para partidos, pré-candidatos e assessores do Sul da Bahia, o recado é claro: a disputa de 2026 será tão técnica quanto política. A estratégia digital já não pode ser tratada como território improvisado ou exclusivamente criativo. Impulsionamento, produção de conteúdo, uso de inteligência artificial e gestão de redes passam a exigir leitura normativa cuidadosa.
Campanhas que ignorarem essa mudança correm risco não apenas reputacional, mas jurídico. Representações por propaganda irregular, questionamentos sobre abuso de poder econômico digital e disputas relacionadas à desinformação tendem a ganhar mais rapidez e maior densidade probatória. A eleição poderá começar nas redes — mas pode terminar nos tribunais.
Ao concluir as audiências públicas, o Tribunal Superior Eleitoral sinalizou que não pretende atuar nem com inação, nem com excessos, mas com previsibilidade e firmeza. Esse equilíbrio será testado em um ambiente digital cada vez mais sofisticado e polarizado.
O fato é que 2026 já começou — e começou na escrita das regras. Quem compreender o desenho normativo antes de lançar a campanha terá vantagem estratégica. Quem ignorá-lo poderá descobrir tarde demais que, na política contemporânea, vencer votos não basta: é preciso vencer dentro das regras que estão sendo construídas agora.
Janaína Alves de Araújo
@limaearaujo.adv
Advogada atuante em Eleitoral e Família
Sócia do Lima e Araújo Advogados;
Mestra em Direito;
Pedagoga; Grafóloga;
Advogada Coordenadora do Departamento de Assistência Judiciária Gratuita Municipal de Itabuna;
Servidora Pública de carreira há mais de 20 anos;
Membra do Tribunal de Ética e Disciplina OAB/BA;
Membra do Instituto Brasileiro de Direito de Família;
Membra do Instituto de Práticas Colaborativas;
Coach Integral Sistêmico e Coach Business;
Analista de Perfil Comportamental para Empresas;
Especialista em Direito de Família e Sucessões; Especialista em Direito Eleitoral;
Especialista em Docência do Ensino Superior;
Especialista em Práticas Jurídicas Cível, Trabalhista e Previdenciária;
O Carnaval de Salvador já começou em clima de festa, mas também com cuidado com quem trabalha duro nos bastidores. Nesta sexta-feira (13), o governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado pela primeira-dama e presidente das Voluntárias Sociais, Tatiana Velloso, visitou a Central de Apoio aos Catadores instalada em Ondina e acompanhou de perto as ações montadas para garantir mais dignidade, renda e segurança para esses trabalhadores durante a folia. Durante a visita, Jerônimo reforçou a importância da ação.
“Vim ver de perto, porque acredito na causa e também para apoiar esses profissionais que antes não tinham visibilidade. Eles realizam o trabalho com dedicação, garantem sua renda e prestam um serviço ambiental essencial, mostrando a importância desse grupo”, destacou Jerônimo.
A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas do Governo do Estado para tornar o Carnaval mais sustentável e socialmente responsável. O trabalho é coordenado pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), em parceria com as Voluntárias Sociais, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), oferecendo estrutura e acolhimento para quem vive da coleta de recicláveis nos circuitos.
O titular da Setre, Augusto Vasconcelos, destacou que o objetivo é fortalecer as cooperativas de catadores de materiais recicláveis e ação dos trabalhadores que estão nas ruas. “Estamos entregando equipamentos de proteção individual em todas as unidades e fazendo o pagamento na hora, diretamente ao trabalhador para garantir visibilidade e valorização”.
Em 2025, foram coletadas 175 toneladas de materiais recicláveis. A expectativa é que nestes sete dias esse número seja superado. Com investimento de quase R$ 5,7 milhões, 12 centrais foram montadas em pontos estratégicos da cidade, como Ondina, Barra, Campo Grande, Cajazeiras e Amaralina. Os espaços funcionam como ecopontos, onde os catadores vendem latinhas por preços justos e contam com fardamento, equipamentos de proteção individual (EPIs), alimentação, água, além de locais para higiene e descanso. As mulheres ainda contam com massagem e salão de beleza, entre outras iniciativas.
A meta é atender cerca de 4 mil trabalhadores, fortalecendo a reciclagem e garantindo renda durante a festa. Para a catadora Josenilda Cruz, da CataPet, suporte que faz diferença. “É muito bom ter conforto, estrutura e espaço para trabalhar, especialmente no Carnaval de Salvador. Essas condições garantem mais dignidade e o reconhecimento de um trabalho feito com qualidade”, disse.
Outras categorias também têm sido acolhidas, como cordeiros, ambulantes, mototaxistas, motoristas de trios elétricos, operadores de som, rhodes e músicos, para que possamos assegurar trabalho decente para quem constrói esse mega evento.
A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) vai distribuir 21 mil refeições neste período de festa aos catadores, reforçando o programa de segurança alimentar, e ampliando as ações de acolhimento a estes trabalhadores.
O Carnaval é a época oficial do brilho, das cores e da maratona de blocos, mas a visão pode ser afetada se não forem tomados alguns cuidados. Para aproveitar a folia sem causar problemas na visão, a Dra. Larissa Andrade, oftalmologista do Hospital Beira Rio, em Itabuna, alerta que “O glitter comum é feito de microplásticos ou metal, que são verdadeiras lixas para a superfície do olho. É aconselhável usar o biodegradável, que além de ser melhor para o meio ambiente, costuma ser mais macio”. O glitter nunca deve ser muito próximo à linha d’água ou nas pálpebras superiores sem um fixador adequado e se caiu nos olhos, não esfregar, porque há riscos para a córnea. A orientação é lavar abundantemente com soro fisiológico ou água corrente até que a partícula saia sozinha. Com relação ao uso de maquiagens e tintas, a Dra. Larissa lembra que “os produtos devem estar com a validade em dia, já que materiais vencidos podem conter bactérias nocivas aos olhos”.
Para quem usa lentes de contato, dos cuidados devem ser redobrados, já que o risco de infecção aumenta no meio da multidão e da poeira e deve se evitar manipular as lentes no meio do bloco. Se sentir desconforto, retire-as e é essencial ter sempre à mão um colírio lubrificante (lágrima artificial) indicado pelo seu médico para manter os olhos hidratados sob o sol.
“Não é só a pele que queima. A exposição prolongada ao sol sem proteção pode causar inflamações na retina. Use óculos de sol com filtro UV e certifique-se de que seus óculos têm proteção real. Óculos piratas podem ser piores que nenhum, pois fazem a pupila dilatar e receber mais radiação sem filtragem”, finaliza a Dra. Larissa Andrade.
É sempre importante levar na pochete fisiológico para lavar o olho em caso de corpo estranho e colírio lubrificante para aliviar o ressecamento e a vermelhidão e lenços de papel para limpar o suor sem levar as mãos sujas aos olhos.
O primeiro Pré-Carnaval de Teixeira de Freitas foi um verdadeiro sucesso! Ao som de diversos artistas locais, o evento reuniu moradores e turistas na Rua da Pituba, que ficou completamente tomada pela alegria. Com um palco 360°, o público pôde aproveitar as apresentações de todos os ângulos, em shows com repertórios variados, pensados para agradar todas as idades.
Entre muito glitter, fantasias criativas e animação, a festa também impulsionou a economia local. Bares e restaurantes da rua ficaram movimentados durante toda a noite, com estratégias criativas para receber os foliões e aproveitar o clima de celebração.
Passaram cerca de 3 mil pessoas e a empolgação era visível. Para quem participou, a energia do evento foi um dos grandes destaques.
“Nossa tá uma delícia e o clima está muito legal, eu tô curtindo bastante. É muito importante a gente trazer a representatividade dos artistas locais para tocar nesse primeiro pré carnaval. Tá muito gostoso”, comentou uma foliã.
O público também elogiou a ação da Prefeitura na realização do primeiro pré-carnaval, destacando a segurança e organização:
“Estou adorando estar aqui, o evento ficou muito organizado e seguro. A Prefeitura está de parabéns pela estrutura. Ficou show”, destacou outro folião
Além dos shows, a programação cultural trouxe o clima tradicional das marchinhas carnavalescas, com momentos de dança e interação que envolveram o público. Teve aula de dança, gente fantasiada e muita celebração, marcando o início do Carnaval com o pé direito.
Evento reuniu número recorde de educadores, destacou valorização profissional, e conquista do Selo Prata no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada
O prefeito de Ibirapitanga, Jé Assunção, anunciou um reajuste salarial de 11% para os professores da rede municipal durante a abertura oficial da Jornada Pedagógica 2026, realizada na noite desta terça-feira (10), no Clube Lítero Social. O evento, que teve como tema “Equidade e Inclusão – Caminhos para uma Educação que Acolhe, Integra, Inova e Transforma”, reuniu o dobro de profissionais em comparação ao ano anterior.
A Jornada Pedagógica marcou o início do ano letivo com forte participação da comunidade escolar, com palestra magna da educadora Vanynha Teles. Na quarta-feira (11), a programação teve continuidade no Centro Educacional Ibirapitanga, com formações específicas voltadas a diferentes segmentos da rede.
O ponto alto da noite foi o anúncio do reajuste salarial. Segundo o prefeito, o percentual inicialmente calculado para os professores seria de 5,42%, mas a gestão decidiu ampliar para 11%, com envio de projeto de lei à Câmara Municipal para aprovação.
Além dos docentes, outras categorias também foram contempladas: condutores escolares terão reajuste de 10% e servidores contratados receberão aumento de 9%.
Durante o discurso, o gestor destacou a consolidação de uma relação de confiança entre a administração municipal e a categoria. Ele também enfatizou a efetivação de novos profissionais aprovados em concurso público e a garantia de pagamento integral para servidores em idade de aposentadoria, permitindo a renovação do quadro docente.
Apesar dos avanços financeiros e estruturais, o prefeito fez um alerta quanto aos desafios educacionais do município. “A gente precisa evoluir no lado pedagógico de Ibirapitanga. Reforma, ônibus, estrutura são importantes, mas quem transforma os índices são vocês, que têm o conhecimento e a missão de ensinar”, afirmou.
Investimentos e precatórios
A gestão também celebrou a homologação de R$ 82 milhões em precatórios, resultado do destravamento de processos que estavam paralisados há dois anos. Os valores serão pagos de forma escalonada entre 2028 e 2030, 40% em 2028, 30% em 2029 e 30% em 2030.
No campo da infraestrutura, foram citadas intervenções na Escola de Novo Horizonte, que passa por reforma na fachada, quadra, banheiros, parquinho e sala de informática. O prefeito anunciou ainda a intenção de adquirir seis novos ônibus escolares e garantir fardamento completo para todos os estudantes da rede municipal.
Outra mudança estratégica foi a mudança do conceito de “merenda escolar” para “alimentação escolar”, priorizando qualidade nutricional e segurança alimentar.
Construção coletiva e pré-jornada
A secretária Soraia Santos ressaltou o caráter colaborativo da gestão educacional. “Foi um ano de construção coletiva. Ninguém constrói educação de forma isolada. Educação se faz com parceria, confiança e compromisso de todos”, destacou.
Antes da abertura oficial, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura realizou a Pré-Jornada Pedagógica SEMEEC 2026, envolvendo auxiliares de infraestrutura, vigilantes escolares, atendentes de classe, cuidadoras, diretores, vice-diretores, coordenadores pedagógicos e equipes administrativas. O encontro teve foco no acolhimento, alinhamento estratégico e planejamento coletivo para o novo ano letivo.
Reconhecimento nacional
Outro destaque foi a conquista do Selo Prata do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, iniciativa do Governo Federal que certifica redes de ensino comprometidas com a alfabetização até o final do 2º ano do Ensino Fundamental.
A certificação avalia implementação de políticas públicas, formação continuada, acompanhamento pedagógico e indicadores de aprendizagem. Ibirapitanga não alcançou o Selo Ouro porque a avaliação considerou resultados de 2024 e 2025, período em que, no ano de 2024, o município não havia concluído o cadastramento no programa, situação que impediu, inclusive, conquistas anteriores como o Selo Bronze.
A conquista do Selo Prata representa avanço significativo na política de alfabetização e reforça o compromisso da gestão com a melhoria contínua dos indicadores educacionais.
Compuseram a mesa o prefeito Jé Assunção, a vice-prefeita Val de Gude, a secretária Soraia Santos, a representante do Sindicato APLB, Rosa Bispo, o representante do Conselho Municipal de Educação, Antônio José Santana, o representante do Conselho de Alimentação Escolar, Jeovane Silva, a representante do Conselho Fundeb, Flávia Sampaio, o vereador Newton Oliveira, representando a Câmara Municipal e a representante do Conselho Tutelar.
O evento e contou com a presença de secretários municipais, vereadores, lideranças políticas e comunidade escolar, além de apresentações culturais do grupo Raízes do Corpo, Timbaleiros do Chagas e banda musical fechando a primeira noite. No segundo dia a atração cultural ficou por conta de Tárcio Pinheiro.
Recebo com profunda preocupação a confirmação do cancelamento de mais uma escala de cruzeiro em Ilhéus, desta vez da embarcação Aidamar. Não se trata apenas de um navio que deixa de atracar. Trata-se de empregos que deixam de existir, de renda que deixa de circular e de oportunidades que escapam das mãos do nosso povo.
Ilhéus é um destino consolidado, reconhecido pela sua história, cultura e potencial turístico. Não podemos aceitar que falhas de planejamento, ausência de diálogo ou falta de ações estratégicas continuem prejudicando nossa cidade e toda a cadeia produtiva do turismo.
Guias, condutores, promotores, motoristas, artesãos, comerciantes e trabalhadores da gastronomia dependem diretamente dessas escalas. Cada cancelamento representa um impacto real na vida de famílias que vivem do turismo.
É hora de responsabilidade. É hora de pensar no interesse coletivo. O desenvolvimento de Ilhéus não pode ser tratado com improviso.
Como cidadão e como alguém que acredita no potencial da nossa cidade, deixo claro
“Ilhéus não pode perder espaço por falta de gestão e compromisso. Quando um navio deixa de atracar, não é apenas uma embarcação que vai embora é a oportunidade do nosso povo que está sendo levada junto. Precisamos de ação, planejamento e respeito com quem vive do turismo.”
Reafirmo meu compromisso com o fortalecimento do turismo, com o diálogo responsável e com soluções concretas que devolvam a Ilhéus o protagonismo que ela merece no cenário dos cruzeiros marítimos.
A Autarquia definiu as orientações de trânsito para o período de festa
A Prefeitura de Ilhéus, por meio da Autarquia de Transporte, Trânsito e Mobilidade (SUTRAM), realizou um planejamento operacional para atender às demandas do Carnaval 2026. A medida visa garantir mobilidade urbana, a fluidez do tráfego e a segurança viária de pedestres, foliões e condutores nas vias públicas do município.
O plano operacional foi definido após reuniões técnicas, em que foram definidas alterações estratégicas no trânsito para acomodar os blocos carnavalescos, levando em consideração o aumento no fluxo de veículos e pedestres. A iniciativa busca minimizar impactos, organizar o espaço urbano e garantir condições seguras para a realização da festa.
A SUTRAM recebeu solicitações para apoiar eventos carnavalescos em diferentes regiões da cidade, abrangendo bairros da zonas sul, norte, oeste, centro e distritos. Cada pedido passou por uma avaliação técnica, considerando o impacto no trânsito, a necessidade de interdições, definição de rotas alternativas, horários de realização e as condições de segurança para moradores e participantes.
Com base nessas análises, a autarquia definiu um planejamento operacional detalhado, que inclui interdições fixas, bloqueios pontuais e desvios estratégicos em alguns pontos da cidade, com a atuação direta dos agentes de trânsito durante todo o período.
No bairro do Pontal, as intervenções visam acomodar os blocos tradicionais e garantir a segurança dos foliões. Na sexta-feira (13), das 22h às 4h, haverá interdições fixas na Rua Coronel Pessoa, do cruzamento com a Avenida Lomanto Júnior até a esquina após a Praça São João Batista, e na Rua Juca Pinto, do cruzamento com a Travessa Dr. José Pires da Veiga até a Rua Coronel Pessoa.
A partir das 23h, para a realização do Bloco Zé Pereira, haverá bloqueios dinâmicos ao longo das ruas Juca Pinto, Coronel José Félix, David Maia, Castro Alves e Cassimiro Costa. Além disso, entre os dias 14 e 16 de fevereiro, das 14h às 20h, a Rua Juca Pinto será interditada no trecho entre a Travessa Dr. José Pires da Veiga e a Rua Coronel Pessoa.
Em Olivença, o foco das ações será no entorno da Praça Cláudio Magalhães e da área do balneário, locais de grande concentração de público durante o Carnaval. As intervenções ocorrerão de 14 a 17 de fevereiro, das 16h às 2h, abrangendo áreas próximas ao Balneário Tororomba, Praça Cláudio Magalhães, Cai n’Água, Posto de Saúde e Cabana Canoa.
Durante o Carnaval, equipes da SUTRAM atuarão em parceria com a Polícia Militar e a Guarda Municipal, realizando monitoramento dos bloqueios, orientação ao público e fiscalização de trânsito, inclusive com ações de combate à condução sob efeito de álcool. A autarquia também dará cobertura às festividades nos bairros Hernani Sá e Teotônio Vilela, com apoio da Prefeitura de Ilhéus, nos dias 14, 15 e 16.
O transporte público terá reforço na frota, principalmente nos horários de dispersão dos blocos, para garantir o deslocamento seguro da população. A SUTRAM reforça que o uso de som automotivo, paredões e equipamentos sonoros só é permitido dentro dos blocos oficiais e mediante autorização prévia da Prefeitura de Ilhéus.
A autarquia orienta motoristas e pedestres a respeitarem as sinalizações temporárias e as orientações dos agentes de trânsito, para que a festa ocorra com tranquilidade. Atualizações podem ser acompanhadas pelo Portal Oficial da Prefeitura de Ilhéus e pelo perfil oficial da SUTRAM no Instagram.
A atuação da equipe durante o Carnaval reforça o compromisso da gestão municipal com a organização da cidade, o respeito à legislação de trânsito e a promoção de um Carnaval seguro, acessível e responsável, para moradores e visitantes.
Município recebeu veículo 0 km em solenidade com autoridades federais, estaduais e municipais
A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Buerarema recebeu, nesta quinta-feira (12), as chaves da nova ambulância 0 km destinada ao município. A entrega foi realizada pelo prefeito Gel da Farmácia e pela secretária municipal de Saúde, Adriana Peixoto, marcando a etapa final de um processo que começou na última semana, durante solenidade oficial em Salvador.
O veículo foi disponibilizado pelo Ministério da Saúde e repassado ao município em cerimônia que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do governador Jerônimo Rodrigues e da secretária estadual de Saúde Roberta Santana, além de diversas outras autoridades.
Durante a entrega oficial das chaves à equipe do SAMU em Buerarema, o prefeito Gel destacou o avanço que o novo veículo representa:
“Estamos recebendo uma ambulância mais moderna, que oferece mais segurança e conforto tanto para os pacientes quanto para os profissionais. Isso significa atendimentos mais ágeis, eficientes e com melhores condições de trabalho para quem está na linha de frente das emergências.”
A secretária de Saúde, Adriana Peixoto, destacou que “toda a equipe do SAMU e toda a rede de saúde de Buerarema vem passando por capacitações constantes, treinamentos e qualificação contínua para tornar os atendimentos cada vez mais eficazes. A chegada dessa ambulância, com uma estrutura mais moderna, potencializa ainda mais esse trabalho e eleva a qualidade do serviço prestado à nossa população.”
O Carnaval de Porto Seguro virou notícia boa e ganhou destaque nos noticiários de TV nesta manhã de quinta-feira, 12. No Jornal da Manhã, da TV Santa Cruz Cabrália, a estimativa do impacto econômico e do fomento ao turismo no destino foi apresentada como termômetro do aquecimento da cidade no período mais forte do verão. A leitura é direta: além da festa, o Carnaval movimenta uma engrenagem que gera trabalho, renda e visibilidade para Porto Seguro em escala regional.
Os números ajudam a explicar por que o assunto foi parar na tela. Entre 7 e 22 de fevereiro, Porto Seguro estima receber mais de 250 mil turistas chegando por avião, rodoviária e estradas. No Aeroporto Internacional, a previsão é de 461 voos e 64.540 passageiros, incluindo operações internacionais. No Terravista, são 912 voos e quase 4 mil passageiros, puxando o fluxo para Trancoso. Pela rodoviária, a conta chega a 298 ônibus e mais de 14 mil desembarques. No Portal do Turismo, 671 veículos credenciados e 32 mil passageiros. De carro, a projeção é de 45 mil veículos e cerca de 135 mil pessoas circulando no destino.
Com esse volume, a expectativa é injetar até R$ 650 milhões na economia, beneficiando hotéis, bares, restaurantes, comércio, receptivos, transportes e ambulantes. E quem chega encontra a cidade em clima de celebração desde o dia 8, quando Pablo abriu a temporada, além do Carnaval Cultural, que leva mais de 30 blocos às ruas e mantém trios e atrações até o dia 21. Porto Seguro entrega tradição, energia e estrutura, num convite irresistível para viver a folia de perto.
O Governo da Bahia consolidou um dos maiores programas públicos de apoio à reciclagem do Brasil e uma das maiores iniciativas do mundo voltadas à valorização de catadores e catadoras de materiais recicláveis. No Carnaval da Bahia, essa política ganha escala inédita: o Estado realizará a maior ação de reciclagem já promovida na história da festa. A iniciativa articula inclusão social, geração de renda, fortalecimento da economia circular, preservação ambiental e eficiência energética, com resultados concretos e mensuráveis.
Sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues, o Estado investe de forma estruturada em políticas que reconhecem o papel estratégico dos catadores e catadoras na gestão de resíduos sólidos, na redução de impactos ambientais e na promoção do trabalho decente. Trata-se de uma política pública que combina justiça social, sustentabilidade e desenvolvimento econômico.
O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Augusto Vasconcelos, afirma que o Governo da Bahia fará, no Carnaval, a maior ação de reciclagem de sua história. “Fazemos a maior ação em apoio à reciclagem do Brasil e uma das maiores do mundo. Este ano será ainda maior. O Governo do Estado investe no apoio aos catadores de materiais recicláveis, por entendermos que essa categoria de trabalhadores é fundamental para o meio ambiente e para gerar renda às famílias. Valorizar a ação desses profissionais e promover o trabalho decente é uma das marcas da gestão do Governador Jerônimo.”
O conjunto de ações inclui a implantação e o fortalecimento de Centrais de Apoio ao Catador, iniciativas de segurança alimentar, a frente “Cuidar de Quem Cuida” e a estruturação de espaços de higiene pessoal. No total, já foram executados R$ 4,7 milhões, com previsão de ampliação para R$ 5,7 milhões.
O programa fortalece cadeias produtivas sustentáveis, reduz o volume de resíduos destinados a aterros e melhora a eficiência do sistema de gestão de resíduos. Ao reconhecer o trabalho de catadores e catadoras como peça central da economia circular, a iniciativa amplia renda, qualifica condições de trabalho e reforça a agenda ambiental do Estado, com impacto direto na vida das famílias e na sustentabilidade urbana.
RESULTADOS CONSOLIDADOS
Em 2026, o programa entra em um novo patamar de alcance e integração com as grandes agendas do Estado. A meta do Governo da Bahia é chegar a 4 mil catadores e catadoras cadastrados e atendidos, reforçando o compromisso com a valorização do trabalho, a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável.
No Carnaval da Bahia 2026, inserido no conceito de “um estado de alegria”, a política de reciclagem está integrada a uma ampla rede de cuidado com quem faz a festa acontecer. Por meio do eixo trabalho do programa “Meu Corre Decente”, são mais de R$ 8,5 milhões destinados ao cuidado de cerca de 8 mil trabalhadores e trabalhadoras da folia, incluindo catadores, ambulantes, cordeiros e músicos. A expectativa é receber 3,7 milhões de turistas e movimentar cerca de R$ 8 bilhões na economia, reforçando a reciclagem como vetor de inclusão produtiva, eficiência energética e sustentabilidade ambiental durante o maior evento popular do país.
Em 2025, o programa alcançou 3.479 catadores e catadoras atendidos, com a coleta de 170 toneladas de resíduos. Foram implantados dois espaços de convivência, cinco espaços de segurança alimentar e nutricional e três espaços de higienização, garantindo melhores condições de trabalho, especialmente no período carnavalesco, quando Salvador e mais de 150 municípios recebem milhões de foliões. O investimento nas cooperativas chegou a R$ 4,7 milhões.
Em 2024, o número de catadores e catadoras atendidos foi de 2.437, com 174 toneladas de resíduos coletados. Nesse período, foi implantado o primeiro espaço de convivência para catadores, fortalecendo a presença desses trabalhadores e trabalhadoras nos grandes eventos e na rotina urbana. O investimento nas cooperativas foi de R$ 2,3 milhões.
Em 2023, foram atendidos 1.840 catadores e catadoras, com a coleta de 149 toneladas de resíduos. Naquele ano, ainda não havia espaços estruturados de convivência, segurança alimentar ou higienização. O investimento nas cooperativas foi de R$ 1,4 milhão.