A possível filiação de Moema Gramacho e Geraldo Simões ao PSOL da Bahia provocou reação interna e abriu uma tensão no partido. Parlamentares, dirigentes e militantes têm manifestado resistência ao movimento, apontando risco de desgaste da identidade política da legenda.

Nos bastidores, as críticas se concentram no histórico dos dois nomes, marcado, segundo opositores internos, por gestões contestadas, denúncias e alianças consideradas contraditórias com a linha defendida pelo PSOL.

Integrantes do partido defendem que o tema seja debatido internamente antes de qualquer decisão. A avaliação entre setores da legenda é de que a eventual chegada de Moema e Geraldo pode ampliar o partido eleitoralmente, mas também gerar desgaste junto à militância.

Há ainda quem classifique a articulação como oportunista e veja no movimento mais uma tentativa de acomodação política do que uma aproximação por afinidade ideológica.