:: ‘Geral’
O ABATE DA POESIA NA CARNE

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Por Milton Marinho:
Há mais ou menos um mês, li um artigo do prefeito de Itororó, o senhor Adroaldo Almeida, por sinal, muito bem escrito, cujo título era: “O ABATE DE CARNE E A POESIA”.
Bem escrito na acepção do rigor técnico, da sintaxe e sua justaposta condição hedonista na forma, com a frieza e a simetria de um geômetra e seus cálculos, como Romário, Messi ou Neimar na pequena área, vitimando goleiros com o couro sintético de poliuretano ou poliestireno das bolas modernas de então, como quem monta um “LEGO” e, conclui a peça, numa precisão cirúrgica dos bisturis dos discípulos de Galeno ou do mestre açougueiro Chico Boca Rica desossando a rês abatida.
As palavras do referido artigo foram aplicadas, mais ou menos, assim como um assentador de cerâmicas aplica lajotas em algum palácio dos sheiks de Abu Dhabi, porém desprovida daquela argamassa sentimental e humana que um dia, compôs as células de um antigo poeta e advogado socialista dos bons tempos do velho e indefectível quadro comunista que conheci.
A defesa do indefensável paradeiro de nossa carne, não pode conjugar com a polifonia poética do texto, no seu redondo /quadrado, formato. A alusão perfeita do sentido Greco antigo, isto é, que não carece de arremates, pois, se redondo, dar- se- á na perfeição sem tirar nem por, se quadrado, tem as mesmas medidas os lados.






































