ITABUNA: PREFEITURA INICIA A 2ª ETAPA DE CONSTRUÇÃO DO COMPLEXO VIÁRIO DA AVENIDA PRINCESA ISABEL
A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB), deu início nesta segunda-feira, dia 4, à 2ª etapa das obras e serviços de construção do complexo viário da Avenida Princesa Isabel, o que inclui a construção de um viaduto sobre a atual rotatória. Por isso, árvores exóticas e poucas espécies da Mata Atlântica foram removidas.
A secretária Sônia Fontes, acompanhada pelo secretário de Agricultura e Meio Ambiente, João Carlos Oliveira da Silva, visitou o canteiro e disse que “agora vamos sentir a complexidade da obra que vai resolver os problemas de um grande gargalo de mobilidade urbana”.
“Os grandes vetores de crescimento da cidade estão na região do São Caetano, onde novas avenidas serão abertas e a integração urbana passa pelas radiais, como Princesa Isabel e Manoel Chaves, coletoras de tráfego. O projeto em si teve início pelo lado esquerdo da avenida, com a recuperação da rede de drenagem. Agora, estamos no lado oposto com a etapa dois, com a construção de nova via. No futuro teremos quatro novas pistas para ordenar o tráfego que vem do viaduto e de parte da rotatória, com nova ciclovia”, explicou.
“Por isso, temos que ocupar essa área verde em que vamos relocar a linha de postes com a Neoenergia Coelba para surgir a grande avenida que complementa o sistema viário. A ideia é dividir o tráfego de veículos, pondo fim às retenções e engarrafamentos e transtornos. Fizemos o planejamento com a empresa Coesa em conjunto com os técnicos da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo”, disse.
Com relação à supressão da vegetação, a secretária Sônia Fontes informou que finalmente foram liberadas as licenças ambientais que permitiram o início desta etapa. “Vamos remover as árvores fazendo a compensação de cinco mudas para cada árvore exótica e 10 unidades quando forem espécies nativas de acordo com a determinação do Instituto do Meio Ambiente (INEMA) e da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente para a compensação”, acrescentou.
Mais adiante, a secretária revelou que foram muitos os diálogos com a comunidade do Banco Raso. “Com relação a isso, uma das compensações será a construção de uma praça, com parque infantil, praça de alimentação e academia, junto com a associação e instituições ligadas ao candomblé vamos fazer uma homenagem ao Zumbi dos Palmares. Por isso, estamos remanejando para lá o monumento em homenagem aos 300 anos”, afirmou.
A titular da SIURB revelou também que nesta quarta-feira, dia 6, às 17 horas, acontecerá uma audiência pública no Plenário da Câmara Municipal de Vereadores para mostrar para a comunidade todo o projeto do complexo viário e do viaduto, da nova ponte e das novas ligações da cidade com a BA-649 e BR-415, as recompensas ambientais destas obras e tudo sobre a mobilidade urbana do Programa Itabuna 2030.
ITAPÉ DÁ INÍCIO À COPA DO PESCADOR E REAFIRMA FORÇA DO ESPORTE NO MUNICÍPIO

Com total apoio da Prefeitura de Itapé, teve início mais uma grande ação esportiva no município: a Copa do Pescador
O campeonato reúne 16 equipes — sendo 8 times dos bairros de Itapé e 8 da categoria Sub-18 de cidades da região — com o objetivo de promover integração, inclusão social e oferecer lazer para toda a comunidade.
A abertura oficial foi realizada nesse domingo, 3 de agosto, no Estádio Municipal, e contou com a presença do prefeito Reinaldo das Batatas, da primeira-dama e presidente da Câmara, Ive de Reinaldo, além dos organizadores Eduardo de Badalo e equipe, José Roberto e Calango da Ótica, responsáveis pela coordenação da competição.
Com a final da Copa prevista para o dia 5 de outubro, a rodada de estreia teve três jogos:
•Jogo 1: Estiva 1 x 0 Associação
•Jogo 2 (Sub-18): Epitácio Martins (Entroncamento) 4 x 1 Colônia
•Jogo 3: Entroncamento 4 x 0 Cascalheira
O Transporte gratuito para atletas e moradores, bem como entrega do Troféu Craque do Jogo – que premia o melhor jogador de cada partida – são outras importantes iniciativas em apoio ao evento.
A Copa dos Pescador reforça ainda o papel da Prefeitura de Itapé no apoio a iniciativas que promovem cidadania, saúde, integração comunitária e valorização do esporte como política pública.
“Nosso compromisso é seguir apoiando o esporte como ferramenta de inclusão e desenvolvimento social. Ver todos aqui reunidos em um campeonato como esse mostra que estamos no caminho certo.”, declarou o prefeito Reinaldo das Batatas.
ITAPETINGA: PREFEITURA APOIA SEGUNDA EDIÇÃO DA FLITA E FOMENTA CULTURA, ARTE E LITERATURA

A segunda edição da sua Feira Literária já começou. Entre os dias 30 de julho e 02 de agosto, na Praça Dairy Valley, os amantes da cultura terão mais uma oportunidade de reunirem-se e celebrarem a importância dos livros, da arte e da literatura.
Feira de artesanato, oficinas, rodas de conversas, lançamentos de livros, apresentações musicais, de danças e artísticas, contações de histórias e apresentações de circo compõe uma grade de atividades variadas. “Queremos proporcionar um ambiente literário, cultural e de vivências formativas que muitas pessoas ainda não tiveram acesso. A feira literária se torna um ambiente propício para a promoção do hábito de leitura, incentivando o acesso a diferentes gêneros e estilos, além de criar um diálogo enriquecedor entre escritores e seu público”, explicou Sibelle Nery, organizadora da Flita.
De acordo com o prefeito, Eduardo Hagge, “ao destacar a riqueza cultural e a expressão artística por meio da leitura, as feiras literárias desempenham um papel crucial na construção de uma sociedade mais educada e crítica. E foi justamente por reconhecer a importância do evento, que a prefeitura de Itapetinga não mediu esforços para oferecer uma estrutura que acolhesse toda a programação e oferecesse conforto aos nossos visitantes”, disse Eduardo ao desejar sucesso à feira.
CARAVELAS: PREFEITO ADAUTO ESTARIA AVALIANDO ROMPER COM GRUPO DE JERÔNIMO

O clima azedou de vez entre o prefeito de Caravelas, Dr. Adauto, e o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo fontes ouvidas pela coluna, o chefe do Executivo municipal está muito próximo de romper politicamente com o governador, após meses de descaso, silêncio e falta de retorno do Governo do Estado.
A situação já ultrapassou os bastidores. Projetos paralisados, demandas ignoradas e nenhum sinal de investimento estadual no município acenderam o alerta no gabinete de Dr. Adauto, que, sem apoio institucional, se vê forçado a buscar novos caminhos políticos para garantir recursos e manter a cidade funcionando.
A tensão se agravou após os embates com o ex-prefeito Silvio Ramalho, que deixou a prefeitura sob duras críticas. Dr. Adauto afirma ter herdado uma cidade à beira do colapso: salários atrasados, frota sucateada, farmácia sem remédio e mais de R$ 10 milhões em dívidas. Silvio, por sua vez, rebateu com vídeos e extratos, alegando que deixou as contas equilibradas.
Mas enquanto o duelo entre ex e atual prefeito segue quente, o que realmente preocupa é o abandono do Governo do Estado. A prefeitura suspendeu o envio de novos projetos ao Estado, e a sensação nos bastidores é de que Caravelas virou paisagem no retrovisor do governo petista.
O Extremo Sul da Bahia segue como uma das regiões mais promissoras do estado — com força no turismo, na pesca, na agricultura — mas sem articulação política à altura. E Caravelas, agora, caminha para se tornar símbolo do esgotamento dessa relação entre prefeituras e um governo estadual que, nos bastidores, parece tratar aliados como descartáveis.
Com a aproximação das eleições, Dr. Adauto deve mesmo romper com Jerônimo, e já há conversas em curso com grupos que garantam o que a cidade precisa: respeito, parceria e recursos.
Como dizem por lá: Caravelas cansou de esperar. E quem tem voto, não aceita só promessa.
POTIRAGUÁ: PROJETO “FAZENDO UMA CRIANÇA FELIZ” REALIZA AÇÃO NO DISTRITO

Neste sábado (02), o projeto Fazendo uma Criança Feliz realizou mais uma ação solidária, desta vez no distrito de Itaimbé, onde foram entregues bolsas personalizadas e bolas para as crianças da comunidade. A iniciativa contou com o apoio da escolinha de futebol local, coordenada pelo professor Antônio.
Idealizado por Jorge Coelho, o projeto já atua há vários anos promovendo ações simples, mas de grande impacto, voltadas à valorização da infância. Além de atender comunidades do município, a iniciativa também alcança cidades vizinhas, como Buerarema.
Com foco em gerar momentos de alegria, incentivo ao esporte e fortalecimento dos laços comunitários, o projeto reafirma seu compromisso com a construção de um ambiente mais acolhedor para as novas gerações.
A entrega em Itaimbé se soma a outras já realizadas pelo projeto, que segue presente onde há necessidade, promovendo solidariedade e esperança.
O “Fazendo uma Criança Feliz” é uma ação social que merece reconhecimento e apoio, por sua contribuição direta na vida de tantas crianças.
ITAJU DO COLÔNIA: PREFEITURA INVESTE NA RECUPERAÇÃO DAS ESTRADAS VICINAIS

A Prefeitura de Itaju do Colônia iniciou um amplo trabalho de recuperação das estradas vicinais do município. A ação faz parte de um projeto elaborado pelo prefeito Elder Fontes, que designou o vice-prefeito Juscelino Pires para coordenar de perto a execução dos serviços, com apoio direto da Secretaria Municipal de Infraestrutura, liderada pelo secretário Lú Pinto.
As obras já estão em andamento em diversas localidades da zona rural e têm recebido elogios dos moradores pela qualidade e agilidade dos serviços. A recuperação das estradas é fundamental para melhorar a mobilidade das famílias que vivem no campo, além de facilitar o escoamento da produção agrícola e pecuária de Itaju do Colônia e de toda a região.
O prefeito Elder Fontes reforçou o compromisso com a população rural e destacou que a iniciativa atende a uma demanda antiga das comunidades:
“Estamos cumprindo mais um dos compromissos assumidos em campanha com os moradores da zona rural. Investir na melhoria das estradas é valorizar o trabalhador do campo e fortalecer a economia local”, afirmou o prefeito.
A gestão municipal segue empenhada em garantir mais infraestrutura, acessibilidade e desenvolvimento para todas as regiões de Itaju do Colônia.
IBIRAPITANGA: PREFEITO DIZ QUE GESTÃO É INSPIRADA EM LÉO DE NECO E DECLARA: “SERÁ UM GRANDE DEPUTADO DA BAHIA!”

As comemorações pelos 64 anos de emancipação política de Ibirapitanga foram marcadas por momentos de festa, entrega de obras e presença de grandes lideranças políticas da região. Entre os convidados especiais, esteve o ex-prefeito de Gandu, Léo de Neco, recepcionado com entusiasmo pelo atual gestor de Ibirapitanga, Jé, e lideranças como Anderson (Neguinho da Patrol) e Aroldo.
Durante sua fala, o prefeito Jé fez questão de agradecer a presença de Léo e reconheceu publicamente a inspiração que sua gestão representa para Ibirapitanga.
“Muito feliz no dia de hoje em receber o ex-prefeito de Gandu, o homem que nos deu a bula, como a gente faz uma gestão bacana. A gente está aqui seguindo os ensinamentos dele”, destacou Jé, em tom emocionado e de gratidão.
A declaração reforça a influência positiva do trabalho de Léo de Neco, reconhecido por sua gestão inovadora, eficiente e voltada para o cuidado com as pessoas. Segundo o prefeito Jé, a experiência de Léo se tornou um modelo a ser seguido por quem deseja governar com seriedade e compromisso com a população.
Em resposta, Léo agradeceu o convite e parabenizou Ibirapitanga pelo momento especial:
“Já vi aqui grandes entregas, como essa regulação que vai cuidar das pessoas, e anúncios importantes que vão impulsionar o desenvolvimento do município. Conte comigo, com meu empenho e minha luta para contribuir com sua gestão e com a qualidade de vida do povo de Ibirapitanga.”
O evento simbolizou não apenas uma celebração histórica para o município, mas também a união de forças políticas comprometidas com o progresso regional. A presença de Léo de Neco nas festividades fortalece sua caminhada como pré-candidato a deputado estadual e reafirma seu compromisso com o fortalecimento da região.
SANÇÃO E TARIFA: O CASTIGO SIMBÓLICO DO NORTE AO BRASIL QUE OUSA PENSAR COM A PRÓPRIA CABEÇA

Em um curto espaço de tempo, o Brasil foi surpreendido por dois atos de força do governo dos Estados Unidos, cada qual mais eloquente em sua mensagem simbólica do que em seus argumentos oficiais. Primeiro, as tarifas impostas por Donald Trump contra o aço e os produtos agrícolas brasileiros. Agora, a sanção ao Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base na chamada Lei Magnitsky Global, sob a justificativa de violações a direitos fundamentais.
Explico. Tarifas e sanções. Comércio e política. Soja e Constituição. Bem, em comum, esses episódios compartilham mais do que a assinatura norte-americana: ambos funcionam como gestos de disciplinamento simbólico contra um país que tem ousado afirmar sua autonomia econômica e institucional. Não se trata apenas de proteger mercados ou defender valores democráticos — trata-se de recolocar o Brasil no lugar que lhe é reservado pelo velho centro imperial: o da obediência.
O tarifaço de Trump, anunciado com alarde em 2019 e reincidido em medidas mais agressivas em 2025, foi vendido ao público americano como proteção à indústria nacional. Na prática, atingiu diretamente setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio e a siderurgia, em plena tentativa de reposicionamento global do país via BRICS, África e América do Sul.
Sob o olhar da teoria crítica latino-americana, não há como ignorar o eco da colonialidade nesse tipo de ação. O sociólogo peruano Aníbal Quijano nos alerta que “a colonialidade do poder não é um resíduo do passado colonial, mas uma estrutura central do presente capitalista globalizado” (QUIJANO, 2000, p. 342). Para Quijano, mesmo depois das independências formais, as relações de dominação entre centro e periferia continuam operando em múltiplos níveis — inclusive nas políticas comerciais travestidas de técnica econômica.
Quando os Estados Unidos impõem barreiras ao aço brasileiro, estão reafirmando a divisão global do trabalho. Ao Brasil cabe fornecer matéria-prima, não disputar mercado. Ao Sul cabe aceitar regras, não escrevê-las. Que foi a ousadia de um brasileiro.
Com a sanção imposta ao ministro Alexandre de Moraes em 2025, os EUA extrapolaram a esfera comercial e ingressaram em terreno institucional delicado: a política constitucional interna do Brasil.
A justificativa? Supostas violações à liberdade de expressão, com base em decisões judiciais contra desinformação, discursos de ódio e ataques ao sistema eleitoral. Mas o contexto é outro: trata-se de um magistrado que liderou a contenção de uma tentativa de ruptura institucional em 2023, sendo reconhecido por setores amplos da sociedade brasileira — e também criticado, como é da natureza de seu cargo.
O que a sanção busca, no entanto, não é o debate jurídico — é o desgaste simbólico. É a tentativa de isolar, intimidar e estigmatizar um ator institucional que rompeu com os padrões de deferência ao modelo liberal norte-americano.
O sociólogo francês Pierre Bourdieu explicou com precisão como funciona esse tipo de dominação sutil: “A violência simbólica é aquela que se exerce com a cumplicidade daqueles que a sofrem, na medida em que suas categorias de percepção foram moldadas pelas estruturas da dominação” (BOURDIEU, 1998, p. 7).
Em outras palavras, não se trata de um míssil, mas de uma etiqueta. A sanção é um rótulo com poder de constranger não só o indivíduo, mas a legitimidade das instituições do país em que ele atua.
O argumento central da Lei Magnitsky é a punição internacional contra violadores de direitos humanos e corruptos. À primeira vista, parece uma iniciativa nobre. Mas sua aplicação seletiva e assimétrica revela outra face: a de um instrumento de poder geopolítico que atua sob o verniz do universalismo moral.
O filósofo e cientista político Pierre Rosanvallon, ao analisar as novas formas de legitimidade nas democracias contemporâneas, adverte que imparcialidade, reflexividade e proximidade passaram a compor a gramática democrática moderna. Porém, isso exige cuidado: “O novo regime democrático não substitui a representação, mas a relativiza ao diversificar as formas de legitimidade” (ROSANVALLON, 2008, p. 19).
Quando essa diversidade vira pretexto para intervenção seletiva em países do Sul — especialmente aqueles que afirmam sua soberania constitucional — a imparcialidade se torna ingerência. A imparcialidade não pode ter nacionalidade, nem a democracia pode ser exportada sob ameaça.
O que incomoda, no fundo, é o reposicionamento do Brasil no sistema internacional. A rearticulação dos BRICS, os investimentos estratégicos na África, a política externa menos subordinada, a regulação das plataformas digitais, a proteção ativa da democracia contra ataques autoritários — tudo isso representa um modelo que desestabiliza o centro hegemônico.
Punir o Brasil, portanto, é mais do que retaliação ou sanção — é uma pedagogia da obediência. É uma forma de dizer que quem se desvia será disciplinado — no mercado, na imprensa e nos fóruns internacionais.
Mas como ensinou Quijano, o enfrentamento da colonialidade não se faz apenas com tratados, mas com consciência crítica: “Descolonizar o poder é também descolonizar o saber e o ser” (QUIJANO, 2000, p. 348).
O Brasil não é colônia.
Nem da soja. Nem da toga.
Dra. Janaína Araújo
Advogada de Família e Eleitoral no escritório Lima e Araújo Advogados; Mestra em Direito; Pedagoga; Grafóloga; Servidora Pública de carreira;
Membra do Tribunal de Ética e Disciplina OAB/BA; Membra do Instituto Brasileiro de Direito de Família;
Membra do Instituto de Práticas Colaborativas; Coach Integral Sistêmica e Business;
Analista de Perfil Comportamental para Empresas; Especialista em Direito de Família e Sucessões e Direito Eleitoral;
Práticas Jurídicas Cível, Trabalhista e Previdenciária; Formação em Justiça Restaurativa;
Líder do Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Itabuna.
EXTREMO SUL: FORÇA ECONÔMICA, AUSÊNCIA DE LIDERANÇA POLÍTICA

A política do Extremo Sul da Bahia segue enfrentando um vazio de liderança estadual. Enquanto o articulador Adolpho Loyola observa à distância e tenta pautar ações do governador Jerônimo Rodrigues na região, os prefeitos, sem articulação ou unidade estratégica, continuam batendo cabeça.
Em Caravelas, o cenário é de indefinição e rejeição. O ex-prefeito Silvio Ramalho, que por motivos pessoais não apoiou seu ex-vice, Dr. Adauto, afirmou em entrevista ao jornalista Lucas Bocão que poderá ser candidato a deputado estadual ou federal — tudo dependerá da sinalização do governador. Apesar de ter deixado o mandato com mais de 70% de aprovação, Silvio não conseguiu consolidar sua sucessão.
Em Alcobaça, o reeleito Zico de Baiato, alvo de críticas e com baixa aceitação popular, venceu pela força da estrutura e da articulação financeira. Já em Prado, Gilvan Produções, abastecido por emendas, foi reeleito e ainda desfruta de capital político, sustentado por carisma e conexões.
Em Itamaraju, a gestão eficiente — mas fria e pouco humanizada — do ex-prefeito Marcelo Angênica permitiu a eleição do empresário Jorge Almeida, num processo marcado por erros estratégicos do governo estadual, que apostou em um nome frágil e desacreditado.
Em contraste, em Caravelas, o deputado Robinho brilhou ao lado de sua esposa, Luciana, que transformou a cidade com emendas robustas vindas da base de ACM Neto, reforçando a força da oposição na região.
O que se vê é uma região rica em potencial econômico, especialmente no agronegócio, mas abandonada politicamente, sem voz unificada ou representantes de peso na esfera estadual. O Extremo Sul resiste por sua gente, pela força do trabalho e pela sua resiliência. Mesmo sem apoio institucional consolidado, é uma região que se reinventa e se projeta como polo de transformação social, cultural e econômica da Bahia — e do Brasil.
IBITAPITANGA: RUA DA PAZ TERÁ OBRA DE CONTENÇÃO COM INVESTIMENTO DE R$ 2,2 MILHÕES EM ITAMARATI



































