Por mais que se jure o contrário diante dos microfones, a luz no painel da pré-campanha de ACM Neto (União Brasil) não é verde. É amarela. E o motivo tem nome, sobrenome e faixa presidencial: Luiz Inácio Lula da Silva.

Até agosto, os trackings internos mostravam Lula escorregando na Bahia e em boa parte do Nordeste. De setembro em diante, a maré virou — e forte em outubro. O presidente voltou a flertar com níveis de aprovação dos velhos tempos entre os baianos. Quando Lula sobe, o tabuleiro local mexe. Sempre.

No discurso público, a ordem é dar de ombros ao “efeito Lula”. No bastidor, ninguém esqueceu 2022: Jerônimo surfou na onda do petista, somou o “já ganhou” do adversário e o divórcio com João Roma — e levou. Hoje, caciques oposicionistas cochicham que pesquisas internas já captam Lula na casa dos 60 e tantos por cento de aprovação. Não define eleição, mas pesa — e muito.

O que preocupa

Com Lula em alta, Jerônimo ganha musculatura política, prefeitos aliados se animam e a máquina estadual afina o coro. O grupo de Neto sabe que terá de vender gestão, segurança, interiorização de investimentos e comparação de resultados — sem tropeçar na soberba. É manual básico, mas, convenhamos, nem sempre seguido.