ITAPETINGA: O ROMPIMENTO QUE ESCANCARA AS FERIDAS DO MDB

Política é assim: não basta ser da mesma família, é preciso andar na mesma batida. Itapetinga aprendeu isso na marra nesta segunda-feira (18). O prefeito Eduardo Hagge (MDB), até então aliado fiel do sobrinho e ex-prefeito Rodrigo Hagge, resolveu dar um murro na mesa: rompeu de vez com o herdeiro que sonha ser deputado estadual.
O gesto não caiu do céu. Há meses, corredores da prefeitura e rodas políticas sussurravam sobre a relação azedada entre tio e sobrinho. Eduardo cansou de engolir o que chamou de “deslealdades” de Rodrigo. O estopim? A exoneração da esposa do ex-prefeito, Yasmim Silva, da Secretaria de Planejamento. Foi a senha.
Eduardo, pragmático, não esperou o caldo entornar. Reuniu o MDB, traçou nova estratégia e mostrou que não brinca em serviço. Agora aposta num bloco variado de pré-candidatos a deputado estadual – Carlinhos Sobral, Kátia Bacelar, Niltinho, Paulo Câmara, Pablo Barroso e Rosemberg Pinto – todos orbitando ao redor de um nome comum para federal: Jayme Vieira Lima (MDB).
O que isso significa?
⚡ Que Rodrigo perde o apoio da máquina.
⚡ Que a eleição de 2026 ganha novos ingredientes.
⚡ Que a sucessão de 2028 já começou – e com um racha do tamanho de um abismo.
👉 O MDB de Itapetinga, que durante anos foi controlado com mão de ferro pelo mesmo grupo, agora se divide em duas bandas. Tio contra sobrinho, cada qual com suas armas e suas feridas. E quando a política mistura sangue com poder, o resultado raramente é reconciliação.
E como sempre, na política baiana, quem rir por último será porque conquistou não só votos, mas também sobreviveu ao veneno das próprias alianças.




























