Na última sexta-feira este blogueiro entrevistou o ex-secretário de saúde de Itabuna, Renan Araujo. O mesmo comentou sobre sua gestão e sobre sua exoneração. Foi enfático ao informar que faltou autonomia e foi boicotado dentro do governo. Veja abaixo:
JOÃO MATHEUS: Como você avalia sua passagem pela secretaria de saúde de Itabuna?
RENAN ARAUJO: Muito positiva. Atuei com base no programa de campanha de Vane, que foi muito bem elaborado, sob coordenação de Conceição Benigno, e que partiu de uma visão muito completa do que representa Itabuna como referência macro-regional de saúde.
A prioridade era o retorno do comando único, e consegui. O projeto de requalificação do Hospital de Base é muito bom. Consegui dois milhões em equipamentos e deixei acertados mais três milhões para equipar a emergência. Um tomógrafo ficou acertado com o Ministro Padilha. Além disso, ficou assegurado um bom aumento no financiamento fixo do hospital.
Se a plena tivesse voltado em agosto como acertei, o Base já estaria recebendo cerca de dois milhões e quatrocentos por mês.
Na atenção básica, conclui a reforma de 06 unidades básicas e deixei quatro reinauguradas. Inscrevi outras 11 unidades em projetos de reforma ou construção.
Consegui um milhão e meio em equipamentos e mobiliários para as unidades básicas e deixe-as abastecidas de medicamentos e insumos, mesmo com os boicotes que sofri para licitar e comprar. Foram seis carretas cheias que chegaram no mês de julho.
Consegui aprovar uma UPA tipo 2 e o dinheiro já está na conta da prefeitura para construção. Consegui também o SAMU regional, já devidamente aprovado.
JOÃO MATHEUS: E a volta da plena, estava previsto para agosto, até hoje nada, como você avalia essa demora?
RENAN ARAUJO: O prefeito aceitou um acordo com o MP que previa retomar o cronograma de eleição do CMS e só voltar a plena com a aprovação do Conselho. Essa etapa já estava superada e a SESAB e o Ministério pronto para fazer o repasse, independente do Conselho. A culpa pela desarticulação do CMS foi da antiga diretoria.
Desde abril não havia mais conselho porque não se renovou as indicações. A cidade nem a região poderiam ser penalizadas por isso.
Se o prefeito quisesse, a plena já teria voltado em agosto. Está tudo pronto e com os recursos assegurados. Minha parte eu fiz.
Tomara que agora o processo tenha seguimento, já bastante atrasado. Houve eleição do novo conselho, baseado na nova lei. O MP não tem mais o que questionar. Agora, uma vez sendo eleita a nova diretoria, a plena será apreciada e aprovada.
JOÃO MATHEUS: E esse boicote que sofreu, era proveniente de onde?
RENAN ARAUJO: O boicote vem de setores da prefeitura que não têm uma visão ampla da saúde e do papel de Itabuna na região. Quem que fazer um bom trabalho na saúde tem que gastar. Itabuna ainda investe pouco. Vitória da Conquista investe 22%. A secretaria de Conquista tem autonomia, conforme preconiza a legislação do SUS. Ainda hoje não foram licitados itens básicos para atendimento à população. E foi ai que foi muito criticado, pela falta de insumos nos postos, quanto eu não tive nenhuma culpa.
JOÃO MATHEUS: A TV do bispo Macedo (TV Cabrália), bateu muito em você e criticou o seu trabalho. Acredita que foi pelo fato de você ser indicado pelo PC do B?
RENAN ARAUJO: Pela importância regional de Itabuna e pelas imensas dificuldades com cinco anos de perda da plena as cobranças são enormes. Apesar de tudo que foi feito, ainda foi muito pouco. As unidades estavam sucateiras, desabastecidas e com importante déficit de recursos humanos.
Contratamos mais de 200 servidores via seleção simplificada. Outro feito importante foi a reabertura do CEDORFI. A unidade referência em tratamento da doença falciforme. Única no interior da Bahia. Tive o prazer de reinaugurá-la e entregar à cidade nos 100 dias de governo.
Foi um trabalho articulado, premeditado. Foi até muito inconsequente, porque as críticas recaiam sobre o governo. Foi uma ação cega, cada dia mais intensa. Por mais que se fizesse as aspectos bons não apareciam.
Não creio que na Bahia tenha havido um trabalho tão intenso na área de saúde. Tive que trabalhar redobrado, porque Itabuna não é só atenção básica. A média complexidade está estrangulada e a alta complexidade sem um processo de regulação, fiscalização e controle efetivos.
Já no final, fizemos um mutirão de saúde maravilhoso e recebi pressões para não fazê-lo. Foram milhares de procedimentos oferecidos à população. E fizemos a reforma da emergência do Base.
A região cacaueiro precisa e depende imensamente de Itabuna. Isso tem que ser levado em consideração.
JOÃO MATHEUS: A emergência foi inaugurada em julho, mas continua fechada, por qual motivo?
RENAN ARAUJO: O Secretário Solla deu todo apoio. Itabuna teve um tratamento diferenciado. Dois milhões em equipamentos. Em janeiro estávamos com o hospital faltando até soro fisiológico. Consegui o repasse da SESAB por ofício, com o sistema da SEFAZ fechado. Regularizamos o pagamento e o repasse estava sendo feito integralmente
Se a plena tivesse voltado em agosto, teria recursos para abrir a emergência de imediato. Acho que foi problema de recurso, porque o hospital é sub-financiado. Houve uma glosa por parte da SESAB. Ai que tem que responder é o diretor do hospital, pois já não estou ai.
JOÃO MATHEUS: Nesses sete meses em Itabuna, qual foi a maior dificuldade encontrada na secretaria?
RENAN ARAUJO: Dificuldade de autonomia. A saúde tem que licitar, comprar medicamentos, insumos, equipamentos, fazer manutenção predial e de equipamentos. A importância que tem a saúde da população obriga que seja assim. Não foi permitido até hoje que a saúde de Itabuna seja autônoma. Quem sofre com isso é a população.
JOÃO MATHEUS: Como assimilou a decisão do prefeito Vane, quando exonerou o diretor financeiro da secretaria de saúde, colocou um homem da sua alta confiança e levou o gabinete para ao lado do gabinete do prefeito?
RENAN ARAUJO: A decisão é dele, mas foi equivocada. Se a culpa era do diretor que indiquei, por que os problemas persistem até hoje? Onde está o problema, já que o diretor financeiro foi desligado há cinco meses e nada avançou?
JOÃO MATHEUS: E a polemica exoneração do médico Humberto Barreto, o que aconteceu mesmo?
RENAN ARAUJO: Falta de sintonia com o projeto. O programa de governo diz que a volta da plena era prioridade. Ele era contra. Começaram a surgir divergências dele com o programa de governo e com minha forma de atuar.
Desde o início eu sabia que a tarefa era árdua, e ainda houve muita incompreensão. E internamente houve uma tentativa de desestabilizar o trabalho da equipe. Tentou-se criar um duplo comando. Onde eu avançava, havia tentativas de recuo. Boicote mesmo.
Mas aos poucos a equipe foi me conhecendo melhor e compreendendo os movimentos propostos. Quando sai, a equipe (que é muito competente e comprometida com a saúde pública) estava em completa sintonia com o projeto. Quando Humberto saiu, foi sozinho. Fizeram terror, disseram que a equipe sairia toda. Ficamos todos unidos e vivemos bons momentos de realizações.
JOÃO MATHEUS: Deixe uma mensagem para a população de Itabuna :
RENAN ARAUJO: Desejo sucesso à administração municipal de Itabuna, porque são muitos anos de desgoverno e Itabuna não pode sofrer mais. Fiz e mantenho muitos amigos ai, conheci pessoas boas na prefeitura, na imprensa, na câmara de vereadores e principalmente entre os profissionais de saúde com quem tive a felicidade de trabalhar. Prefiro me fixar nas energias e vibrações positivas.
Não nego que fui boicotado, poderíamos ter avançado mais. Prefiro falar de meu amigo Plínio Adry que tem todas as condições de fazer um bom trabalho. Espero que permitam, pois ele e a equipe têm todas as condições e competências.
Quanto aos que me fizeram mal, eu dedico os versos de Mario Quintana que diz: “eles passarão, eu passarinho.” Renan Oliveira de Araujo.
A ex-senadora Marina Silva terminou escolhendo o PSB como seu novo abrigo político e partidário. A legenda socialista tem o governador Eduardo Campos (PE) como pré-candidato à presidência da República.
Esse fato político, se esmiuçado, daria, no mínimo, umas dez laudas. Teria como começo Marina no PT, depois no PV, sua luta para criar a Rede e, agora, surpreendentemente, sua filiação ao PSB.
De início é bom dizer que a reviravolta na sucessão presidencial só terá algum contorno delineado depois que sair uma pesquisa sem constar o nome da ambientalista como presidenciável.
Conversando com meus botões, como diria o jornalista Mino Carta, e lançando mão de uma intuição provocativa, aposto que Marina ainda não desistiu da sua candidatura ao Palácio do Planalto.
O próprio PSB, com seus deputados e senadores, principalmente os que buscam o segundo mandato, vai ficar encarregado do ultimato a Eduardo Campos: se não melhorar nas pesquisas de intenção de voto, a candidata é Marina.
Vale a lembrança que Marina, na última pesquisa do Datafolha, ficou em segundo lugar com 26%. Campos obteve 8%. Na eleição de 2010, a ex-petista abocanhou mais de 20 milhões de votos.
Outro detalhe, que passou despercebido por muitos, é que foi Marina que ficou querendo entrar no PSB. Toda articulação, idealizada pelo deputado federal Márcio França (PSB-SP), foi alimentada pela ex-ministra.
Marina, portanto, se ofereceu ao PSB. A prova inconteste é o diálogo, por telefone, entre Campos e França: “Você inventou isso. Agora, venha para cá urgente cuidar disso.”
Uma coisa é certa e inquestionável: milhares de marineiros, depois da filiação de Marina ao PSB, jogando o jogo que tanto condenava, viraram ex-marineiros.
Marina, no ato de filiação, repetiu a palavra “programática” por várias vezes, fazendo questão de frisar que a aliança com o PSB é assentada em programas. Não é pragmática.
É pragmática sim. Se não fosse, a ambientalista Marina não teria optado por uma legenda que ficou do lado dos ruralistas na revisão do Código Florestal.
Ora, não existe esse purismo na política de hoje. Esse discurso é vazio. Toda aliança é pragmática e interesseira. Tem como escopo a conquista do poder.
O presidente do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), na Bahia, Marcelo Guimarães Filho, abonou na manhã deste sábado (05), a ficha de filiação de Tarcizio Pimenta, ex-prefeito de Feira de Santana. A filiação ocorreu em Salvador.
O presidente do PHS revelou a intenção do partido, com a filiação de novos membros à sigla. “O nosso objetivo é, entre outras coisas, o fortalecimento do partido na Bahia. Estamos reorganizando o PHS, inclusive, com a interiorização de novos diretórios”, disse Marcelo Guimarães Filho.
O novo filiado, Tarcizio Pimenta, se comprometeu em tornar o PHS protagonista nesse processo eleitoral. “Além de Feira de Santana, vamos iniciar o processo de interiorização do partido, agrupando novos filiados em todo Estado”, prometeu Tarcizio Pimenta.
O PHS conta, atualmente, com mais de 200 diretórios na Bahia, além de mais de 60 vereadores no Estado. Marcelo Guimarães Filho é candidato a deputado federal.
A Prefeitura de Canavieiras enviou uma patrulha mecânica – composta de uma patrol, uma retroescavadeira e duas caçambas – para recuperar a rodovia Transouricana, uma das mais importantes vias de tráfego da região. A decisão do prefeito Almir Melo atende a diversas solicitações dos moradores e agricultores, que têm dificuldade de em se deslocar e escoar a produção.
Segundo Almir Melo, a rodovia é de responsabilidade do Governo do Estado da Bahia, e sua recuperação já foi alvo de diversas solicitações ao Governo do Estado. “Mesmo sendo uma rodovia estadual, resolvemos investir na sua recuperação, pois a estrada atravessa uma importante bacia leiteira, além daquela região concentrar a produção de cacau e demais produtos agropecuários”, destaca o prefeito.
Inicialmente foram recuperados os 9 quilômetros do trecho entre Pimenteira e Perelândia com o encascalhamento em todas as ladeiras, além do patrolamento ao longo da estradas, inclusive os ramais servidos pelo transporte escolar.
Em seguida, a patrulha mecânica foi deslocada para o trecho que liga o Cubículo a Ouricana, num total de 18 quilômetros, cuja conclusão está prevista para a próxima semana.
Por diversas vezes a rodovia Transouricana é alvo de protestos por parte de agricultores, proprietários de veículos de transportes de cargas e da população que habita aquela região, devido à falta de manutenção. A Transouricana, também denominada pelo Estado de BA 274, também é objeto de solicitações e pedido de providências dos políticos que reivindicam a pavimentação dos seus 78 quilômetros, ligando Canavieiras à BR-101, via Santa Maria Eterna.
O deputado estadual Bruno Reis assinou hoje (04) a ficha de filiação ao PMDB, em solenidade que aconteceu na sede do partido, no bairro do Costa Azul, em Salvador. O prefeito ACM Neto marcou presença, assim como os presidentes estaduais do PMDB, Geddel Vieira Lima, e do PTN, João Carlos Bacelar, o deputado federal Antonio Imbassahy, o pré-candidato tucano ao governo, João Gualberto, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças da capital e do interior. Quem também ingressou no ninho peemedebista foi a deputada estadual Graça Pimenta.
Bruno Reis está no primeiro mandato como deputado estadual. Ele foi eleito pelo PRB, partido que migrou para a base do governo Jaques Wagner. “Para manter a coerência política, não tinha como mudar de rumo. Fui eleito pela oposição e tinha que respeitar o meu eleitor”, afirmou o parlamentar, que é vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa.
O deputado afirmou que a filiação ao PMDB não foi um ato isolado. “Estamos caminhando cada vez mais fortes no projeto de união das oposições para a apresentação de um projeto alternativo para a Bahia em 2014. Isso ficou evidente no evento do Democratas, ontem, partido que recebeu as filiações dos colegas Sandro Régis, Elmar Nascimento e Targino Machado, e agora, nesse ato aqui no PMDB”, salientou.
Geddel destacou a atuação de Bruno Reis na Assembleia. “É um deputado brilhante que tem feito um grande mandato. Para o PMDB, é uma honra recebê-lo, sobretudo com o apoio do prefeito ACM Neto”, salientou. Geddel disse que a oposição tem excelentes nomes para 2014, e que estará unida. “Essa união é inquebrável. Vamos marchar juntos”, complementou.
O prefeito de Salvador, que é amigo pessoal de Bruno Reis, também elogiou a atuação do deputado. Em tom de brincadeira, ele lamentou que Reis não tenha optado pelo Democratas. “Ainda bem que não sou ciumento”, brincou. Neto afirmou ainda que a aliança entre Democratas e PMDB será duradoura.
Depois de ter o pedido de registro do Rede Sustentabilidade negado pela Justiça Eleitoral, a ex-ministra Marina Silva tem até sábado, dia 5, para tomar uma decisão em relação ao seu futuro político.
Não vai ser fácil. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, diria o ditado popular diante do dilema que toma conta da ambientalista e ex-petista Marina Silva.
O bicho pega se Marina resolver se filiar a outra agremiação partidária, ficando assim legalmente habilitada para concorrer na sucessão da presidente Dilma Rousseff.
Qualquer que seja a legenda escolhida, Marina vai jogar todo o discurso do “modo diferente de fazer política” na sarjeta. Vai cair na vala comum do conchavo e do toma-lá-dá-cá.
Se escolher o PPS do deputado Roberto Freire, pior ainda. É bom lembrar que o partido é muito próximo das forças que Marina sempre achou como retrógadas, com destaque para democratas (DEM) e tucanos (PSDB).
O bicho come se Marina não sair candidata agora. Seu projeto fica para daqui a quatro anos. Com Dilma reeleita, o pré-candidato do PT na sucessão de 2018 é o ex-presidente Lula.
O “Resenha da Cidade” deste sábado (5) terá como entrevistado o vereador Joilson Rosa (PSDC), o diretor do Procon, Marcos Bastos, e o coordenador da Expoita, Tito Fonseca.
O programa, apresentado por Roberto de Souza, tem a equipe formada por Silmara Souza e repórteres que fazem a cobertura do Hospital de Base e do complexo policial.
O programa vai ao ar das dez às doze horas pela Rádio Difusora AM-640.
No programa têm o quadro Dois Toques de política, no qual Roberto de Souza e o blogueiro João Matheus Feitosa analisam o quadro político regional e revela os bastidores do poder.
Conhecido por atuar nas causas mais complexas, o advogado Tiago Ayres comemorou a posse do vereador de Itabuna, e Carlos Coelho (DEM). Reconhecido pelas sustentações orais, Ayres prefere atribuir a vitoria à fragilidade das acusações contra Coelho.
Procurado por este site, Tiago Ayres, desconversou sobre a fama de resolver as ações mais difíceis e afirmou que apenas foi instrumento da justiça, e que o caso seria fácil, pois não se demonstrou uma prova sequer contra o seu cliente:
“Eu costumo dizer para os meus clientes que tudo termina bem, e se ainda não está bem é porque não terminou… Mas no caso de Carlos Coelho tudo terminou bem e com grande justiça”.
A ex-prefeita de Ibicaraí Monalisa Tavares, decidiu sair do PRP e deve se filiar nos próximos dias no PTB. A mesma tomou a decisão após o deputado estadual Bruno Reis trocar o PRP pelo PMDB.
Monalisa Tavares atualmente está trabalhando em Itapetinga e se aproximou muito do deputado federal Antonio Brito (PTB). Ela foi procurada pelo comunista Davidson Magalhães (PC do B), mas deverá apoiar a reeleição do deputado federal Antonio Brito.