BRUMADO: DERROTA DUPLA EXPÕE ENFRAQUECIMENTO POLÍTICO DE GUILHERME BONFIM

O ex-candidato a prefeito de Brumado, Guilherme Bonfim (PT), saiu fragilizado do Processo de Eleições Diretas (PED) do Partido dos Trabalhadores realizado neste domingo (6). Bonfim apostou em dois nomes — Tássio Brito para a presidência estadual e Jackson Leite para o comando municipal — e viu ambos serem derrotados de forma acachapante.
Na disputa estadual, Jonas Paulo — nome histórico do petismo baiano e ex-presidente do partido — obteve 217 votos no município, contra apenas 28 de Tássio Brito, candidato apoiado por Bonfim.
Mas foi na eleição municipal que a derrota teve um sabor ainda mais amargo. Aurelício Santana venceu com folga o candidato de Bonfim, Jackson Leite, por 214 votos contra 44. A diferença revela não apenas a preferência da militância por um novo rumo no PT local, como também isola Bonfim politicamente dentro da legenda.
Aurelício agora assume o desafio de reconstruir a unidade do partido em Brumado e preparar o terreno para as eleições de 2026, com o respaldo da maioria da base. Já Guilherme Bonfim, que em 2024 disputou a prefeitura e sonhava com novo protagonismo, vê seu capital político seriamente abalado.
A derrota dupla pode ser um divisor de águas para o futuro político de Bonfim dentro do PT. Como ensina a política, apoio se conquista com base, não apenas com discurso. E a base falou alto nas urnas do PED.
COARACI: EDUARDO BARRETO VENCE ELEIÇÃO DO PT EM COARACI E CONSOLIDA LIDERANÇA DO GRUPO DE MILTINHO DO AXÉ

Em mais um sinal de fortalecimento da base aliada do prefeito Miltinho do Axé, o atual diretor de transportes de Coaraci, Eduardo Barreto (Dudu), saiu vitorioso na disputa interna do Partido dos Trabalhadores (PT) no município. Dudu derrotou Thallys Ribeiro, filho da vereadora de oposição Naara Ribeiro, consolidando a hegemonia do grupo governista dentro da sigla.
A eleição do diretório local do PT mobilizou lideranças e militantes, e o resultado representa mais um revés para a oposição, especialmente para o grupo político ligado a Célio do Asfalto, ex-candidato a prefeito derrotado nas últimas eleições e principal articulador da candidatura de Thallys.
“Essa vitória é coletiva. É fruto do trabalho sério que temos feito em todas as áreas da gestão. Seguiremos unidos, com o PT fortalecido e alinhado ao projeto que está transformando Coaraci”, afirmou Dudu após o resultado.
Com o novo comando do PT sob a liderança de Dudu, a expectativa é de que o partido continue marchando em sintonia com a atual administração, contribuindo para os avanços sociais e políticos que têm marcado a gestão de Miltinho.
IBICARAÍ: DECISÃO DO STJ PODE LEVAR CASSAÇÃO DE PREFEITA, DEFESA ENTRA COM RECURSO

Por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a prefeita de Ibicaraí, Monalisa Tavares (UB), teve seus direitos políticos suspensos por cinco anos. Médica e no segundo mandato consecutivo à frente do Executivo municipal, Monalisa passa agora a enfrentar o risco iminente de perder o cargo. Caso a decisão se mantenha, quem deve assumir a Prefeitura é o vice-prefeito, Jônatas.
A condenação tem origem em uma ação de improbidade administrativa, e a decisão foi tomada por órgão colegiado da Corte Superior. Segundo fontes próximas ao caso, o entendimento dos ministros aponta para violação de princípios da administração pública.
A defesa da prefeita, no entanto, garante que já interpôs os recursos cabíveis e que confia na reversão da penalidade. “Seguimos firmes na convicção de que Monalisa Tavares continuará no cargo. A decisão será contestada por todos os meios legais”, informou a equipe jurídica da gestora, por meio de nota.
Nos bastidores, a movimentação política já começou. Aliados do governo tentam blindar a prefeita, enquanto opositores vislumbram a abertura de um novo ciclo em Ibicaraí. A crise chega em momento delicado, às vésperas do início da corrida eleitoral de 2026 — e pode redefinir o cenário político da cidade.
ITABUNA: PREFEITURA RECUPERA A PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA DE VIAS DO CENTRO
Na manhã desta segunda-feira, dia 7, a Prefeitura de Itabuna, através da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB), começou a recuperação da pavimentação asfáltica da Rua Antônio Muniz, no Bairro Pontalzinho.
Por ser a via de acesso para a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, ao Hospital Calixto Midlej Filho e ao Cemitério do Campo Santo, a Rua Antônio Muniz é uma das mais movimentadas no Pontalzinho.
De acordo com o Analista em Infraestrutura e Urbanismo da Prefeitura, William Nogueira de Jesus, a execução da recuperação da pavimentação tem um cronograma de estudo e execução para melhor atender as demandas da população.
Ele reforça ainda que os serviços de recuperação da pavimentação começaram em junho pela Avenida Amélia Amado, entorno da Praça Otávio Mangabeira, Rua Quintino Bocaiúva, no Centro, e Rua Jequitibá, no Jardim Vitória.
ILHÉUS: PTELEGE NOVA PRESIDENTA E COMEMORA AUMENTO EXPRESSIVO DE PARTICIPAÇÃO NO PED 2025

Camile Maltez assume presidência do partido após votação que mobilizou 483 filiados. Pela estadual, Jonas Paulo e Elen também saíram vencedores em Ilhéus
O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Ilhéus realizou neste domingo (6) o Processo de Eleições Diretas (PED 2025), que definiu os novos rumos do partido para os próximos anos. A jornalista e militante da cultura, Camile Maltez, foi eleita presidenta da sigla no município com 452 votos. A eleição contou com a participação de 483 filiados, representando um crescimento de 50% no número de votantes em relação ao último PED, realizado em 2019.
Além da presidência municipal, foram eleitas as chapas que comporão os diretórios local, estadual e nacional. Em Ilhéus, a chapa “Democracia e Unidade” (CNB) conquistou 394 votos e será a majoritária no próximo diretório. Já a chapa “Organizar o PT é Mudar Ilhéus”, formada por jovens, quilombolas e representantes LGBTQIA+, obteve 56 votos.
“Recebo esse resultado com muita gratidão e consciência da responsabilidade que essa missão representa. O PT de Ilhéus tem uma trajetória de lutas, conquistas e resistência. Nossa gestão será construída com diálogo, escuta ativa e participação da militância, fortalecendo cada vez mais nossas bases e a presença do partido na sociedade de Ilhéus e nos territórios”, celebra Camile Maltez, que assume a presidência pelos próximos quatro anos.
Força local – A votação em Ilhéus também refletiu a força das lideranças locais nas disputas estadual e nacional. Jonas Paulo e Elen Coutinho foram os mais votados para a presidência estadual do PT Bahia, vencendo Tássio Brito por 251 votos. Já para a presidência nacional do partido, Edinho Silva venceu Rui Falcão com 355 votos contra 97.
O atual presidente do PT Ilhéus, Ednei Mendonça, também comemorou o fortalecimento da militância local e o caráter democrático do processo. “A expressiva participação no PED 2025 mostra que a militância valoriza o que foi construído até aqui”, disse. “Ao mesmo tempo, reconheco na companheira Camile a força da renovação, a chegada de um novo fôlego e o investimento em um quadro político com sensibilidade, preparo e compromisso com a coletividade”, declarou.
A vereadora Enilda Mendonça, que apoiou Jonas Paulo, avaliou o resultado como um indicativo da sintonia da base com a condução política que vem sendo feita. “Saímos deste PED com uma militância ainda mais forte e afinada com os rumos que temos construído. A vitória de Jonas Paulo em Ilhéus reafirma o compromisso da base com uma direção partidária comprometida com o projeto popular e democrático que o PT representa”, afirmou a parlamentar.
Também foram eleitas as chapas para as esferas estadual e nacional. A chapa estadual “Partido Forte” venceu com 255 votos, seguida por “Muda Mais” (108 votos) e “Resistência e Democracia” (104 votos). No plano nacional, a chapa “Derrotar a extrema direita e avançar na constituição de um novo Brasil” (CNB) foi a mais votada, com 339 votos. As chapas “Campo Popular” e “Lula, PT e Resistência Socialista” obtiveram, respectivamente, 96 e 20 votos.
O PED 2025 reafirma o compromisso do PT com a democracia participativa e fortalece a atuação do partido no município, com base no diálogo, na escuta e na construção coletiva de um projeto político popular.
ITACARÉ: NEGO DE SARONGA SE CONSOLIDA COM A VITÓRIA DE DIEGO DE BIDAL PARA PRESIDÊNCIA DO PT, ELEITO COM 97,5% DOS VOTOS

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Itacaré realizou neste domingo, 06 de julho, o Processo de Eleições Diretas (PED), reforçando o compromisso com a democracia interna e a construção coletiva. Ao final da votação, que também definiu os diretórios estadual e nacional, o nome de Diego de Bidal foi sacramentado como novo presidente municipal da legenda com expressivos 97,5% dos votos válidos.
A eleição de Diego simboliza a continuidade e o fortalecimento do grupo político que governa Itacaré, liderado pelo prefeito Nego de Saronga. A unidade foi reforçada com o apoio de nomes expressivos como o ex-prefeito Antônio de Anízio, o atual presidente do PT municipal Genilson Souza, do presidente da Câmara Renilson Correria (PSD) e o vice-prefeito José Washington (presidente do PSD em Itacaré), todos alinhados em torno de um projeto político que tem transformado a cidade.
Diego de Bidal, que foi vereador na última legislatura, ja esteve secretário municipal de esporte e atualmente ocupa o cargo de secretário adjunto de Cultura, assumirá o comando do PT de Itacaré com o desafio de manter o diálogo permanente com a base e ampliar o protagonismo do partido nas próximas disputas eleitorais, que trabalhará para reeleger o governador Jerônimo Rodrigues, o presidente Lula e o time de deputados estaduais, federais e senadores.
O prefeito Nego de Saronga destacou a importância do PED como um instrumento democrático do partido e parabenizou Diego de Bidal pela eleição. “É mais uma demonstração de que estamos caminhando juntos, com respeito e com um objetivo maior: fazer Itacaré seguir avançando”, pontuou o gestor.
ITABUNA: NINA ROSA VENCE ELEIÇÃO PARA PRESIDÊNCIA DO PT COM VOTAÇÃO HISTÓRICA

O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) em Itabuna tem nova liderança. Neste domingo (6), a militante Nina Rosa foi eleita presidente da legenda, conquistando 1.589 votos e derrotando o atual presidente Jackson Moreira no Processo de Eleições Diretas (PED) da sigla.
A votação aconteceu ao longo do dia e foi encerrada com apuração no plenário Raimundo Lima, na Câmara de Vereadores. O ambiente foi de intensa participação, com forte presença de filiados, apoiadores e lideranças das duas chapas que disputaram o comando da legenda na cidade.
A vitória de Nina Rosa representa uma mudança significativa na correlação de forças dentro do PT local. Aliada ao grupo do presidente da Câmara, Manoel Porfírio, ela superou o candidato apoiado por Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna e figura histórica do petismo baiano.
Com o resultado, Nina assume a missão de reorganizar a militância, fortalecer a base do partido e conduzir as articulações locais com foco nas eleições de 2026. O desafio agora é unir as alas internas do PT e ampliar a influência da legenda nos debates que definirão o futuro político da cidade.
DEMOCRACIA, REDES SOCIAIS E DESINFORMAÇÃO: O DESAFIO REGULATÓRIO DO BRASIL ÀS VÉSPERAS DE 2026

A proximidade das eleições de 2026 reacende no Brasil um debate de grande relevância democrática: qual o papel das redes sociais no processo eleitoral e até que ponto o Estado pode — ou deve — intervir na moderação de conteúdos digitais?
A questão, longe de ser meramente técnica, envolve escolhas institucionais fundamentais sobre os limites da liberdade de expressão, a integridade do processo eleitoral e o papel das plataformas digitais como agentes privados com poder normativo sobre o espaço público contemporâneo.
Entre a proteção da democracia e os riscos da omissão regulatória, hoje temos três frentes que compõem o eixo do debate regulatório brasileiro:
1. Supremo Tribunal Federal (STF): no julgamento do Recurso Extraordinário 1.037.396/SP (Tema 987 da Repercussão Geral), a Corte declarou a inconstitucionalidade parcial e progressiva do art. 19 do Marco Civil da Internet. Entendeu-se que a regra geral — que condicionava a responsabilização civil das plataformas à existência de ordem judicial — se revelou insuficiente para proteger bens jurídicos de alta relevância, como os direitos fundamentais e a integridade do regime democrático. O STF estabeleceu, assim, um novo paradigma jurídico: as plataformas podem ser responsabilizadas quando não adotarem medidas diligentes em casos de conteúdos manifestamente ilícitos, sobretudo quando relacionados a discursos de ódio, desinformação eleitoral, impulsionamentos pagos irregulares ou redes artificiais de distribuição.
2. Congresso Nacional: tramita o Projeto de Lei n. 2.630/2020 — o chamado “PL das Fake News” — que propõe um marco normativo voltado à transparência algorítmica, moderação de conteúdo e responsabilização das plataformas por falhas sistêmicas. O texto atual incorpora parte dos critérios definidos pelo STF, como a presunção de responsabilidade em casos de impulsionamento e a obrigação de disponibilizar canais públicos de denúncia.
3. Tribunal Superior Eleitoral (TSE): a Justiça Eleitoral consolidou, nas eleições de 2022, um papel proativo na regulação das redes sociais, estabelecendo deveres de cooperação com as plataformas, obrigações de remoção célere de desinformação verificada e limites à disseminação automatizada de conteúdo político durante o pleito.
Este arranjo regulatório em construção articula elementos de direito constitucional, direito digital e proteção democrática em uma disposição normativa inédita no cenário nacional.
Se nos debruçarmos sobre os modelos internacionais dos EUA vs. União Europeia, nos depararíamos com uma análise comparada que é essencial para compreender os rumos da regulação digital.
Nos Estados Unidos, vigora a lógica da Seção 230 do Communications Decency Act, que praticamente imuniza as plataformas de responsabilidade por conteúdos gerados por terceiros, mesmo diante de falhas evidentes. A jurisprudência americana limita significativamente qualquer tentativa estatal de responsabilização. O caso Gonzalez v. Google LLC (2023) revelou as tensões desse modelo ao discutir a responsabilidade da plataforma por impulsionar, via algoritmo, conteúdo associado ao extremismo.
Em contraste, a União Europeia, e particularmente Portugal, adotam um regime de corresponsabilidade regulada. A Carta dos Direitos Humanos na Era Digital (Lei 27/2021) portuguesa afirma o direito à proteção contra desinformação; assim, as plataformas são avaliadas não só por sua resposta a conteúdos ilícitos, mas também pela arquitetura informacional que promovem.
O Brasil caminha para consolidar um modelo híbrido e constitucionalmente orientado, que equilibra liberdade de expressão com deveres de cuidado informacional. A decisão do STF representa um divisor de águas, ao substituir o modelo de “neutralidade tecnológica” por uma responsabilidade qualificada.
Essa virada foi fortemente influenciada pela doutrina de Laura Schertel Mendes, que há anos critica o “modelo de cegueira deliberada” das plataformas e defende a aplicação de padrões de dever de cuidado digital. Segundo Mendes, não basta agir após uma ordem judicial: é preciso que os intermediários digitais adotem práticas preventivas e transparentes, com base na gravidade do conteúdo, nos riscos estruturais e na tecnologia disponível.
A ideia de “falha sistêmica” passa a ser central: plataformas que deixam de adotar mecanismos eficazes para coibir a circulação massiva de conteúdos ilícitos graves — como discursos de ódio, incitação à violência ou desinformação eleitoral deliberada — passam a responder civilmente. Já o conteúdo isolado ou “atomizado” segue o regime tradicional de notificação.
O constitucionalista Cass Sunstein reforça esse entendimento ao demonstrar que a liberdade de expressão nas redes, quando desregulada, pode paradoxalmente fragilizar a própria democracia. Conceitos como “câmara de eco” e “polarização grupal” explicam como o design algorítmico das plataformas reforça crenças preexistentes, isola comunidades e gera radicalização, dificultando o diálogo público informado.
Diante disso, podemos dizer que o Estado tem possibilidade, bem como o dever, de intervir na arquitetura da escolha informacional, promovendo ambientes mais pluralistas, confiáveis e abertos ao contraditório. Não se trata de censura, mas de garantir condições mínimas de deliberação democrática, em especial durante eleições.
Num futuro bem próximo, as eleições de 2026 devem acirrar os desafios. A manipulação por inteligência artificial, a proliferação de deepfakes eleitorais — vídeos ou imagens criadas por IA — e o uso de bots para inflar artificialmente narrativas políticas já são uma realidade.
Nesse contexto, a regulação eficaz das redes sociais não é apenas uma questão jurídica: é uma necessidade democrática. A proteção da liberdade de expressão deve caminhar ao lado do combate à desinformação, da transparência algorítmica e da responsabilização proporcional das plataformas.
A democracia não sobrevive apenas da liberdade de falar — mas também da capacidade coletiva de escutar, compreender e deliberar num ambiente informacional minimamente confiável.
Dra. Janaína Araújo
Advogada de Família e Eleitoral no escritório Lima e Araújo Advogados. Mestra em Direito; Pedagoga; Grafóloga; Membra do Tribunal de Ética e Disciplina OAB/BA; Membra do Instituto Brasileiro de Direito de Família; Membra do Instituto de Práticas Colaborativas; Coach Integral Sistêmica e Business; Analista de Perfil Comportamental para Empresas; Especialista em Direito de Família e Sucessões e em Direito Eleitoral; Práticas Jurídicas Cível, Trabalhista e Previdenciária; Formação em Justiça Restaurativa; Líder do Grupo Mulheres do Brasil Núcleo Itabuna.
BUERAREMA: VINÍCIUS IBRANN ROMPE COM GEL DA FARMÁCIA E FALA EM “INGRATIDÃO” E “TRAIÇÃO”

O clima político esquentou em Buerarema. Durante entrevista ao programa Frequência Política, na Rádio Interativa, neste sábado (5), o ex-prefeito Vinícius Ibrann (União Brasil) anunciou publicamente o rompimento com o atual gestor municipal, Gel da Farmácia — também filiado, ao menos por ora, ao mesmo partido.
Segundo Ibrann, Gel foi eleito graças ao apoio direto de seu grupo político, mas sequer teve a deferência de convidá-lo para a cerimônia de posse, realizada em janeiro. “Depois da eleição, ele preferiu sumir”, disparou. “O prefeito Gel da Farmácia, com as atitudes que teve após as eleições e no início do mandato, rompeu com o nosso grupo. A partir do momento em que ele cria uma nova história aliado ao PT.”
O ex-prefeito foi além. Denunciou que Gel não fez nenhum contato institucional desde a vitória nas urnas, ignorou a vice-prefeita Thaiane Pereira — também do União Brasil — e tem governado de forma isolada, sem diálogo com aliados históricos. “Gel não agiu conforme o pensamento do nosso grupo”, disse, resumindo o sentimento com uma palavra: “ingratidão”.
Ibrann ironizou o reposicionamento político de Gel, que teria trocado silenciosamente de padrinhos: “Antes era Elmar Nascimento. Agora, sem dar satisfação, é Paula Magalhães”, alfinetou, referindo-se aos deputados federal e estadual do União Brasil e PSD, respectivamente.
Apesar da crítica dura, Vinícius destacou que não é contra obras ou investimentos para a cidade. “O governo do Estado ainda precisa fazer muito por Buerarema. Foram anos de abandono do PT aqui.”
Em tom de despedida e reposicionamento, Ibrann revelou um novo plano político: será pré-candidato a deputado estadual em 2026. A entrevista marcou o fim de uma aliança e o início de um novo capítulo para a oposição em Buerarema.
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