O avanço das investigações sobre o colapso do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, pode ampliar a crise política em torno do caso e atingir setores ligados ao bolsonarismo. Reportagem da revista Veja aponta que o banqueiro Augusto Lima, preso na Operação Compliance Zero, manteve conexões com nomes da direita, incluindo o presidente do PL na Bahia, João Roma.
Segundo a publicação, Roma — ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e cotado para disputar o Senado em 2026 — deve ser chamado a esclarecer, na CPI do Crime Organizado, pontos relacionados ao credenciamento do Banco Master para atuar no consignado ligado ao auxílio emergencial no fim do governo Bolsonaro.
A apuração também cita a expansão do CredCesta, operação ligada ao banco e comandada por Augusto Lima, que teria intermediado consignados para aposentados do INSS em dezenas de localidades. Dados mencionados na imprensa indicam salto de 104 mil contratos (2022) para 2,75 milhões (2024).
A Veja afirma ainda que, antes, as ligações de Lima eram associadas a quadros do PT e que, com a aproximação de Roma durante o governo Bolsonaro, o empresário ampliou o trânsito político também na direita.