A nova rodada da pesquisa Quaest/Genial Investimentos trouxe um alerta nada discreto ao Palácio do Planalto: a popularidade de Lula está derretendo. Em maio, a desaprovação ao presidente chegou a 57%, o maior índice desde o início do terceiro mandato.

Apesar de uma leve melhora na percepção da economia, o desgaste pessoal do presidente se intensifica. Um dado que pesa: 31% dos entrevistados responsabilizam o governo diretamente pelo escândalo dos desvios no INSS — um rombo bilionário que caiu no colo do Planalto e virou munição para a oposição.

A Quaest ainda expôs fissuras em antigos redutos lulistas. Pela primeira vez, os católicos desaprovam mais do que aprovam o presidente: 53% a 49%. E tem mais:

• 61% dos brasileiros acham que o país está indo na direção errada.
• 56% dizem que o governo atual é pior do que os dois anteriores de Lula.

A avaliação negativa se espalha mesmo entre os que já viram em Lula um salvador da pátria. O carisma do passado parece não surtir o mesmo efeito em meio às crises administrativas e ruídos na articulação política.

O Planalto, silencioso até aqui, observa o cenário com preocupação. Afinal, a virada do clima popular não é apenas uma estatística — é o prenúncio de uma tempestade política que pode custar mais do que prestígio: pode custar governabilidade.