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IBICARAÍ: MUNICÍPIO COMPLETA 66 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA COM EXTENSA PROGRAMAÇÃO

ENTRADA DA CIDADE

O município de Ibicaraí completa 66 anos de emancipação política na próxima segunda-feira, dia 22. O Governo União e Trabalho preparou para a população local uma extensa programação que teve início domingo, dia 21, e vai até a próxima quinta-feira, 25.

As festividades terão início no domingo (21), às 9h, com um Festival de Fanfarras, que desfilará pelas avenidas São Vicente de Paula e Professor Otávio Monteiro. No período da tarde (14h) acontece no distrito do Cajueiro Velho o Caju Kids. O primeiro dia de festividades termina com um Festival Cultural, que terá início às 16h, na Praça Henrique Sampaio.

Na segunda-feira, dia 22 de outubro, aniversário de Ibicaraí, as ações serão muitas e começarão cedo. Às 7h acontecerá o hasteamento da Bandeira, na entrada da cidade. Em seguida – às 8h – acontecerá uma Missa na Igreja Matriz. Às 9:30h o prefeito Lula Brandão fará a assinatura da Ordem de Serviço da Creche Escola no Cajueiro Novo e na sequência (10:30h) se deslocará com sua comitiva para a Vila Emílio Izabel, onde fará a inauguração do calçamento de duas ruas e entregará uma ambulância para aquela comunidade. Às 11h acontecerá a Inauguração da Rua e Travessa Ponta da Pedra; às 11:30h o prefeito fará a inauguração das ruas do bairro Novo Horizonte e entregará mais uma ambulância que atenderá o município. No período da tarde, às 14h, acontecerá o Projeto Cidade Feliz, nas Avenidas São Vicente de Paula e Professor Otávio Monteiro.

Na terça-feira, dia 23, acontecerá um Arrastão do Outubro Rosa, no distrito da Salomeia, às 15:30h, e às 18:30h acontecerá um culto de Ação de Graças na Igreja Assembleia de Deus, na travessa Quinto Pereira, 220.

Na quarta-feira, dia 24, acontecerá o Projeto Cidade, às 14h, na Vila Emílio Izabel, e na quinta-feira, 25, o Projeto Cidade Feliz acontecerá às 9h no distrito da Salomeia e às 14h no distrito do Cajueiro Novo.

 

UBAITABA: FESTIVAL DE MÚSICA NA ESCOLA REVELA TALENTOS 

Festival de Música na Escola revela talentos em Ubaitaba - Foto Aleilton Oliveira (1)

        

O estudante Eliomar dos Santos Nascimento, do Centro Educacional Ubaitabense (CEU), foi o grande vencedor da primeira edição 1º Festival Anual de Música na Escola promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Ubaitaba. Ele somou um total de 140 pontos na votação geral.

Na segunda colocação ficou a dupla Sirleide e Emilly Santos Nascimento, da Escola Municipal de Faisqueira (109) e, em terceiro, Vitória Kettlyn dos Santos, da Escola Municipal Osvaldo Cruz (108).  Um total de 32 alunos do Fundamental II (6º ao 9º ano) se apresentou aos jurados e ao público que lotou, na tarde de sábado, a quadra poliesportiva do Centro Educacional Ubaitabense (CEU).

A secretária de Educação, Roberta Carneiro, disse que o Festival Anual de Música na Escola foi a realização de um sonho. “Entendo que a educação e a cultura são irmãs, caminham juntas na formação dos cidadãos. Então, essa escola viva, dinâmica e onde se trabalha todo tipo de habilidades que um ser humano pode ter é prova de que todo esforço para a realização do Festival valeu a pena”, afirmou.

Já o coordenador do evento, o músico e compositor Ailton Menezes (MC Pierre), disse que a primeira edição superou expectativa. Ele lembrou que houve uma semana de ensaios e preparação dos participantes e o resultado não poderia ter sido melhor tanto pela dedicação dos estudantes como pela resposta do público.

“Não foi apenas incentivo à arte. Mas, um momento em que aqueles adolescentes lidaram com expectativas, alegrias, frustrações e as demais sensações de aprendizagem para a vida. Além de enfrentarem uma plateia, o que não é fácil…”, concluiu MC Pierre.

 

IBICARAÍ: FABIANE LYRA TENTA COMPOSIÇÃO COM MONALIZA

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A ex-prefeita de Ibicaraí, Monaliza Tavares (MDB), foi procurada por pessoas ligadas a ex-secretária de educação, Fabiane Lyra. A pauta da reunião foi uma possível composição visando a eleição de 2020.

O blog apurou que durante a conversa foi cogitado a possibilidade de Monaliza ser candidata a vice, na chapa encabeçada por Fabiane Lyra.

Monaliza vem de três derrotas seguidas e está tentando fazer uma reformulação no seu grupo político. Já Fabiane Lyra conseguiu mostrar força na eleição de deputado. Mas quem conhece Monalisa, não acredita que realmente ela pensa em ser vice.

COARACI: GRUPO DE OPOSIÇÃO DEVERÁ ELEGER PRESIDENTE DA CÂMARA

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O prefeito de Coaraci, Jadson Albano (DEM) poderá sofrer uma grande derrota na próxima terça-feira. Será realizada a eleição para a mesa diretora da câmara, e a oposição está articulando vencer o prefeito.

A oposição pretende lançar como candidato a presidente o vereador Edson Galo (PV), e a meta a partir de 2019, é fazer um “raio x” no governo do prefeito de Jadson Albano.

Segundo informações, a oposição tem 7 votos, contra 4 do governo, já a presidente Rubia (DEM) está muito insatisfeita com o prefeito.

BAHIA: WALTER PINHEIRO COTADO PARA SER CONSELHEIRO DO TCE

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O senador licenciado e atual secretário de educação da Bahia, Walter Pinheiro, sem partido, está cotado para ser indicado para ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Em 2019 um conselheiro vai se aposentar, abrindo uma vaga, e Pinheiro poderá ser indicado pelo governador Rui costa.

Caso não seja contemplado, Pinheiro poderá se filiar ao PSD para ser candidato a prefeito de Salvador em 2020.

PORTO SEGURO: PREFEITURA “VETOU” FESTA PARA COMEMORAR REELEIÇÃO DE JÂNIO NATAL

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O deputado estadual reeleito Jânio Natal (Podemos) tinha programado uma festa com o cantor Edson Dantas, para comemorar a sua reeleição. A prefeitura tinha autorizado o evento durante a semana.

Mas na noite deste sábado uma equipe da prefeitura esteve no local e embargou o evento, causando grande insatisfação na população.

A assessoria do Deputado Jânio Natal emitiu uma nota confirmando a realização do evento e acusando a gestora de revanchismo.

“Nosso povo não pode ficar refém de políticos desse tipo, que não respeitam a vontade popular expressa nas urnas. Por isto, comunicamos a todos que a festa da vitória será realizada de qualquer maneira mesmo contra a vontade da Prefeita. Político que não se respeita, não merece respeito.” – Encerrou a nota.

Vale lembrar que Jânio Natal foi o candidato a deputado estadual mais votado da cidade, com mais de 10 mil votos. Tendo mais voto que Larissa Oliveira (PSD), filha da prefeita Cláudia. O nome de Jânio já começou ser citado como candidato a prefeito em 2020.

COLUNA “VENENO PÓS ELEIÇÃO”

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MANGABEIRA E GUINHO

O vereador de Itabuna, Guinho (PDT), obteve mais de 8 mil votos para deputado estadual na cidade. A expressiva votação deixou uma turma ligada ao médico Mangabeira chateada, pois acreditavam que Guinho não passaria de 4 mil votos.

GUINHO E JOSIAS

O jantar entre o deputado Josias Gomes e o edil Guinho causou insatisfação no PDT de Itabuna. O colunista Marco Wense, ficou fazendo “editorial” para criticar a postura do vereador.

MANGABEIRA ASSUME MANDATO DE DEPUTADO

O suplente de deputado federal, Mangabeira (PDT), não participou essa semana da reunião realizada pelo diretório estadual. Mas ele ficou sabendo pelo blog “Políticos do sul”, que Felix teria comentado que pedirá licença do mandato para Manga assumir por alguns meses. No outro dia Manga já estava em Salvador no escritório de Felix.

O FUTURO DE AUGUSTO CASTRO

O deputado estadual Augusto Castro foi o mais votado em Itabuna, com mais de 12 mil votos. Está refletindo sobre seu futuro político, já que mesmo com mais de 40 mil votos, não conseguiu ser reeleito. Augusto pode continuar na oposição e tentar uma composição com Mangabeira, visando 2020, ou conversar com o governador Rui Costa.

CLÁUDIO E GILNAY PASSARAM VEXAME ELEITORAL EM IBICUÍ

Os dois ex-prefeitos de Ibicuí, Cláudio Dourado e Gilnay Santana, saíram da eleição deste ano enfraquecidos. Os deputados do prefeito Marcos Galvão foram os mais votados da história da cidade, já os deputados federais dos dois ex-prefeitos não chegaram a mil votos.

OPOSIÇÃO BATENDO CABEÇA EM FLORESTA AZUL

Em Floresta Azul a oposição está batendo cabeça, continua rachada e não conseguiu 600 votos para seus candidatos. Já a prefeita Gicelia deu mais de 2 mil votos para seus deputados.

OPOSIÇÃO NANICA NA BAHIA

A oposição ao governador Rui Costa está menor que o tamanho do prefeito de Salvador, ACM Neto, que está sendo chamado de “medroso”.

VANE DE OLHO NO PT

O ex-prefeito de Itabuna, Vane do Renascer, está querendo retornar ao PT, mas tem receio de não ser bem recebido pelo dono do partido, o ex-prefeito Geraldo Simões.

FERNANDO GOMES BOLSONARO

O prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, decidiu apoiar Bolsonaro para presidente, tem confidenciado que foi seu colega na câmara, na década de 90. E que Haddad não tem chance: “ Meu compromisso foi com Rui, não foi com o PT”.

DAVIDSON É ELEITO DEPOIS DE 26 ANOS

O suplente de deputado federal, Davidson Magalhães (PC do B), conseguiu ser eleito depois de 26 anos, mesmo que indiretamente, foi eleito suplente de senador. A última vitória em foi na eleição de 1992.

TIAGO CORREIA TRISTE COM O SUL DA BAHIA

O vereador de Salvador, Tiago Correia, foi candidato a deputado estadual, mas focou na região sul da Bahia, entrou em várias cidades, e saiu decepcionado. O comentário é que o jovem politico investiu errado.

CLOVIS DA MANGABINHA APOIOU TRÊS DEPUTADOS ESTADUAIS

O suplente de vereador de Itabuna, Clovis da Mangabinha, foi considerado o político mais “manteiga” da cidade. Conseguiu apoiar ao mesmo tempo três deputados estaduais, mas não conseguiu entregar os votos prometidos.

BINHO E DAYANE PIMENTEL

O presidente do PSL de Itabuna, Binho Shalon, foi o primeiro da cidade a acreditar na candidatura de Bolsonaro e Dayane Pimentel. Depois do sucesso, várias pessoas estão se aproximando para tentar “puxar o tapete”.

PETISTAS COM ORGULHO DE FERNANDO GOMES

Nesta semana o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, conseguiu fazer uma coisa que era impossível até pouco tempo. Os petistas e comunistas da cidade aplaudiram muito o prefeito quando ele colocou no peito uma praguinha de Haddad do PT.

MARIA ALICE COM HADDAD, FILHO COM BOLSONARO

A secretária de governo de Itabuna e ex-presidente do DEM, Maria Alice, esteve de vestido vermelho no evento de Rui Costa, e ainda fez o “L”, de Lula. Mas o seu filho continua na campanha de Bolsonaro.

ZÉ RONALDO ESTARIA ARREPENDIDO

O comentário na oposição da Bahia é que Zé Ronaldo do Sertão, estaria evitando passar pela porta da prefeitura de Feira de Santana. Motivo, ele renunciou a prefeitura para ser candidato ao governo do estado. Trocou o certo pelo impossível.

RONALDÃO DE OLHO NA PRESIDÊNCIA

O vereador de Itabuna, Ronaldão (PMN), está de olho na presidência da câmara de vereadores. Ele vai se reunir com alguns vereadores para tratar sobre a viabilidade de ser candidato.

CHARLIANE DE OLHO NO COMANDO DO PTB

A vereadora de Itabuna, Charliane, viajou para capital para tentar assumir o comando do PTB na cidade. Ela saiu fortalecida na eleição, deu mais de 600 votos para seus candidatos, já Ruy Machado não chegou a 90 votos para Benito.

LÚCIO SERRA NA POLÍTICA

O agente da polícia civil, Lúcio Serra, está sendo cobiçado por vários partidos políticos para ser candidato em 2020. Ele tem se destacado por conta do seu trabalho e tem grande popularidade na cidade, poderia ser o “Bolsonaro” de Itabuna.

A VICE SEM VOTO EM IBICARAÍ

A vice-prefeita de Ibicaraí, Adriana Assis, passou vexame na eleição de deputados, seu federal não teve 300 votos na cidade. Mas pare criar um fato novo, nesta semana anunciou que estava rompendo com o prefeito Lula. Mas desde o início do ano que estavam rompidos.

PREFEITO DE ITAPETINGA FAZ OPOSIÇÃO, MAS QUER AJUDA DE RUI

O prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge, foi convidado em 2017 para aderir a base do governador Rui Costa. Ele declinou e optou ficar na oposição junto com Lúcio Vieira Lima.

AS URNAS SUMIRAM

Tem alguns ex-candidatos de Itabuna que estão até o momento procurando os votos prometidos. Tem ex-candidato que as urnas caíram no Rio Cachoeira e não foram contabilizados.

CHARLIANE FORA DA MESA?

A nova composição para a eleição da mesa diretora da câmara está deixando a vereadora Charliane chateada. Ela poderá deixar a primeira secretaria para pegar uma vice-presidência, poderá perder a caneta com tinta, isso tem causando tensão no grupo.

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO OFERTA CURSOS DE QUALIFICAÇÃO PARA MAIS DE 900 APENADOS EM TODA A BAHIA

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Cerca de 975 detentos de Salvador e de mais 17 cidades do interior do Estado estão fazendo cursos de qualificação profissional, por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec Prisional), que na Bahia é executado pelas Secretarias Estaduais da Educação e da Administração Penitenciária e Ressocialização. A iniciativa, que visa promover a reinserção na sociedade e oportunizar a capacitação para o mundo do trabalho, envolve 26 cursos distribuídos em 49 turmas, sendo que no sistema de regime fechado são 15 detentos por turmas e, no aberto, são 20 .alunos.

As aulas para o curso de padeiro também já começaram, no Conjunto Penal de Itabuna (357 km de Salvador), contemplando pessoas do sistema fechado. Em Vitória da Conquista, os cursos de estampador de tecidos e manicure e pedicure são voltados para pessoas que cumprem pena em regime fechado na Colônia Penal e no Presídio Newton Gonçalves. Para as pessoas que cumprem pena em regime aberto, também está sendo ofertado, em Vitória da Conquista, o curso auxiliar de saúde bucal, em umas das escolas da rede estadual, com a participação de mais 50 pessoas. Também já foi iniciado, em Juazeiro, o curso de marceneiro, em regime fechado, na penitenciária da cidade.

Com carga horária de 200 a 500 horas, cada, os cursos ofertados estão alinhados às demandas de mercado. Dentre eles, destacam-se: estampador de tecido, confecção de bolsas em couro em material sintético, agente de limpeza e conservação, montador e reparador de computadores, pedreiro, pizzaiolo, eletricista de rede de distribuição de energia elétrica, eletricista instalador predial de baixa tensão, maquiador, cabeleireiro, costureiro de máquinas overloque, marceneiros, manicure e pedicure, pedreiro de alvenaria, agricultor orgânico, auxiliar de saúde bucal, micro-empreendedor individual (MEI), artesão de cerâmica e avicultor.

Além de Vitória da Conquista e Itabuna, também serão contemplados com cursos do Pronatec Prisional os municípios de Feira de Santana, Brumado, Barreiras, Eunápolis, Ilhéus, Jequié, Juazeiro, Paulo Afonso e Teixeira de Freitas e outros. Em Salvador, foi realizada, no dia 5 de setembro, a aula inaugural do curso de avicultor, na Colônia Lafayete Coutinho, no bairro de Castelo Branco. Já em Lauro de Freitas, as aulas do curso de qualificação de padeiro, aconteceram no dia 4 de setembro, beneficiando os detentos da Colônia Penitenciária de Lauro de Freitas.

 

DEPUTADA ÂNGELA CONCEDE ENTREVISTA E AGRADECE VOTAÇÃO OBTIDA 

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Em entrevista concedida na manhã desta sexta-feira (19) à rádio Baiana, em Ilhéus, a deputada estadual Ângela Sousa (PSD) falou abertamente sobre o resultado do primeiro turno das eleições 2018.

Durante o programa A Hora da Verdade, comandado pelo radialista Luck Rei, a parlamentar comentou com tranquilidade o resultado do pleito eleitoral, e agradeceu os 38.855 votos obtidos nas urnas de toda a Bahia.

“Como tudo que cerca a minha vida e a minha trajetória, fiz minha campanha de maneira limpa, honesta e com muito trabalho, apresentando as minhas ideias e propostas para dar continuidade ao meu mandato na Assembleia Legislativa, que é de fé e serviço. Agradeço imensamente a todos que acreditaram e nos deram essa força, mas quero dizer que tudo na minha vida é permissão de Deus, e acredito que nesse momento Deus quis que eu parasse”, afirmou Ângela Sousa.

ÓRFÃ DE PAI E MÃE E DONA DO PRÓPRIO NARIZ

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Deserta de entretenimento e abundante na exibição de cenas com conteúdo de discórdia explícita, a casa da justiça não é um lugar convidativo para o público infanto juvenil. Menos interessante ainda é a vara do júri, onde o assunto inevitável é a morte matada ou impedida pela Divina Providência. Ali, entre réus atormentados, policiais atentos, testemunhas receosas e mães infalíveis, a presença de quem deveria estar na escola é sinal de envolvimento precoce em alguma desventura muito sem graça – para não dizer aquela palavra que não deve ser dita.

Quem vê, logo especula se é um órfão ao lado de uma viúva em busca de justiça. Ou, talvez, seja um filho de presidiário, aproveitando a chance de um abraço ligeiro, fora do dia de visitas ao calabouço. Quiçá o garoto tenha sido convocado para falar sobre um filme de terror, assistido em tempo real e com a mais alta definição possível. O certo é que não há hipótese animadora.

Naquela tarde chuvosa de inverno, que mais uma vez inundava a linda e maltratada Terra da Gabriela, dúvidas como essas aperrearam o juiz que chegava para a lida com os destroços da guerrilha urbana. No corredor de acesso à sala de audiências se aglomerava o público do dia, mais ou menos parecido com o de todos os dias; no ar a mesma mistura de tensão e melancolia já tantas vezes percebida. Mas, destoando do acabrunhamento geral, uma adolescente espevitada, vestida como se fosse dali direto para um baile funk, armava um salseiro dos bons: dedo em riste, voz estridente, posição de desafio, a garota esbravejava sabe-se lá contra quem, avançando até o limite que a prudência recomendava diante de um policial bem posicionado no caminho e visivelmente treinado para gerenciar faniquitos como aquele.

Tentando criar um fato novo que desmontasse aquele barraco, o magistrado irrompeu no recinto, apregoou uma cerimoniosa saudação geral e retardou o passo rumo ao gabinete. Enquanto durou a caminhada, a iniciativa surtiu o efeito calculado, mas logo a porta se fechou e a capitã de areia retomou a autoridade no trapiche repleto de desarmonia.

Já instalado à cabeceira da mesa de batalha e ainda ouvindo o barulho que vinha de fora, o juiz aproveitou o momento em que todos se posicionavam e esquadrinhou a denúncia do primeiro processo. Captou o conteúdo essencial da acusação e localizou no rol de testemunhas um nome feminino seguido do destaque em maiúsculas sublinhadas: menor de idade. Sim, era como testemunha mesmo que ela estava ali e só havia um jeito de saber o que a mocinha, que certamente já tinha enjoado da boneca, poderia esclarecer acerca de uma grave tentativa de homicídio ocorrida numa madrugada de seresta no morro.

– Por favor, chama a garota pra depor primeiro.

Pequena, musculosa e empertigada como uma atleta de ginástica olímpica, ela já chegou puxando a cadeira e entregando a carteira de identidade. Parecia treinada para combate.

– Boa tarde, seja bem vinda. Você foi indicada como testemunha e vai precisar responder umas perguntas sobre uma confusão que tá sendo investigada. Basta falar o que sabe, a conversa é tranquila, o lugar é de respeito; não tem motivo pra estresse, combinado?

– Era conveniente sossegar a guria para garantir a disciplina no serviço.

– De boa.

– Mas cadê sua mãe, não veio?

– Se depender de minha mãe vim pra audiência, vocês não vão me ouvir é nunca – A menina estava de boa, mas era briosa – Vim com meu marido, dotô. E sou dona do meu nariz. – A olhada na direção do réu, tão romântica quanto possível para as condições de tempo e lugar, não deixou mínima dúvida sobre quem era o digníssimo.

Catorze anos de idade, casada com presidiário, mãe ausente, pai pai ignorado: era situação de alerta máximo e a cautela recomendava a presença imediata de algum representante do Conselho Tutelar. O Estado não poderia ficar indiferente e talvez fosse a hora de acabar com aquele amor bandido e encaminhar a adolescente para alguma instituição oficial de acolhimento. A convocação foi discretamente enviada para a equipe de apoio, enquanto o papo embalava na audiência.

– Mas não é porque você está casada que deixou de ser filha. Uma audiência desta é coisa muito séria e sua mãe deveria estar sabendo. Ou melhor, ela deveria estar aqui.

– Não falo com minha mãe desde que me casei, dotô. Faz três anos.

– Então quer dizer que você está casada com esse rapaz desde 11 anos?  – Ao invés de “rapaz”, quase sai “pedófilo”.

 – Não, dotô. Ele é meu segundo marido. Tô com ele só faz um ano. Com o primeiro é que eu fiquei dois anos, mas não deu certo, um dia ele me bateu e eu larguei. O que mais poderia haver naquela minibiografia?

O que mais poderia haver naquela minibiografia?

 – Peraí, peraí, peraí, como assim? Sua mãe deixou você casar com 11 anos? Você apanhou, se separou, casou de novo e ela não está por perto?

 – Oxe! Ela achou foi bom que eu casei cedo. Só vivia dizendo que já tava na hora de eu ir embora do Espelho, que eu tava atrapalhando o serviço dela. Eu também não gostava de lá, tava doida pra sair dali, detestava aquele lugar. Ela não sai de lá e prá lá eu não volto. Dá pra entender?

– Mas como é que pode detestar a Praia do Espelho, menina, um paraíso daquele? Lá perto de Porto Seguro, né? Deve ser um privilégio morar ali. Lugar lindo, sossegado, bom pra viver em paz, em contato com a natureza. Vem do mundo todo pra conhecer…

O dileto leitor que conhece o litoral sul da Bahia bem pode compreender o espanto. Afinal, ali estão as exuberantes praias do sem fim e quem já bebeu água de côco e suco de cacau por aquelas bandas, sabe muito bem que de Cairu a Corumbau não há nada igual; que beleza é Barra Grande. Itacaré e Boipeba. Morro. Coroa Vermelha. A região onde os primeiros nativos Adão e Eva viveram até o encontro com uma insinuante surucucu pico de jaca…

Mas, definitivamente, aquele não era um dia de sol e um torpedo rabiscado pelo digitador acabou com a graça do passeio; “não é da praia que ela tá falando não, doutor. Espelho é o nome do maior brega daqui da cidade. Fica lá na zona norte.”

Silêncio no tribunal. Alguns olhares entrecruzados, um ou outro pigarro forçado e o ruído do velho refrigerador de ar, que seguia resfolegando e implorando por aposentadoria.

– Ôpa, acho que você falou de um lugar e eu pensei em outro – foi o que deu pra arranjar como desculpa oficial.

A garota pareceu se divertir diante de tamanho embaraço e com um sorriso conciliador absolveu o meritíssimo forasteiro, que aproveitou o momento para mudar o rumo da prosa e avançar na parte técnica da produção de prova.

“Briga generalizada de bar, iniciada por causa de um esbarrão na pista de dança e encerrada com uma facada certeira desferida pelo réu. Vítima neutralizada por um golpe nas costas logo depois de ter sacado o revólver. Se não fosse a bravura do rapaz, teria acontecido uma tragédia, muita gente teria morrido.” Um após outro, os depoentes repetiram a versão que louvava o heroísmo do denunciado. Uma das testemunhas mais faladeiras, diga-se de passagem, era uma ex-namorada dele e foi graças ao encontro de rivais lá fora que o clima havia esquentado antes da audiência. A vítima, por sua vez, nada esclareceu sobre episódio, admitindo meio constrangida que daquela noitada só se recordava do momento em que acordara no hospital.

Enquanto o promotor apresentava as alegações finais, reconhecendo como provada a legítima defesa de terceiros, quartos e quintos, o conselheiro tutelar chegou e passou reservadamente o relatório informal: a situação já era acompanhada pelo órgão; de fato, as privações eram de toda ordem e a avó foi a única base familiar valorizada como tal até se tornar moradora de rua, consumida pela dependência química. O tal do segundo casamento trouxe organização mínima para a vida da menina, que era bem tratada e recebia apoio moral e material da família do marido. Em outras palavras, parecia que o carrinho da montanha russa estava se aprumando e era melhor não meter a colher naquela vida conjugal, que ia muito bem e o Estado não tinha nada mais seguro para oferecer além do monitoramento à distância.

A Defesa se manifestou em poucas linhas e a sentença saiu na hora. Réu absolvido, prisão revogada, família reunida, caso encerrado. Para aquela gente calejada, era o alívio de um desfecho com danos reduzidos. Para a justiça criminal, um processo a menos na estante. Para a comunidade, um incômodo retrato da própria decadência.

Evitando participar da conversa de bastidores que sempre acontece no intervalo entre audiências, o juiz se retirou e foi arrumar o nó da gravata no lavabo. Agora o alto falante embutido na caixola já tocava Raul; era aquela que diz qualquer coisa sobre a comodidade do sujeito alegre e satisfeito que se olha no espelho – ah, o espeho -, acreditando que é um doutor, padre ou policial que contribui com sua parte para um tal de belo quadro social.

De volta para a sala, ele se ajeitou na poltrona, folheou o processo seguinte da pauta e seguiu com o expediente, torcendo muito para que aquele casal fosse feliz por longa vida

Por Gustavo Henrique de Almeida Lyra, Juiz da Vara do júri e de ações penais da Comarca de Ilhéus



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