Diante do aumento dos casos de feminicídio no Brasil, Magno Lavigne propôs a criação de uma carta pública de compromisso contra o feminicídio, convocando pré-candidatos e pré-candidatas a assumirem metas concretas no enfrentamento à violência contra as mulheres.
O Brasil registrou, em 2025, 1.470 casos de feminicídio, o maior número da série histórica, o que representa uma média de quatro mulheres assassinadas por dia por razões de gênero. Para Lavigne, os dados reforçam a urgência de transformar o combate à violência contra a mulher em prioridade absoluta das políticas públicas.
A proposta integra a campanha “O Silêncio Também Mata”, iniciativa do pré-candidato a deputado estadual que busca chamar atenção para o papel da omissão institucional e social na escalada da violência. A campanha parte do princípio de que o feminicídio não começa no crime, mas na indiferença, na negligência e na falta de prioridade política.
Segundo Lavigne, a carta pública precisa representar um compromisso formal. “Não se trata de discurso, é preciso assumir metas, garantir orçamento e tratar essa pauta como prioridade. Não é ideológico, é civilizatório. O silêncio também mata”, afirmou.
A carta estará aberta à adesão de pré-candidatos, lideranças e cidadãos que desejem assumir publicamente o compromisso de enfrentar o feminicídio com responsabilidade e ação concreta.