O ex-prefeito de Salvador ACM Neto parece ter descoberto que nem toda aliança que parece grande no papel entrega voto na prática.

Segundo a coluna Metropolítica, do Metro1, Neto tem demonstrado a interlocutores próximos certo desânimo com a presença do senador Ângelo Coronel na chapa majoritária da oposição para 2026. A avaliação, nos bastidores, é que Coronel teria agregado pouco ao bloco até agora.

O incômodo seria maior porque, na leitura de aliados de primeira hora, outras opções poderiam dar mais tração eleitoral à composição. Entre os nomes citados está o da médica Raíssa Soares, conhecida como Doutora Cloroquina, que, na avaliação desse grupo, teria mais capacidade de mobilizar o eleitorado bolsonarista na dobradinha com João Roma para o Senado.

A queixa é simples: Coronel chegou com tamanho de senador, mas ainda não teria entregue musculatura de campanha. E, para ACM Neto, que tenta montar uma chapa competitiva contra o governador Jerônimo Rodrigues, cada peça da majoritária precisa somar — e não apenas ocupar espaço.

Nos bastidores da oposição, a presença de Coronel virou aquele tipo de casamento político em que ninguém anuncia crise, mas já tem gente reclamando da convivência no café da manhã.