O prefeito de Ilhéus, Valderico Jr. (União Brasil), termina o ano com vento a favor. Com índices de aprovação acima de 80%, ele conseguiu aprovar na Câmara dois projetos que dizem muito sobre o rumo do governo: a LOA e a autorização para operação de crédito — em português claro, a porta aberta para empréstimo.
Não é pouca coisa. Prefeito que chega ao fim do primeiro ano com orçamento aprovado e com sinal verde para financiamento costuma estar fazendo o básico que muita gente esquece: construir governabilidade antes de prometer obra grande. É a lógica da maratona, não do tiro curto. Primeiro, arrumar a casa; depois, acelerar.
Valderico Jr. tem seguido um modelo já testado na região: o do prefeito de Itabuna, Augusto Castro, que no primeiro ano priorizou ajustes administrativos e organização da máquina pública e, na sequência, conseguiu viabilizar e aprovar operação de crédito em 2023 para destravar investimentos.
Em Ilhéus, a estratégia também passou por reforçar a retaguarda técnica: o prefeito apostou em consultorias jurídicas e fiscais para reduzir riscos, calibrar decisões e evitar atalhos que virem problema adiante — passo importante quando o assunto envolve empréstimo, regras e controle.
A expectativa dentro do governo é que, com o terreno legal e político preparado, Ilhéus avance, em 2026 ou 2027, para uma operação de crédito voltada a obras estruturantes — aquelas que mudam a cidade, mas exigem planejamento, projeto e capacidade de execução.
No fim das contas, o recado é simples: Valderico Jr. fecha o primeiro ano com a chave do cofre encaminhada. Agora, começa a parte mais difícil: transformar autorização em obra, e obra em resultado.