O ex-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, o Marão (Avante), participou no último sábado do programa de rádio Frequência Política e respondeu às críticas do atual prefeito, Valderico Júnior (União Brasil), que vem atribuindo dificuldades da gestão à chamada “herança maldita” deixada pela administração anterior.
Marão afirmou que, ao assumir o comando da prefeitura em 2017, adotou postura diferente da do atual gestor:
“Quando assumi a prefeitura em 2017, optei por administrar e tentar olhar para frente, pois se ficasse só lamentando sobre herança encontrada e precatório, não iria administrar. Acho que ele precisa deixar de reclamar e começar a governar, procurar o governador Jerônimo para tratar de obras para a cidade”, declarou.
Eleição de 2024 e autocrítica
Marão também comentou a eleição municipal de 2024, quando apoiou a candidatura de Bento à prefeitura. Ele reconheceu falhas na condução do projeto político:
“Adélia não aceitou o apoio do nosso governo, lancei nosso candidato, mas erramos em demorar para definir o nome e como também não construímos a imagem de Bento como um político, ele ficou marcado como técnico”, avaliou.
Ao fazer uma espécie de autocrítica, o ex-prefeito sinalizou que o grupo não conseguiu transformar o perfil técnico de Bento em uma liderança política mais popular, o que acabou pesando no resultado das urnas.
A entrevista reforçou o tom mais duro de Marão em relação ao atual governo e recolocou seu nome no centro do debate político de Ilhéus, em um cenário de tensão crescente entre governo e oposição no município.