O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB), decidiu ignorar a tradicional Exposição Agropecuária de Itapetinga, uma das vitrines políticas mais relevantes do sudoeste baiano. A ausência foi sentida — e interpretada. Enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) circulava entre lideranças, como outros políticos, como o ex-ministro João Roma (PL) e vários deputados estaduais, federais e prefeitos, Neto optou por se manter distante.

Quem saiu enfraquecido foi Rodrigo Hagge (MDB), ex-prefeito da cidade e até então aliado declarado de ACM Neto. Sem a presença do líder do União Brasil, Rodrigo ficou visivelmente isolado nos bastidores do evento, que se transformou em palanque para quem tem — ou quer ter — influência política em 2026.

Do outro lado do tabuleiro, o prefeito Eduardo Hagge (MDB), tio de Rodrigo, esbanjou prestígio. Recebeu o governador com tapete vermelho e garantiu espaço ao lado da cúpula petista. Para os observadores mais atentos, a divisão dentro do clã Hagge ficou escancarada. E mais: acendeu o sinal de alerta no grupo de ACM Neto, que parece, pouco a pouco, perder terreno onde antes reinava absoluto.