O vice-governador Geraldinho (MDB) atravessa um momento político delicado na base do governo. Nos bastidores, cresce a leitura de que ele pode ficar fora da chapa majoritária em 2026, diante de um redesenho de alianças que já começou a ser discutido no entorno do Palácio.

A avaliação corrente entre lideranças é que, apesar de o MDB ter peso e estrutura, Geraldinho saiu enfraquecido após o resultado da eleição de 2024, o que reduziu seu poder de barganha para o próximo ciclo.

Mesmo assim, a eventual retirada do MDB da vice não seria simples. O partido tende a cobrar caro a fatura para permanecer alinhado e não criar instabilidade na composição.

Segundo fontes da capital, a vaga de vice pode ser usada como compensação para segurar aliados estratégicos dentro da base. A principal hipótese ventilada seria uma oferta ao senador Ângelo Coronel (PSD), numa tentativa de evitar que ele se afaste do grupo. Nesse desenho, Coronel poderia assumir a vice ou indicar um nome — com especulações envolvendo o filho Diego Coronel. Em paralelo, haveria a possibilidade de o senador reorganizar o próprio projeto eleitoral, mirando uma disputa proporcional.

Se não houver entendimento com o PSD, outro caminho citado em conversas de bastidor seria o Avante, do ex-deputado Ronaldo Carletto.

Na política, a chapa é sempre uma fotografia de momento. E, pelo que se comenta hoje, a de 2026 pode vir com mudanças grandes — e com uma cobrança proporcional ao espaço que cada aliado aceitar perder.