O ex-prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (sem partido), preferiu não aparecer na procissão de São José para escapar de um encontro com ACM Neto (União Brasil). O gesto foi lido nos bastidores como mais um capítulo do rompimento entre os dois, que se arrasta desde 2024.

Quem tenta apagar esse incêndio é o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), que entrou em campo para promover uma reaproximação. Até agora, sem sucesso.

Enquanto a oposição tenta reconstruir a ponte, o governismo se movimenta para atravessar o rio. A cúpula do PSB abriu articulação para filiar Azevedo e lançá-lo candidato a deputado federal na base de Jerônimo Rodrigues (PT). Em outra frente, há também quem trabalhe para atraí-lo ao projeto do líder do governo na Alba, Rosemberg Pinto (PT).

No meio dessa disputa, Azevedo adotou a velha tática de sempre: sumiu. Segundo interlocutores que participam das conversas e pessoas próximas ao ex-prefeito, desde a semana passada ele não atende ligações nem responde mensagens no WhatsApp.

Em Itabuna, onde todos se conhecem e ninguém perde um movimento, o desaparecimento já é tratado como método. Quando a pressão aumenta, Capitão sai de cena, deixa os aliados falando sozinhos .

No tabuleiro de 2026, Azevedo ainda não disse para onde vai. Mas já deixou claro que, por enquanto, não quer cruzar o caminho de ACM Neto nem por devoção.