Na política, há recusas que dizem mais do que longos discursos. E a que veio de Capitão Azevedo, ex-prefeito de Itabuna, carrega peso, história — e mágoas mal cicatrizadas.
Nos últimos dias, emissários de ACM Neto bateram discretamente à porta do Capitão. Trouxeram uma proposta tentadora: o comando do União Brasil em Itabuna, a promessa de protagonismo na montagem da chapa local e, claro, a reaproximação com um projeto estadual que tenta, a duras penas, reorganizar suas bases no interior.
A resposta veio sem firula, com a mesma objetividade que marcou o estilo do ex-prefeito:
“NÃO E NÃO.”
Duas vezes. Com todas as letras.
Não se trata apenas de uma negativa a uma oferta partidária. É um recado direto ao próprio ACM Neto, que vive momento de fragilidade política na região e tenta resgatar alianças que um dia pareceram sólidas. Azevedo, no entanto, não esquece o que considera abandono nas horas decisivas. Especialmente nas últimas disputas, em que se sentiu isolado por aqueles que hoje lhe estendem a mão.
A recusa pública, ainda que informal, escancara um problema maior: a dificuldade de Neto em reagrupar lideranças no sul da Bahia, onde o PT avança e os antigos aliados já não atendem mais ao chamado.
Capitão Azevedo, por sua vez, segue no jogo. Mas ao que tudo indica, jogando com cartas próprias — e memória afiada