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MARINA, PSB E AS CONTRADIÇÕES

Marcowense

Por Marco Wense.

A ex-senadora Marina Silva terminou escolhendo o PSB como seu novo abrigo político e partidário. A legenda socialista tem o governador Eduardo Campos (PE) como pré-candidato à presidência da República.

Esse fato político, se esmiuçado, daria, no mínimo, umas dez laudas. Teria como começo Marina no PT, depois no PV, sua luta para criar a Rede e, agora, surpreendentemente, sua filiação ao PSB.

De início é bom dizer que a reviravolta na sucessão presidencial só terá algum contorno delineado depois que sair uma pesquisa sem constar o nome da ambientalista como presidenciável.

Conversando com meus botões, como diria o jornalista Mino Carta, e lançando mão de uma intuição provocativa, aposto que Marina ainda não desistiu da sua candidatura ao Palácio do Planalto.

O próprio PSB, com seus deputados e senadores, principalmente os que buscam o segundo mandato, vai ficar encarregado do ultimato a Eduardo Campos: se não melhorar nas pesquisas de intenção de voto, a candidata é Marina.

Vale a lembrança que Marina, na última pesquisa do Datafolha, ficou em segundo lugar com 26%. Campos obteve 8%. Na eleição de 2010, a ex-petista abocanhou mais de 20 milhões de votos.

Outro detalhe, que passou despercebido por muitos, é que foi Marina que ficou querendo entrar no PSB. Toda articulação, idealizada pelo deputado federal Márcio França (PSB-SP), foi alimentada pela ex-ministra.

Marina, portanto, se ofereceu ao PSB. A prova inconteste é o diálogo, por telefone, entre Campos e França: “Você inventou isso. Agora, venha para cá urgente cuidar disso.”

Uma coisa é certa e inquestionável: milhares de marineiros, depois da filiação de Marina ao PSB, jogando o jogo que tanto condenava, viraram ex-marineiros.

Marina, no ato de filiação, repetiu a palavra “programática” por várias vezes, fazendo questão de frisar que a aliança com o PSB é assentada em programas. Não é pragmática.

É pragmática sim. Se não fosse, a ambientalista Marina não teria optado por uma legenda que ficou do lado dos ruralistas na revisão do Código Florestal.

Ora, não existe esse purismo na política de hoje. Esse discurso é vazio. Toda aliança é pragmática e interesseira. Tem como escopo a conquista do poder.

12 respostas para “MARINA, PSB E AS CONTRADIÇÕES”

  • Jorge says:

    A borboleta virou lagarta?

    O tabuleiro mexeu: Campos e Marina estarão juntos em 2014.

    Nasce a ‘quarta via’, o socialismo econeoliberal. “Para destruir o chavismo do PT”, diz a suave senadora que deixou o PT em 2009, ‘para ser coerente com a luta ‘pelo desenvolvimento sustentável’.

    Marina decidiu.

    E comunicou a seus pares em caráter irrevogável: será a vice de Eduardo Campos, que ganha assim um discurso palatável à classe média, ele que antes só falava à Fiesp e à Febraban.

    Marina perde a Rede, mas sobretudo, a aura de maria imaculada e ganha a companhia dos Bornhausen, os afáveis banqueiros de Santa Catarina, que terão o comando do PSB no Estado e voz ativa na esfera nacional.

    Demos também querem ‘destruir o chavismo do PT’ e tem precedência na fila. É natural que ocupem espaços.

    Parece não incomoda-la: Marina é obstinada. Tudo pela causa. A sua passa a ser a mesma de Campos, Aécio, Serra, Freire e a da plutocracia em busca de uma ‘terceira via’ para capturar o Estado novamente.

    Todos contra Dilma.

    Funciona?

    Dúvidas: quanto vai durar o casamento entre o personalismo anêmico de votos de Campos e a pureza armada de Marina?

    Como evitar que a identidade de propósitos da frente anti-petista apenas pulverize os votos dos já convertidos?

    Marina Silva prometeu neste sábado ‘sepultar de vez a velha República’. São palavras fortes.

    Mas o que cogitaria como nova República um Heráclito Fortes, por exemplo, outro demo recém convertido ao socialismo complacente do PSB? Como diz Zizek, passada a fase alegre dos consensos, será preciso ir além, sem se transformar em um desastre.

    A ver.

    No Carta Maior

  • ORESTESSILVA says:

    Eduardo Campos:

    Este rapaz é a esperança de um Brasil que não queremos mais para os nossos filhos, nossos netos e nossa população.

    Se utilizou do Projeto vitorioso que o Brasil vive há 10 anos e se aliou ao que de mais retrógado existe na política de nosso país.

    VEJAM:

    http://www.contextolivre.blogspot.com.br/2013/10/charge-online-bessinha-1956.html

  • ORESTESSILVA says:

    ZÉ DIRCEU AVISOU…

    Não se surpreendam se Marina virar vice de candidato da oposição

    Em 24 de abril de 2013

    Não se surpreendam se a candidata a presidente da República, ex-senadora Marina Silva, terminar como candidata a vice de um dos candidatos que se movimentam aí para disputar o Planalto na eleição do ano que vem. Há um sutil, mas bem perceptível, movimento na mídia esvaziando a pré-candidatura dela à Presidência.

    Todos os jornais começaram simultaneamente a destacar suas dificuldades – a principal delas a formação da REDE Sustentabilidade, que ela tenta montar para ter um partido seu para a disputa eleitoral do ano que vem. Agora, para confirmar, vem o jornal “The Guardian”, de Londres, com uma reportagem em que enumera, com todas as letras, as dificuldades de Marina.

    Sem falar na pérola publicada no jornal britânico de que o governo da presidenta Dilma Rousseff abandonou a agenda ambiental em troca do desenvolvimento, programas minerais e a construção hidroelétricas… Aí, explica-se: talvez o jornal britânico queira reservar o mercado de ferro apenas para suas empresas (de sua holding) que atuam no Canadá e na Austrália.

    A reportagem do “The Guardian”

    O fato – prestem atenção e acompanhem comigo – é que realmente a REDE esta emperrada e a candidatura Marina já não atende a estratégia da oposição. Talvez a tática seja levar Marina a ser a vice de um dos candidatos, destes que tanto se apressam em defendê-la e ajudá-la agora, principalmente na formação de seu novo partido, o que não faziam antes. A conferir.

    Em reportagem publicada nesta 3ª feira (ontem [23/abr]), o “Guardian” afirma que a ex-senadora enfrenta dificuldades para concorrer novamente à Presidência em 2014 (ela foi candidata em 2010, quando ficou em 3º lugar, com 19 milhões de votos). O texto elogia a trajetória de Marina na militância ambientalista, mas analisa que ela perdeu espaço político no país após 2010.

    “Apesar do seu perfil global – ela carregou a bandeira olímpica na abertura dos Jogos de Londres – (Marina) Silva mergulhou nas sombras em seu país”, diz o jornal britânico. É aí que o jornal embute: a agenda da sustentabilidade foi “deixada de lado” pelo governo Dilma Rousseff em favor de investimentos em áreas como mineração e infraestrutura.

    “Mais importante, porque muita gente perdeu a esperança”

    “São tempos difíceis para ser um militante ambientalista”, afirma o jornal, mesmo reconhecendo que a presidenciável Marina já deu um “passo considerável” na coleta do meio milhão de assinaturas que precisa para fundar seu novo partido, a Rede Sustentabilidade. À publicação britânica, a ex-senadora fala meio “no muro” sobre sua possível candidatura em 2014, que ela ainda não confirmou formalmente. “Não sei se vai ser mais difícil desta vez, mas sei que vai ser mais importante, porque muita gente perdeu a esperança.”

    O “Guardian” registra, ainda, que a mudança de religião – ela era católica e se tornou evangélica – teria afastado Marina parte de seus possíveis aliados. “(Marina) Silva continua popular, mas seu ardor religioso – ela se converteu do catolicismo para o cristianismo evangélico – desanimou alguns apoiadores em potencial”, diz o jornal.

    No Blog do Zé

  • ORESTES SILVA says:

    ZÉ DIRCEU AVISOU…

    Não se surpreendam se Marina virar vice de candidato da oposição

    Em 24 de abril de 2013

    Não se surpreendam se a candidata a presidente da República, ex-senadora Marina Silva, terminar como candidata a vice de um dos candidatos que se movimentam aí para disputar o Planalto na eleição do ano que vem. Há um sutil, mas bem perceptível, movimento na mídia esvaziando a pré-candidatura dela à Presidência.

    Todos os jornais começaram simultaneamente a destacar suas dificuldades – a principal delas a formação da REDE Sustentabilidade, que ela tenta montar para ter um partido seu para a disputa eleitoral do ano que vem. Agora, para confirmar, vem o jornal “The Guardian”, de Londres, com uma reportagem em que enumera, com todas as letras, as dificuldades de Marina.

    Sem falar na pérola publicada no jornal britânico de que o governo da presidenta Dilma Rousseff abandonou a agenda ambiental em troca do desenvolvimento, programas minerais e a construção hidroelétricas… Aí, explica-se: talvez o jornal britânico queira reservar o mercado de ferro apenas para suas empresas (de sua holding) que atuam no Canadá e na Austrália.

    A reportagem do “The Guardian”

    O fato – prestem atenção e acompanhem comigo – é que realmente a REDE esta emperrada e a candidatura Marina já não atende a estratégia da oposição. Talvez a tática seja levar Marina a ser a vice de um dos candidatos, destes que tanto se apressam em defendê-la e ajudá-la agora, principalmente na formação de seu novo partido, o que não faziam antes. A conferir.

    Em reportagem publicada nesta 3ª feira (ontem [23/abr]), o “Guardian” afirma que a ex-senadora enfrenta dificuldades para concorrer novamente à Presidência em 2014 (ela foi candidata em 2010, quando ficou em 3º lugar, com 19 milhões de votos). O texto elogia a trajetória de Marina na militância ambientalista, mas analisa que ela perdeu espaço político no país após 2010.

    “Apesar do seu perfil global – ela carregou a bandeira olímpica na abertura dos Jogos de Londres – (Marina) Silva mergulhou nas sombras em seu país”, diz o jornal britânico. É aí que o jornal embute: a agenda da sustentabilidade foi “deixada de lado” pelo governo Dilma Rousseff em favor de investimentos em áreas como mineração e infraestrutura.

    “Mais importante, porque muita gente perdeu a esperança”

    “São tempos difíceis para ser um militante ambientalista”, afirma o jornal, mesmo reconhecendo que a presidenciável Marina já deu um “passo considerável” na coleta do meio milhão de assinaturas que precisa para fundar seu novo partido, a Rede Sustentabilidade. À publicação britânica, a ex-senadora fala meio “no muro” sobre sua possível candidatura em 2014, que ela ainda não confirmou formalmente. “Não sei se vai ser mais difícil desta vez, mas sei que vai ser mais importante, porque muita gente perdeu a esperança.”

    O “Guardian” registra, ainda, que a mudança de religião – ela era católica e se tornou evangélica – teria afastado Marina parte de seus possíveis aliados. “(Marina) Silva continua popular, mas seu ardor religioso – ela se converteu do catolicismo para o cristianismo evangélico – desanimou alguns apoiadores em potencial”, diz o jornal.

    No Blog do Zé

  • Bruno Almeida says:

    Acho justo que ela seja candidata, porque o partido dos trabalhadores queria impedir a criação da rede para inviabilizar a candidatura de Marina, com esta filiação ao PSB de Eduardo Campos,mais uns 04 partidos pode sim tirar PT do trono em 2014.

  • Jorge says:

    Brasília – De sustentabilidade em sustentabilidade, Marina Silva se filia a seu terceiro partido. Após as eleições de 2014, ela fará nova troca, ingressando em sua Rede. Será uma média de quase um novo partido a cada um ano e meio.

    A dobradinha com Eduardo Campos, que em ataque de sinceridade, Marina chamou de “coligação pragmática”, surpreendeu apoiadores do PSB e, mais ainda, da Rede. Muitos consideram o PSB um “mal necessário”. Outros acham que Marina cometeu um erro estratégico, que vai chamuscar sua imagem pública, torná-la refém de Eduardo Campos, ligá-la a aliados indigestos do PSB, como os Bornhausen, em Santa Catarina, e, assim, afastar marineiros cujo estômago não está preparado para engolir tantos sapos. A Rede que queria Marina como candidata a presidente a aceita menos como vice de Campos, tido como um político menor, perto de sua líder.

    O acordo com o PSB coloca a ex-senadora no jogo de 2014, mas na posição de coadjuvante. Quem mais ganha com a aliança é Eduardo Campos, que fez um lance de mestre. Acaba de ganhar uma garota propaganda de peso. Marina, com seus 16% de intenções de voto, com viés de baixa, deve catapultar os 4% de Eduardo Campos. Porém, na matemática eleitoral, 16 mais 4 não é igual a 20, pois a operação tem perdas de lado a lado. Tem gente do PSB ligada a ruralistas, que não gostam de Marina; tem gente da Rede que não quer saber de Eduardo Campos.

    A dupla pisa sobre a cabeça de Aécio Neves e o empurra para baixo. Muito em breve, o mineiro poder amargar, pior do que o terceiro lugar atual, um patamar inferior a 10%, algo inédito para o PSDB.

    José Serra está saboreando sua vingança em um prato ainda quente. Há apenas uma única coisa que Serra queira mais em 2014 do que derrotar o PT: é diminuir Aécio. Quando chegou à conclusão de que eram mínimas as chances de Marina ter seu partido registrado a tempo para concorrer no ano que vem, Serra considerou que o cenário mais provável era o de vitória de Dilma em primeiro turno. Um resultado péssimo para o PSDB e uma mancha definitiva para a carreira de Aécio. Com a chapa Campos/Marina, a candidatura Aécio Neves sofre grave risco de esvaziamento.

    Mais do que Dilma, é a chapa do PSB que passa a ser, momentaneamente, a principal adversária do candidato do PSDB. Diante do risco de ficar para trás na corrida presidencial, comendo poeira, há quem defenda reavaliar a situação ao longo de 2014. Se Aécio não se mostrar viável, o PSDB tentará uma saída que evite um resultado vergonhoso.

    Para a candidatura Dilma, as chances de vitória no primeiro turno continuam fortes. Já era assim, conforme pesquisas mais recentes, quando Marina ainda aparecia como possível candidata. Como vice de Eduardo Campos, é difícil que a decisão da Rede provoque algum estrago extra na candidatura petista.

    O que pode causar problemas para o PT, de agora em diante, são seus eventuais erros e a péssima atuação congressual de seu grande aliado, o PMDB. A vantagem de Dilma é que sua dobradinha principal é com Lula. Mais do que Eduardo Campos e do que Marina Silva, Lula sabe bem como é que se muda um país. A atuação de Dilma na presidência e a de Lula no debate político são armas poderosas. O que ainda falta e será decisivo em 2014 é um programa ousado, que enfatize mais a mudança que a continuidade, diferentemente da estratégia de 2010. Do contrário, a pecha de República Velha, não a de 1891, mas a fundada pelo PMDB em 1985, pode virar carimbo.

    Antonio Lassance
    No Carta Maior

  • Jorge says:

    MARINA SILVA CAI NA REDE DO PSB

    Brasília – De sustentabilidade em sustentabilidade, Marina Silva se filia a seu terceiro partido. Após as eleições de 2014, ela fará nova troca, ingressando em sua Rede. Será uma média de quase um novo partido a cada um ano e meio.

    A dobradinha com Eduardo Campos, que em ataque de sinceridade, Marina chamou de “coligação pragmática”, surpreendeu apoiadores do PSB e, mais ainda, da Rede. Muitos consideram o PSB um “mal necessário”. Outros acham que Marina cometeu um erro estratégico, que vai chamuscar sua imagem pública, torná-la refém de Eduardo Campos, ligá-la a aliados indigestos do PSB, como os Bornhausen, em Santa Catarina, e, assim, afastar marineiros cujo estômago não está preparado para engolir tantos sapos. A Rede que queria Marina como candidata a presidente a aceita menos como vice de Campos, tido como um político menor, perto de sua líder.

    O acordo com o PSB coloca a ex-senadora no jogo de 2014, mas na posição de coadjuvante. Quem mais ganha com a aliança é Eduardo Campos, que fez um lance de mestre. Acaba de ganhar uma garota propaganda de peso. Marina, com seus 16% de intenções de voto, com viés de baixa, deve catapultar os 4% de Eduardo Campos. Porém, na matemática eleitoral, 16 mais 4 não é igual a 20, pois a operação tem perdas de lado a lado. Tem gente do PSB ligada a ruralistas, que não gostam de Marina; tem gente da Rede que não quer saber de Eduardo Campos.

    A dupla pisa sobre a cabeça de Aécio Neves e o empurra para baixo. Muito em breve, o mineiro poder amargar, pior do que o terceiro lugar atual, um patamar inferior a 10%, algo inédito para o PSDB.

    José Serra está saboreando sua vingança em um prato ainda quente. Há apenas uma única coisa que Serra queira mais em 2014 do que derrotar o PT: é diminuir Aécio. Quando chegou à conclusão de que eram mínimas as chances de Marina ter seu partido registrado a tempo para concorrer no ano que vem, Serra considerou que o cenário mais provável era o de vitória de Dilma em primeiro turno. Um resultado péssimo para o PSDB e uma mancha definitiva para a carreira de Aécio. Com a chapa Campos/Marina, a candidatura Aécio Neves sofre grave risco de esvaziamento.

    Mais do que Dilma, é a chapa do PSB que passa a ser, momentaneamente, a principal adversária do candidato do PSDB. Diante do risco de ficar para trás na corrida presidencial, comendo poeira, há quem defenda reavaliar a situação ao longo de 2014. Se Aécio não se mostrar viável, o PSDB tentará uma saída que evite um resultado vergonhoso.

    Para a candidatura Dilma, as chances de vitória no primeiro turno continuam fortes. Já era assim, conforme pesquisas mais recentes, quando Marina ainda aparecia como possível candidata. Como vice de Eduardo Campos, é difícil que a decisão da Rede provoque algum estrago extra na candidatura petista.

    O que pode causar problemas para o PT, de agora em diante, são seus eventuais erros e a péssima atuação congressual de seu grande aliado, o PMDB. A vantagem de Dilma é que sua dobradinha principal é com Lula. Mais do que Eduardo Campos e do que Marina Silva, Lula sabe bem como é que se muda um país. A atuação de Dilma na presidência e a de Lula no debate político são armas poderosas. O que ainda falta e será decisivo em 2014 é um programa ousado, que enfatize mais a mudança que a continuidade, diferentemente da estratégia de 2010. Do contrário, a pecha de República Velha, não a de 1891, mas a fundada pelo PMDB em 1985, pode virar carimbo.

    Antonio Lassance
    No Carta Maior

  • Jorge says:

    Este rapaz, Eduardo Campos, que é a esperança do Brasil para os adeptos do atraso que a ditadura militar nos impôs e para os vendilhões das riquezas de nossa pátria, leia-se governo de Fernando Henrique Cardoso, 1994-2002, se aliou ao que ainda há de mais retrógado na política do Brasil, e Marina Silva caiu igual uma piaba na armadilha.

    VEJAM:

    http://www.contextolivre.blogspot.com.br/2013/10/charge-online-bessinha-1956.html

  • Jorge says:

    QUE RENOVAÇÃO É ESSA?

    Marina e Eduardo Campos formaram um condomínio político que constitui um enigma da campanha de 2014

    No mesmo dia em que a Veja dava uma contribuição específica ao culto à personalidade de Marina Silva, dizendo que na véspera ela fora dormir com a esperança de “ter um sonho” que pudesse ajudar a decidir o rumo na campanha presidencial, a líder da Rede deu provas de que passou os últimos dias acordadíssima.

    Numa união destinada a garantir a Marina um espaço na campanha que a Rede não foi capaz de obter, e a Eduardo Campos, uma projeção que ele dificilmente teria como 4º colocado nas pesquisas de intenção de voto, os dois formaram um condomínio político que constitui um enigma da campanha de 2014.

    Filiando-se ao PSB, Marina assegurou um palanque para seguir em sua verdadeira prioridade, cada vez mais semelhante a plataforma básica dos vencidos por Lula e Dilma em 2002, 2006 e 2010: impedir de qualquer maneira e por todos os meios uma quarta vitória do PT e seus aliados em 2014.

    Dramatizando a própria situação, ela chegou a dizer que o Rede era primeiro partido “clandestino” da democratização – afirmação de caráter retórico, que não faz sentido para quem levou a sério a luta clandestina contra o regime militar de 64 e reconhece o valor da democracia conquistada depois.

    Vamos combinar: se acredita, de fato, que o Rede foi perseguido por adversários políticos, que teriam boicotado o apoio dos 50 000 eleitores que poderiam ter legalizado seu partido, Marina faria um favor ao país se divulgasse indícios e provas para sustentar o que diz. Sabemos que a Justiça eleitoral abriga cidadãos indicados pelos principais partidos políticos, que devem ser substituídos de 5 em 5 anos. É razoável até imaginar uma imensa má vontade aqui, outra mais adiante. É assim, no Brasil e em outros países.

    Mas é um universo com tantas surpresas e imprevistos que ninguém consegue adivinhar o que acontece sem uma apuração real. No caso mais avançado que conheço até aqui, um advogado do Rede chegou a dizer de forma vaga, para uma repórter, que “certamente” ocorreram boicotes em algumas prefeituras. Onde? Em Minas Gerais. E agora?

    Ironicamente, Marina e Eduardo Campos se comprometeram ontem, justamente, a enterrar a República Velha e a renovar os métodos tradicionais da política. Também falaram do esgotamento do nosso sistema como seu maior compromisso político. Mas não disseram com clareza o que pretendem fazer nem como. Até porque estas são verdades tão fáceis de anunciar mas difíceis de explicar.

    Quem tem o direito de dizer que o sistema político está esgotado é o eleitor. Ele fez isso em 1984, quando foi as ruas para pedir eleições diretas em pleno regime militar. Como o Congresso rejeitou as diretas naquele ano, o eleitor repetiu a dose cinco anos depois, em 1989, no primeiro pleito em urna após ao regime militar. Destruídos pelos fracassos de sucessivos planos econômicos, os dois herdeiros do governo Sarney não conseguiram somar 6% dos votos. E foi neste cemitério que nasceu Fernando Collor: sem partido, com ideário confuso, vagas promessas moralizantes e absoluto suporte dos meios de comunicação, tornou-se presidente da República. Seu programa era eliminar privilégios e favores do Estado, sintetizados na palavra marajá, usada para definir altos burocratas do serviço público. Parecia uma causa nacional, capaz de unir ricos e pobres, irmanados pelo infortúnio de sustentar privilegiados com dinheiro do contribuinte.

    Falar que o sistema político está esgotado, hoje, é enxergar o mundo pelo olhar dos desejos, de quem não aprova determinado governo mas é duvidoso que seja expressão do pensamento do conjunto da população. É um diagnóstico exagerado, no mínimo, quando o governo federal tem aprovação superior a 50% e a presidente lidera as pesquisas de opinião com 38% das intenções de voto. Quando seu padrinho, Lula, é o mais popular político brasileiro da história. Quando o PT, alvo indiscutível da “publicidade opressiva” praticada pela maioria dos meios de comunicação na ação penal 470, segue o mais popular partido político do país, com 25 ou mesmo 30% da simpatia dos eleitores.

    Quem está esgotada, até agora, é a oposição. Se é possível falar em algo perto de esgotamento, fim de linha, o problema encontra-se aí e é mais localizado. E é tão grave que ela procura alimentar-se, na verdade, de músculos e cérebros extraviados do governo, como Marina e Eduardo Campos.

    As ruas de junho deixaram claro que nem todo mundo pensa a mesma coisa dos nossos políticos. Os milhões de brasileiros que não querem Dilma também recusam personalidades, nomes e ideias que lhes são oferecidas como alternativa. Esses cidadãos Dizem que querem livrar-se de políticos tradicionais quando, na verdade, querem outros políticos – sejam direitistas, revolucionários, reacionários ou simples camelôs ideológicos. Aqueles manifestantes que tinham pontos específicos a reivindicar – como transportes – voltaram para casa depois que a reivindicação foi atendida. Os outros, permaneceram. Tinham mais a cobrar. Alguns mais quebraram vidros, fizeram provocações. Denunciam o sistema político em nome do fascismo, do anarquismo ou lá o que for.

    Em qualquer caso, e é constrangedor lembrar, Dilma ficou sem aliados em seu empenho para aprovar uma reforma política que, bem ou mal, poderia dar uma resposta à nova situação. Não inventou nada. Apoiou um projeto que reúne o apoio de entidades representativas. Não lembro de qualquer manifestação de apoio dos aliados de Marina Silva. O PSB foi explícito. Divulgou nota a favor das reformas – desde que elas não valessem para 2014.

    O empenho de Marina para falar do “novo” ajuda a encobrir que, entre seus assessores econômicos, encontra-se André Lara Rezende, banqueiro e profeta da decrescimento econômico, advogado da teoria primeiro-mundista de que os recursos da Terra se esgotaram e que quem não ficou rico até agora deve desistir até de chegar a classe média baixa. Foi padrinho do Plano Cruzado – que ajudou Sarney a tornar-se imperador do país por um semestre, em 1986 –e do Plano Real, berço de tantas heranças, inclusive da privatização das teles, joia da coroa do governo FHC. Seu homem na Justiça é Gilmar Mendes, capaz de dar dois habeas corpus, em apenas 48 horas, a um dos banqueiros aliados de FHC. Seu maior patrocinador financeiro é a herdeira de um banco que esteve ao lado de todos, absolutamente todos os governos brasileiros nas ultimas décadas, sem distinção de cor, credo, religião ou traje – podia ser fardado ou à paisana.

    “Novo”?

    Falar da velhice alheia é um dos atalhos mais conhecidos para uma pessoa fingir-se de jovem e seduzir os menos atentos naquela hora da festa em que a maioria dos seres vivos parece parda. Não vamos falar do PSB de Eduardo Campos. O governador admite que nem estava pensando em termos politicamente geriátricos até a noite de sexta-feira, dedicando-se a recolher, no laço, quem pudesse reforçar suas fileiras de qualquer maneira. Chegou a trazer para sua casa conservadores notórios, inclusive com ligações diretas com o regime militar. Estranho? Nem um pouco. A política brasileira é feita assim.

    O errado é querer tingir o cabelo, fazer uma lipo, tomar um banho de butique e pensar que ninguém enxerga os sinais da plástica. Para quem é adversaria assumida das usinas hidroelétricas, é que Marina Silva tenha ingressado no mesmo partido do ex-ministro Roberto Amaral, um dos poucos políticos brasileiros que é partidário declarado de pesquisas nucleares, seja para fins pacíficos, e mesmo para conhecimento da fissão atômica, necessário para a produção de artefatos militares. (Estou 100% de acordo com o ministro nesse ponto).

    Que renovação é essa, meus amigos?

    Simples. É a renovação de quem procura um palanque, confunde a memória e quer nos fazer acreditar que não houve história. Eduardo Campos é um dos melhores políticos de sua geração. Tem luz própria, formação e capacidade de articulação real.

    Mas não vamos esquecer que é produto direto do Brasil envelhecido de repente que agora denuncia. Talvez seja o grande filhote daquilo que a oposição chama de lulismo. Alimento maior de sua popularidade, o crescimento econômico de Pernambuco, muito superior a média brasileira, foi irrigado por verbas preferenciais de Brasília, com tanto empenho que levou os conservadores preconceituosos do Sul-Sudeste a denunciar em 2010 o favorecimento “aos nordestinos” por parte de Lula.

    A herança política de Marina é familiar, também. Segundo o Ibope, a segunda opção de 50% de seus eleitores é Dilma. Em função do receio de explicitar a estes cidadãos o enorme grau de sua ruptura do Lula, Dilma e o PT, referencias que fazem parte de sua identidade política essencial, na visão de tantos brasileiros, Marina Silva tem sido bastante cuidadosa em suas declarações. Evita afirmar, em público, os chavões reacionários, inspirados no golpismo venezuelano, que o conservadorismo nativo utiliza para comparar o Brasil de Lula-Dilma com o país de Chávez-Maduro.

    Cada eleitor tem o direito de imaginar que tipo de renovação é essa.

    Paulo Moreira Leite

  • José says:

    Chega a dar nojo uma figura como a sua. Na defesa intransigente da sua candidata que está destruindo o Brasil, vc inventa coisas e boatos só para beneficiar seu grupo e sua posição política. Para com isso rapaz! Faça uma análise correta e sem partidarismo. Como vc diz que existem ex-marineiros por causa da decisão dela? conhece algum? e se conhece um, será que reflete nos milhões de brasileiros que esperam uma mudança real no comando do nosso país??? Pois saiba que sua candidata corruPTa irá perder a eleição para Eduardo Campos com o apoio maciço dos marineiros de todo o país!!! são milhões que darão a resposta nas urnas e não nas palavras de um pseudo comentarista político, que só fala do que lhe é conveniente ou daqueles que te financiam!

  • Jorge says:

    ACABOU O TEATRO: MARINA SE RENDE À “VELHA POLÍTICA.

    Estava na cara que ela não ficaria fora do jogo. Até o governo Dilma já contava com a candidatura presidencial de Marina Silva, como escrevi aqui mesmo nesta quinta-feira na coluna “Planalto conta com Marina candidata mesmo sem Rede”.

    O que ninguém esperava é que a ex-senadora se oferecesse para ser vice de Eduardo Campos, do PSB, o candidato dissidente da base aliada do governo, como ela comunicou aos seus seguidores, reproduzindo o que dissera a ele, ao final de uma reunião que terminou com muito choro de marináticos na madrugada de sábado em Brasília.

    – Eduardo, você está preparado para ser presidente do Brasil? Eu vou ser a sua vice e estou indo para o PSB.

    Com esta decisão, anunciada por telefone ao governador de Pernambuco, que há poucos dias rompeu com o governo e tirou seus ministros, acabava o teatro de suspense montado por Marina para anunciar seu destino, depois que o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou o registro da Rede Solidariedade, o nome de fantasia do partido que pretendia criar desde o seu rompimento com o PV, quando lançou o movimento “Nova Política”. Nova?

    Para tristeza dos seus “sonháticos”, que acreditaram na pregação da missionária mística sobre a falência do antigo sistema de representação, Marina se rendeu à “Velha Política”, aceitando o jogo como ele é nada vida real, com o único objetivo de derrotar Dilma e o PT, que ela agora acusa de “chavismo”, depois de ter sido ministra de Lula nos seus dois mandatos.

    Falaram mais alto os interesses dos seus sponsors, os grandes grupos economicos que investiram nela para a criação do novo partido criado para que Marina pudesse ser candidata a presidente, e não queriam que ela agora, em nome da coerência, simplesmente jogasse a toalha, deixando o caminho livre para a reeleição de Dilma. Marina pode ser acusada de tudo, menos de rasgar votos e se entregar à coerência aos seus princípios.

    Daqui a pouco, Eduardo e Marina vão anunciar oficialmente a chapa da “Coligação Democrática”, como batizaram a chamada terceira via, tão esperada pelo establishment financeiro-midiático para pelo menos provocar um segundo turno em 2014 e acabar com a hegemonia petista no governo central.

    Por ironia do destino, dois políticos historicamente ligados a Lula e ao PT formaram uma chapa forte que surge forte para enfrentar Dilma e Lula, deixando os tucanos Aécio e Serra comendo poeira na sua eterna crise existencial. Podemos não ter Fla-Flu entre PT e PSDB desta vez, como tudo parecia indicar.

    Com um cacife de quase 20 milhões de votos nas últimas eleições e o segundo lugar nas pesquisas para 2014, variando entre 16 e 25% das intenções de voto, Marina aceitou disputar a eleição como vice de Eduardo Campos, o quarto colocado, que não consegue passar dos 5%, porque ainda é mais confortável ocupar o Palácio do Jaburú para continuar costurando sua Rede, do que voltar para o Acre de mãos abanando, sem partido, sem cargo e sem mandato. Mais adiante, afinal, as pesquisas poderão até determinar uma inversão dos nomes na chapa.

    Deixando os marináticos fundamentalistas e a poesia de lado, Marina fez a escolha certa: ao optar por Eduardo Campos e deixar Roberto Freire chupando o dedo, com seu nanico PPS já rejeitado até por José Serra, a ex-ministra, que de boba não tem nada, aliou-se àquele que considero o mais preparado político brasileiro da geração pós-68. Foi uma jogada de mestre dos dois.

    É jogo jogado. O resto é filosofia.

    Ricardo Kotscho
    No Balaio

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