BAHIA: DELAÇÃO DE JONEUMA EXPLODE A POLÍTICA ESTADUAL

A delação premiada da ex-diretora do presídio de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, caiu como uma bomba nos bastidores da política baiana. O acordo firmado com o Ministério Público abriu uma nova frente no escândalo da fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis e colocou o ex-deputado federal Uldurico Júnior no centro da crise. Neste sábado, novas reportagens detalharam trechos do depoimento e reforçaram o impacto político do caso.
Segundo a delação, Joneuma narrou uma negociação entre Uldurico e integrantes de facção criminosa para viabilizar a fuga dos presos. O valor acertado, de acordo com o relato, teria sido de R$ 2 milhões — as chamadas “duas rosas” — com um adiantamento de R$ 200 mil já pago. A investigação aponta que, depois desse primeiro repasse, a ex-diretora passou a ser usada como intermediária nas conversas sobre a cobrança do restante.
O enredo, por si só explosivo, ganhou contornos ainda mais delicados porque a fuga ocorreu em dezembro de 2024 e, segundo as apurações divulgadas, teria sido organizada ao longo de cerca de 40 dias, com visitas privilegiadas, articulação interna e apoio externo. A delação também descreve a aproximação entre o ex-parlamentar e Ednaldo Pereira Souza, o “Dada”, apontado como liderança da facção Primeiro Comando de Eunápolis.
Nos bastidores, o caso é tratado como uma daquelas histórias que ninguém consegue mais conter apenas no campo policial. Virou assunto inevitável na política. A prisão de Uldurico Júnior elevou a temperatura do episódio e transformou a delação de Joneuma numa peça central para entender até onde ia a rede de influência descrita nas investigações.
































