A chegada de Lula à Bahia, já confirmada para esta semana, encontrou o grupo governista ainda sem resolver a principal pendência da chapa de Jerônimo Rodrigues: o nome do vice. O impasse se arrasta desde março e expôs, de forma cada vez mais visível, a disputa interna entre PT, MDB e aliados.

Jaques Wagner bateu o pé pela manutenção de Geraldo Júnior. De outro lado, Rui Costa vinha dando sinais públicos de desconforto com a permanência do atual vice, o que ajudou a empurrar a base para uma rodada de especulações que incluiu nomes como Ivana Bastos, Ronaldo Carleto e até alternativas fora do desenho original, como o deputado Elmar.

Nos bastidores, a leitura é que Jerônimo decidiu encerrar logo a novela. A avaliação no entorno do governador é que manter a vaga em aberto por mais tempo só aumenta desgaste, ansiedade e ruído dentro da própria base.

A aposta que ganhou força nas últimas horas é a de que, com Lula no estado, o governador anuncie a manutenção de Geraldinho na vice. O cálculo é político: na semana passada, caciques do MDB reclamaram diretamente a Lula da postura do PT em estados como Bahia e Maranhão, o que elevou a pressão por uma sinalização concreta de prestígio ao partido.

No fim, o recado é simples: Jerônimo quer Lula ao seu lado não apenas para agenda oficial, mas também para carimbar a paz possível dentro de casa.