Uma empresa sediada no centro de Itabuna entrou no radar de uma das investigações mais explosivas do momento: a que envolve o Banco Master e a engrenagem financeira apurada pela CPMI do INSS. Segundo requerimentos e documentos da comissão, a Bahia Administração, aparece como alvo de medidas de quebra de sigilo bancário e fiscal por suspeita de integrar o circuito financeiro investigado.

O dado que mais chamou atenção nos bastidores foi outro: de acordo com o relatório citado pela imprensa regional, quatro empresas de fachada ligadas à rede investigada teriam enviado R$ 32 milhões à Bahia Administração. A comissão trata a empresa como peça sob apuração no suposto esquema de lavagem de capitais ligado ao caso.

A Bahia Administração foi aberta em setembro de 2019 e, segundo os documentos públicos do Senado, virou alvo formal da CPMI, que recebeu inclusive informações de sigilo fiscal da empresa encaminhadas pela Receita Federal em janeiro de 2026.

No sul da Bahia, o assunto já começou a circular com força porque a empresa é associada, segundo a apuração local, a um empresário conhecido da região com residência em Itabuna. Até aqui, porém, o que existe de público é a investigação e a citação em documentos da comissão — não condenação.