O Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Cidadania oficializaram, nesta sexta-feira (15), a federação entre as duas siglas para a disputa das eleições de 2026. O ato de lançamento ocorreu na sede da Fundação João Mangabeira, no Lago Sul, em Brasília.

Atualmente, o PSB conta com 15 deputados federais e o Cidadania com cinco. A união tem como objetivo garantir a sobrevivência política das legendas frente à cláusula de barreira. Pela legislação, os partidos precisam, em 2026, eleger ao menos 13 deputados federais ou alcançar 2,5% dos votos válidos para a Câmara em âmbito nacional, com distribuição mínima de 1,5% em pelo menos nove estados. Caso não atinjam esse patamar, as siglas perdem acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na televisão.

Com a formação da federação, a correlação de forças também se altera em estados estratégicos. Na Bahia, por exemplo, o Cidadania, que até então integrava o grupo de apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), passa a se alinhar automaticamente ao PSB, impactando diretamente as articulações políticas do líder oposicionista no estado.

A medida reforça a tendência de alianças formais entre partidos médios e pequenos como alternativa para superar as restrições impostas pela cláusula de desempenho e manter relevância no cenário político nacional.