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HOSPITAL REGIONAL COSTA DO CACAU AMPLIA RESIDÊNCIA MÉDICA COM A ESPECIALIDADE EM CARDIOLOGIA

Unidade também expande vagas nas áreas de Clínica Médica e Cirurgia Geral, que passam a contar com três residentes por turma
O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) gerida pela Fabamed, em Ilhéus, deu um passo significativo, neste ano de 2026, no fortalecimento de seu papel como centro de formação médica com a implementação efetiva da especialidade em Cardiologia no seu Programa de Residência Médica. A iniciativa, que visa formar especialistas na área, reforça o compromisso da unidade com a educação continuada e com a melhoria da qualidade da assistência à saúde da população da região.
A chegada da primeira turma de Cardiologia, composta por duas médicas residentes, Jéssica Moraes e Paola Cardoso, marca um novo capítulo na trajetória do HRCC. O programa, que tem duração de dois anos, conta com uma equipe de especialistas titulados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, garantindo uma formação de excelência. As residentes terão acesso a uma infraestrutura completa e a diversas áreas de atuação, incluindo enfermaria especializada, interconsultorias, serviço ambulatorial e de emergência, exames complementares (ecocardiografia, eletrocardiografia, teste ergométrico, MAPA, Holter), hemodinâmica, terapia intensiva, cardiologia pediátrica e serviço de marcapasso. Além disso, a grade curricular inclui aulas teóricas ministradas por especialistas em Cardiologia Clínica, Hemodinâmica, UTI e Cirurgia Cardíaca.
De acordo com a médica cardiologista Milena Vasconcelos, preceptora e coordenadora da residência em Cardiologia, o objetivo principal é garantir uma especialização em Cardiologia Clínica. “O HRCC já oferece residência em Clínica Médica, Clínica Cirúrgica e Medicina Intensiva, demonstrando sua vocação para a formação de profissionais de saúde qualificados”, destacou.
O diretor-geral do HRCC, Julio Musse, enfatiza que a ampliação do programa de residência médica com a especialidade em Cardiologia reafirma o compromisso da unidade com o ensino e com a oferta de serviços de saúde de qualidade. “O investimento na formação de especialistas traz benefícios diretos para a população, garantindo um atendimento mais ágil e especializado”, concluiu.
MAGNO LAVIGNE ACOMPANHA JULGAMENTO DOS ACUSADOS PELA MORTE DE MÃE BERNADETE EM SALVADOR
Magno Lavigne esteve presente no ato público e acompanha, nesta segunda-feira (13), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, o julgamento dos acusados pelo assassinato de Maria Bernadete Pacífico, a Mãe Bernadete liderança quilombola e referência do candomblé baiano.
Vão a julgamento Arielson da Conceição Santos, apontado como executor e preso preventivamente, e Marílio dos Santos, identificado como mandante e ainda foragido da Justiça. Ambos respondem por homicídio qualificado e feminicídio.
Desde as primeiras horas da manhã, movimentos sociais, organizações quilombolas, ativistas e familiares realizam mobilização em frente ao Fórum, no bairro de Nazaré, cobrando justiça e celeridade no caso.
Mãe Bernadete foi assassinada aos 72 anos, com 25 tiros, dentro de sua residência, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, em agosto de 2023. Mesmo após denunciar ameaças, ela integrava um programa federal de proteção a defensores de direitos humanos.
Outros três denunciados pelo Ministério Público ainda aguardam definição de data para julgamento.
Diante da gravidade do crime, Magno Lavigne manifestou indignação e cobrou uma resposta firme das instituições:
“Estamos diante de uma dor irreparável. Exigimos justiça real. A dor dessa perda extrapola a família e atinge todos que lutam pelo povo quilombola, pela demarcação de terras e pelo reconhecimento das comunidades.
A família de Mãe Bernadete foi atingida duas vezes pela violência antes, com a perda de seu filho, Binho do Quilombo.
Seguimos juntos na luta com Jurandir Pacífico, meu amigo e irmão, filho de Mãe Bernadete, o único sobrevivente da família, que segue sob ameaças e precisa viver sob proteção.”
ILHÉUS: A CRISE ENTRE VALDERICO E VINÍCIUS SAIU DA POLÍTICA E FOI PARAR NA JUSTIÇA

O rompimento entre o prefeito de Ilhéus, Valderico Junior, e o vereador Vinícius Alcântara ganhou contornos de crise política — e agora também de caso de polícia.
Nos bastidores da prefeitura, a versão que circula é a de que o vereador, ex-aliado de primeira hora do prefeito, teria condicionado a manutenção do apoio político à entrega de duas secretarias municipais para indicações de seu grupo. Ouviu um não.
A recusa, segundo pessoas ligadas ao caso, azedou de vez a relação. Valderico se escorou no argumento de que não poderia abrir espaço no Executivo para um vereador sem afrontar a separação entre os Poderes.
Foi a partir daí, diz a queixa-crime apresentada na 1ª Vara Criminal de Ilhéus, que Vinícius passou a subir o tom. Primeiro, com críticas à merenda escolar. Depois, com acusações mais pesadas: fraude, superfaturamento e desvio de recursos na compra de alimentos.
A ofensiva se espalhou também para outros temas sensíveis da gestão, como a tarifa de ônibus e a instalação de radares eletrônicos.
O entorno do prefeito sustenta que as acusações não vieram acompanhadas de provas. E aponta que tentativas de levar os casos adiante não prosperaram: o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia rejeitou pedido de fiscalização sobre a merenda por falta de elementos mínimos, enquanto ações sobre radares e transporte foram consideradas improcedentes.
Sentindo-se alvo de uma perseguição política depois de negar espaço na máquina, Valderico decidiu judicializar o embate. Entrou com queixa-crime por calúnia, injúria e difamação.
Na ação, a defesa sustenta que o vereador ultrapassou a proteção da imunidade parlamentar ao transformar o mandato em palanque para ataques pessoais.
O caso corre sob segredo de Justiça, mas, em Ilhéus, já virou símbolo de uma velha disputa: até onde vai a aliança política quando o loteamento do poder encontra um limite.
RUI COSTA DEFENDE COMPARAÇÃO DE GESTÕES E PROJETA VITÓRIA DO CAMPO GOVERNISTA NA BAHIA

Declaração foi feita neste sábado (11), durante agenda de entregas do Governo do Estado em Ipirá (BA)
O pré-candidato ao Senado e ex-ministro Rui Costa afirmou que a disputa eleitoral na Bahia será marcada pela comparação entre as entregas realizadas pelos diferentes grupos políticos ao longo dos últimos anos. Segundo ele, o debate deve se concentrar nos resultados concretos apresentados à população, tanto no estado quanto na capital.
Durante declaração, Rui Costa destacou que o campo governista confia na avaliação popular como principal critério de decisão nas urnas. “O que nós queremos é comparar o que eles fizeram pela Bahia e por Salvador com o que nós fizemos. Com essa comparação, o povo vai decidir”, afirmou.
O ex-ministro também avaliou que o grupo adversário chega mais enfraquecido ao atual cenário eleitoral em relação à última disputa municipal. De acordo com ele, houve perda de apoios políticos e redução da base de sustentação. “Eles estão muito mais fracos nesta eleição do que já estavam na passada. Houve uma debandada, e muitos que estavam ao lado deles já não permanecem”, disse.
Rui Costa concluiu demonstrando confiança no resultado eleitoral e reforçou a expectativa de vitória do grupo político ao qual pertence. “Estamos confiantes. Vamos ganhar a eleição”, declarou.
MAGDA, A VOZ DO POVO: UMA NOVA LIDERANÇA FEMININA COMEÇA A OCUPAR ESPAÇO NA POLÍTICA BAIANA

A pré-candidata deputada federal Magda, filiada ao Avante, começa a ganhar força no debate político regional ao apresentar uma trajetória construída em ações sociais, acolhimento comunitário e defesa dos direitos das mulheres.
Mesmo sendo um nome novo na política, ela já é reconhecida em várias cidades do Sul e Sudoeste da Bahia pelo trabalho direto com mulheres que enfrentam situações de violência, abandono e falta de apoio.
Magda construiu sua caminhada a partir do cuidado. Durante anos, promoveu escutas, rodas de conversa e encontros voltados ao fortalecimento emocional feminino. Muitas mulheres encontraram nela alguém que não apenas orienta, mas compreende suas dores e ajuda a encontrar caminhos.
Além dessa atuação, Magda defende que as famílias tenham acesso a um cuidado mais humano, que envolva saúde física e bem-estar emocional. Para ela, a política precisa olhar para as pessoas de perto, com sensibilidade e atenção real.
Sua entrada na política surge justamente dessa vivência. Magda não veio dos gabinetes nem de acordos tradicionais: veio das comunidades, dos diálogos simples e das histórias que ouviu ao longo dos anos. É esse contato direto que tem fortalecido seu nome entre mulheres e lideranças que desejam renovação. Ao assumir sua pré-candidatura a deputada federal, Magda se apresenta como uma nova voz no cenário político baiano. Uma voz que nasce da escuta, da fé, do cuidado e da defesa de mulheres e famílias que, por muito tempo, ficaram sem ser ouvidas.
DEYVID BACELAR DIZ QUE A REESTATIZAÇÃO DA RLAM SÓ DEPENDE AGORA DE MAGDA CHAMBRIARD E ALEXANDRE DA SILVEIRA
A reestatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) – hoje batizada de Acelen, empresa pertencente ao Grupo Mubadala, dos Emirados Árabes –, é considerada estratégica para o Brasil alcançar a autossuficiência na produção de diesel, gasolina, querosene de aviação, entre outros combustíveis, segundo a avaliação do coordenador licenciado da Federação Única dos Petroleiros e Petroleiras (FUP) Deyvid Bacelar, que é pré-candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
“Hoje a Bahia está pagando o valor mais caro do Brasil pelos combustíveis devido à privatização da RLAM”, sustentou Bacelar. “O grupo Mubadala comprou a refinaria durante o governo Bolsonaro por menos da metade de seu valor de mercado, que à época era de U$3,8 bilhões de dólares”, informou.
Conversas de bastidores indicam que as negociações entre a Petrobras e os Emirados Árabes não estão avançando porque o Grupo Mubadala estaria agora pedindo um valor estratosférico para devolver a refinaria ao estado brasileiro.
“As negociações foram retomadas. Temos ciência de que há uma equipe da Petrobras visitando a refinaria desde a semana passada, fazendo um processo de avaliação dos ativos para que um novo valor seja estabelecido pela própria Petrobras”, informou.
Segundo Bacelar, as negociações não envolvem somente a refinaria em si, mas também a recompra de três terminais terrestres (Jequié, Itabuna e Candeias) e o Terminal Marítimo de Madre de Deus (Temadre), além de 700 quilômetros de dutos que interligam todo o sistema logístico que abastece o mercado baiano.
Deyvid avaliou que, devido ao fato de a refinaria ter sido vendida por US$1 bilhão e 800 mil dólares, “é óbvio que a Petrobras não vai querer pagar um valor maior do que aquele que recebeu”. Mas disse esperar que essa negociação seja concluída o mais breve possível, uma vez que a presidente da Petrobras Magda Chambrird afirmou que o negócio será feito caso seja bom para a Petrobras. “Claro que é um bom negócio visto que a Bahia tem o maior mercado de combustíveis do Norte e Nordeste do País”, defendeu Bacelar.
O presidente Lula já declarou em entrevistas recentes que a refinaria Landulpho Alves será recomprada. “Se o presidente já declarou essa intenção, cabe ao ministro das Minas e Energia (Alexandre Silveira) e à presidente da Petrobras fazer com que o processo de recompra ocorra o mais rápido possível para o bem da Bahia e do Brasil”, ressaltou.
Questionado sobre o que teria trazido mais impacto no bolso da população baiana, a venda da refinaria ou a venda da BR Distribuidora, Deyvid Bacelar respondeu que Bahia acabou recebendo um pacote maior de maldades, visto que as refinarias da Petrobras estão conseguindo conter os aumentos dos combustíveis ao logo dos últimos acontecimentos relacionados com a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
“A Acelen já aumentou seis vezes o preço do diesel desde o início do conflito. O diesel saltou de R$3,63 para R$6,6 na Bahia, enquanto no restante do país, onde há refinarias da Petrobras, o preço subiu de R$3,32 para R$3,38. Quando somamos esses aumentos da Acelen às correções também praticadas pela BR Distribuidora, também privatizada, e pela Liquigás, que também não pertence mais ao estado brasileiro, a gente percebe que a Bahia está sofrendo mais do que os outros estados. A gasolina e diesel aqui estão custando R$8,00”, apontou.
“No restante do país o diesel está na casa dos R$7 e a gasolina na casa dos R$6,00”.
“ESPERANÇA EM MOVIMENTO” ESTE É O SLOGAN DA PRÉ-CAMPANHA DE MAGNO LAVIGNE.
Na última sexta-feira, dia 10, na sede do Sindprevi, em Salvador, Magno Lavigne reuniu parte de suas lideranças em um encontro marcado por motivação, engajamento e alinhamento estratégico em torno do projeto “Esperança em Movimento”.
Longe de representar um voo solitário, o movimento revela-se como uma revoada coletiva, uma construção plural na qual cada voz encontra espaço. Assim como em uma orquestra afinada, os participantes seguem em harmonia, sincronizados por um propósito comum: avançar mais longe, juntos.
O evento destacou a força da diversidade e o protagonismo de lideranças que carregam histórias de superação e compromisso social.
Entre os presentes, a pré-candidata a deputada federal Eliete Paraguaçu, vereadora eleita em Salvador, mulher marisqueira e símbolo de resistência, que rompeu barreiras impostas pela desigualdade. Sua trajetória traduz a potência de quem transforma adversidade em luta.
Também esteve presente Mara, pré-candidata a deputada federal, administradora e empreendedora, que representa, com firmeza, a força da mulher baiana e sua presença cada vez mais ativa nos espaços de decisão.
Carmen, do Bloco da Felicidade, igualmente pré-candidata, destacou-se ao trazer para o centro do debate a importância do pertencimento afro, reforçando a identidade cultural como ferramenta de consciência e transformação social.
Lizandra, ao se afirmar como mulher preta, fez um chamado direto e potente: convocou outras mulheres a ocuparem todos os espaços que desejarem, fortalecendo a crença em uma sociedade mais justa e igualitária. Ela também é pré-candidata a deputada federal.
Outro momento marcante foi a fala de Jurandir Wellington, pré-candidato a deputado federal, filho de Mãe Bernadete, brutalmente assassinada. O jovem descreveu o impacto devastador em sua vida: primeiro a perda do irmão e, depois, da mãe, ambos engajados na luta pelo mesmo propósito. Ele convocou a todos para o tribunal do júri, que acontecerá nos próximos dias, em um apelo coletivo por justiça um lembrete de que memória e luta caminham lado a lado.
O pré-candidato a deputado federal Marcelo Barreto reforçou a necessidade de geração de emprego, igualdade social e enfrentamento à violência. Em sua fala, criticou duramente ações que atingem os mais vulneráveis:
“É muito fácil propor o fim do Bolsa Família para quem vive no privilégio. Isso é inaceitável.”
Já Marcelo Carvalho, porta-voz da Rede Sustentabilidade na Bahia, ressaltou a importância da representatividade presente no encontro:
“Precisamos dizer a verdade: nosso povo não quer apenas o Bolsa Família. Quer respeito, quer emprego. Precisamos nos unir e escolher bem representantes que tenham identidade com o povo.”
Encerrando o encontro, Magno Lavigne apresentou um balanço das ações realizadas enquanto secretário de Qualificação, Emprego e Juventude. Em sua fala, destacou os avanços significativos promovidos pelo Ministério do Trabalho durante a gestão do governo Lula.
Mais do que números, Magno evidenciou um processo de reconstrução institucional que devolveu protagonismo às políticas públicas voltadas à vida dos trabalhadores brasileiros. Da reconstrução à consolidação, uma secretaria que voltou a ocupar seu lugar central na promoção de dignidade, oportunidade e justiça social.
Luís Paulo, porta-voz da Rede Sustentabilidade em Salvador, foi o mediador do encontro e destacou sua importância:
“E, como Marcelo acabou de dizer, é muita coragem de Magno convidar todos vocês para este encontro em plena sexta-feira, a essa hora, quase 20h. E estamos aqui, na mesma sintonia, com a esperança pulsando em nós.”
JUSTIÇA MANDA PLANSERV PARAR DE COBRAR TAXA IRREGULAR DE BENEFICIÁRIOS
Três decisões liminares garantem que professores estaduais deixem de ser cobrados pela “parcela de risco”
A Justiça da Bahia concedeu decisões liminares determinando a suspensão de descontos relacionados à “parcela de risco” do Planserv nos contracheques de três servidores estaduais vinculados à Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). O juiz avalia que a cobrança adicional desvirtua a natureza do plano e cria desigualdades entre os funcionários públicos.
A Justiça da Bahia concedeu decisões liminares determinando a suspensão de descontos relacionados à “parcela de risco” do Planserv nos contracheques de três servidores estaduais vinculados à Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). O juiz avalia que a cobrança adicional desvirtua a natureza do plano e cria desigualdades entre os funcionários públicos.
A parcela de risco é uma taxa cobrada aos servidores que aderem ao Planserv após cinco anos da entrada no serviço público estadual. O valor é cobrado por faixa etária, sendo a taxa mais cara quanto maior for a idade do beneficiário. O valor varia entre R$ 89,74 e R$ 588,39.
Os contracheques anexados às ações mostram cobranças que variam de R$ 208,35 a R$ 287,12, além de casos em que os descontos superam R$ 500 por mês, o que, segundo os autores, compromete diretamente o orçamento. As ações foram protocoladas através da assessoria jurídica da Associação dos Docentes da Uesc. A entidade abriu chamado para adesão às ações judiciais em dezembro do ano passado.
Decisão
Na análise dos pedidos, o juiz Alex Venícius Campos Miranda apontou indícios de irregularidade, com destaque para possível violação ao dever de informação e à boa-fé contratual nos casos dos professores. O magistrado também considerou relevantes os argumentos sobre eventual inconstitucionalidade da cobrança, prevista na legislação estadual, e possível tratamento desigual entre os servidores.
“A criação de uma contribuição adicional baseada em critérios atuariais, como faixa etária e data de adesão, parece conflitar com os princípios da solidariedade e da isonomia, que devem nortear um sistema de saúde de autogestão destinado a servidores públicos. O Planserv, por sua natureza, não se equipara a um plano de saúde privado, cuja lógica é puramente mercantil”, destacou o juiz em uma das decisões.
Com as determinações, o Estado da Bahia foi obrigado a suspender imediatamente as cobranças da “parcela de risco”, até nova deliberação judicial. Os casos seguem em tramitação no Juizado da Fazenda Pública. A reportagem entrou em contato com a Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE) e aguarda retorno sobre as decisões.
A manutenção da cobrança gera um dano concreto e imediato, justificando a intervenção judicial urgente para resguardar o patrimônio e a subsistência do autor
Na semana passada, o governo estadual oficializou a criação de uma nova unidade administrativa para centralizar a representação judicial do Estado em matérias relativas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao Planserv. A medida foi publicada na edição de sexta-feira (3) do Diário Oficial.
A partir da publicação, processos, ações ou demandas envolvendo direito à saúde movidos contra o Estado deverão ser tratados pela Procuradoria Especializada de Demanda de Saúde (PDS).
Histórico
Esta não é a primeira vez que a “parcela de risco” do Planserv aparece no centro de uma disputa judicial. Em outubro do ano passado, uma decisão liminar do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) declarou a cobrança institucional, como revelou o CORREIO.
A parcela passou a valer em outubro de 2020, em uma manobra do Planserv para aumentar a arrecadação, através do artigo 10-A da Lei Estadual nº 13.450. A cobrança é realizada mensalmente, em conjunto com os valores de contribuição da assistência – descontados diretamente na folha do servidor.
ITACARÉ: SETUR ARTICULA AÇÕES COM A CVC CORP PARA AMPLIAR A PRESENÇA DO DESTINO NO MERCADO






































