ACM Neto vai ter de mostrar mais jogo de cintura do que costuma exibir em palanque. Montar a chapa de 2026 virou exercício de encaixe — e, na Bahia, encaixe quase sempre dá rangido.
A entrada do senador Angelo Coronel (PSD) no radar da oposição apertou o tabuleiro. Coronel chega grande: não é “apoio”, é espaço. E espaço, na majoritária, é artigo em falta — principalmente quando João Roma (PL) também trabalha para ocupar uma das vagas ao Senado, num desenho que já circula nos bastidores.
Só que aí o Republicanos resolveu subir o tom. O presidente estadual do partido, deputado Márcio Marinho, foi direto ao comentar o assunto : o Republicanos quer uma das vagas de senador e não aceita ser empurrado para a arquibancada. “Não abriremos mão, o partido tem dois nomes, o de Marinho e o de Marcelo Nilo” — foi a mensagem passada publicamente, mesmo com a ressalva de que a chegada de Coronel muda o cenário e exigirá avaliação.
Traduzindo: Neto pode até negociar com Coronel e Roma, mas terá de olhar para o Republicanos com respeito — ou com oferta. Porque, quando um aliado diz que “não abre mão”, ele não está pedindo. Está avisando.