Mais uma edição da coluna “Mel de Cacau com Veneno político”, que tem como objetivo relatar alguns fatos da política do sul da Bahia.
Bate-cabeça na chapa do governo
Pouca gente imaginava que a formação da chapa governista na Bahia fosse mergulhar em tamanho bate-cabeça. Nos bastidores, a disputa escancarou a rivalidade entre Jaques Wagner e Rui Costa, dois pesos-pesados do grupo governista que já não fazem mais questão de esconder as diferenças.
Bate-cabeça na chapa do governo 1
Segundo uma fonte ouvida pelo site, Wagner tentou emplacar Danilo Henrique como vice de Jerônimo, depois que Rui Costa vetou o nome do atual vice, Geraldo Júnior. O episódio ampliou ainda mais o clima de tensão e expôs a falta de sintonia dentro da base.
Bate-cabeça na chapa do governo 2
A indefinição já começa a preocupar aliados. Deputados consultados pelo site avaliam que o impasse tem gerado desgaste político desnecessário e pode acabar cobrando um preço na eleição, sobretudo pela imagem de divisão que passa ao eleitorado.
A luz amarela acendeu
A simples possibilidade de Rui Costa entrar de vez na disputa pelo Governo da Bahia já fez o pessoal de ACM Neto apertar o botão do alerta. No QG da oposição, tem gente olhando o cenário com a mesma tranquilidade de quem vê fumaça saindo da tomada e finge que é normal.
Pesadelo na oposição
Rui Costa é visto como o maior cabo eleitoral da esquerda na Bahia e, se topar a parada, entra no jogo como nome fortíssimo. Traduzindo: não é adversário para ser subestimado nem em pesquisa de WhatsApp.
Marcelo de cara fechada
Em Teixeira de Freitas, o prefeito Dr. Marcelo não anda exatamente sorrindo para o governo do estado. Até agora, entre promessas e entregas, a conta anda curta: além da demora da nova rodoviária, o Estado só teria feito 900 metros de asfalto na cidade. Muito barulho para pouco piche.
Neutralidade no forno
Nos bastidores, já corre a informação de que Dr. Marcelo pode adotar uma postura neutra na eleição de 2026. Em política, neutralidade de prefeito costuma ser aquele “não vou brigar com ninguém”, mas também “não contem comigo para carregar piano”.
Conta que preocupa
Se o prefeito realmente cruzar os braços na disputa estadual, o impacto pode ser sentido pelo grupo do governador em Teixeira. E em eleição apertada, perder aliado no interior é como furar pneu em ladeira: até dá para seguir, mas complica bastante.
Capitão no muro
O ex-prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, segue sem partido e, pelo visto, também sem qualquer pressa de se aproximar de ACM Neto. Nos bastidores, a avaliação é que ele continua evitando o ex-prefeito de Salvador e, diante disso, pode acabar adotando a velha e confortável posição de neutralidade. Traduzindo: deve seguir em cima do muro, torcendo para ninguém balançar.
Apoio com preço de ouro em Ilhéus
Em Ilhéus, o apoio político anda mais caro do que terreno na orla. Tem liderança cobrando uma fortuna para entregar uma votação que, na projeção mais otimista, mal enche uma van. Deputados já andam assustados com a inflação eleitoral na cidade. Tem gente pedindo R$ 300 mil para prometer algo em torno de 200 votos. Pelo valor, o pacote deveria vir com nota fiscal e garantia estendida.
Isac Nery pisou no freio
Derrotado na última eleição em Itabuna, Isac Nery resolveu recalcular a rota. Chegou a ensaiar apoio ao deputado federal Robinho, mas recuou. Filiado ao MDB e de olho em uma candidatura a deputado federal, Isac preferiu manter o próprio projeto político vivo. No fundo, o sonho maior continua o mesmo: voltar à disputa pela Prefeitura de Itabuna.
PSOL em ebulição com Geraldo
A filiação do ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, ao PSOL caiu como uma bomba dentro do partido. O movimento provocou forte reação interna e já tem gente arrumando as malas. Entre os insatisfeitos, estão o professor Max e Ciro Sales, que passaram a defender desfiliações. Agora, a curiosidade nos bastidores é saber quem Geraldo vai conseguir levar consigo — e quantos vai acabar empurrando para fora.
A prefeitura gera renda
Tem prefeito (cidade pequena), eleito em 2024 que começou o mandato devendo mais de R$ 3 milhões a ciganos e, num passe de mágica, abriu 2026 com a conta quitada. Pelo visto, ou acertou na loteria da virada, ou a prefeitura anda sendo mais generosa do que se imagina. No interior, quando a conta fecha rápido demais, o comentário corre mais ligeiro que carro de campanha.
Vereador caro
Em uma importante cidade do sul da Bahia, tem vereador se achando ação da bolsa em dia de disparada. O moço estaria cobrando nada menos que R$ 400 mil para declarar apoio a deputado ou candidato. Pelo preço, o pacote deve incluir abraço, foto, vídeo, carreata e, quem sabe, até santinho autografado. É o famoso programa “meu apoio, minha vida”.
NTE em baixa
O deputado Rosemberg Pinto pode ter uma surpresa nada agradável entre os servidores da educação do estado em Itabuna. O desgaste acumulado no NTE já não é novidade e a insatisfação com a atual direção vem desde 2023. O problema, segundo reclamações de bastidor, é que o deputado viu, ouviu e não mexeu. Em política, quando o aliado ignora o incêndio, a fumaça costuma aparecer nas urnas. E a conta pode chegar em outubro.
Nal do Detran contra Jerônimo
Em Ilhéus, o vereador Nal do Detran parece ter trocado de pista. Eleito com forte apoio da estrutura do Detran na cidade, agora dá sinais de que deve marchar com ACM Neto. Depois da vitória, a mosca azul teria feito plantão permanente e o apoio recebido ficou no retrovisor. Nos bastidores, a pergunta que não quer calar é uma só: quem foi o engenheiro da operação tabajara montada no Detran para turbinar Nal em 2024?
Master com digitais em Itabuna
Um conhecido empresário do sul da Bahia, dono de uma cobertura em Itabuna e figura conhecida nos bastidores, teria participação em fundos ligados ao Banco Master. O detalhe que chama atenção é outro: a empresa Bahia Administração, sediada em Itabuna, teria movimentado mais de R$ 30 milhões nesses fundos. No interior, quando cifra grande demais encontra endereço conhecido, a curiosidade política acorda na hora.
O golpe em Aurelino Leal
Em Aurelino Leal, teve vereador ensaiando uma operação para tentar encurralar o governo do prefeito Rodrigo já de olho em 2027. O plano passava pela eleição antecipada da presidência da Câmara, numa articulação que poderia dar musculatura à oposição mais adiante. Só teve um problema: esqueceram de combinar com o entendimento do STF sobre a antecipação das eleições das mesas diretoras. Resultado: a manobra não prosperou e o golpe ficou só na planta.