O ex-prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge (MDB), participou no último fim de semana do aniversário do pecuarista Lucas e de Amanda Moura, genro e filha da ex-candidata a prefeita Cida Moura (PSD). O encontro, que reuniu convidados do meio social e político, chamou atenção pelo simbolismo: de um lado, um grupo historicamente adversário; do outro, uma tentativa recente de aproximação.

Segundo relatos de alguns presentes, Rodrigo deixou o local visivelmente desanimado, após não encontrar a receptividade que esperava. Com exceção de Lucas, a família Moura teria mantido apenas um tratamento cordial com o ex-prefeito — sem gestos de maior acolhimento político, como se ele fosse “apenas mais um convidado” na celebração.

O episódio reforça a percepção, nos bastidores, de que a construção de uma composição entre Rodrigo e o grupo de Cida Moura tende a ser complexa. Rodrigo Hagge se consolidou na política local justamente como adversário da família Moura e, agora, tenta abrir uma ponte mirando dois objetivos: fortalecer um projeto eleitoral para deputado e, sobretudo, pavimentar o caminho para voltar à Prefeitura em 2028.

Uma fonte ligada ao núcleo político de Cida afirma que o “QG” já percebeu com clareza o foco de Rodrigo em retomar o comando do Executivo municipal. O problema é que Cida também nutre pretensões de voltar a disputar a Prefeitura em 2028, o que eleva o nível de desconfiança e reduz o espaço para um acordo amplo.

Nos bastidores, a leitura é de que a cordialidade registrada no evento não se converte, automaticamente, em alinhamento político. Ao contrário: o encontro serviu como termômetro e indicou que, se houver diálogo, ele deverá ser lento, condicionado e cercado de garantias — sobretudo porque, para 2028, os interesses parecem colidir no ponto central: a cabeça da chapa.