Uldurico Jr. (MDB), ex-deputado federal e herdeiro político de uma das famílias mais tradicionais do Extremo Sul da Bahia, vinha articulando discretamente sua volta ao jogo eleitoral com vistas à disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026. Mas o plano foi abruptamente abortado nos últimos dias.

O motivo: seu nome acabou citado em meio ao escândalo que levou à prisão da ex-diretora do presídio de Eunápolis. O caso, que ganhou repercussão na imprensa baiana, respingou em Uldurico, ainda que sem qualquer formalização judicial até o momento.

Segundo apuração do site, após a divulgação do caso na mídia estadual, o ex-parlamentar teria decidido recuar da pré-candidatura. O silêncio estratégico adotado por ele foi interpretado por aliados como uma desistência tácita.

O reflexo já é sentido na base. Lideranças políticas do Extremo Sul que orbitavam em torno do grupo de Uldurico Jr. começaram a buscar novas alternativas — alguns já em conversas com deputados estaduais em mandato, outros sondando pré-candidatos em ascensão.

Embora oficialmente não tenha feito qualquer declaração, o silêncio de Uldurico fala por si. Na política, como se sabe, às vezes não é preciso um escândalo formal para se perder o jogo — basta o desgaste público. E, para muitos, o dano já foi feito.