COLUNA “MEL DE CACAU COM VENENO POLÍTICO”
Mais uma edição da coluna “Mel de Cacau com Veneno político”, que tem como objetivo relatar alguns fatos da política do sul da Bahia.

Davidson em baixa (e sem crachá)

O burguês mais vermelho da Bahia, Davidson Magalhães, segue na fila do desemprego de luxo. Desde que foi ejetado da Secretaria de Emprego e Renda, Davidson anda circulando com um currículo embaixo do braço e olhos voltados para Brasília, na esperança de um abracinho de Lula. Até agora, só promessas. O comunismo, parece, anda sem vaga no setor público.
Tandik em pânico

Em Ilhéus, o vereador Tandik Resende está tremendo mais que vara verde. O Conselho de Ética foi acionado para analisar não uma, mas duas representações contra o vereador mais explosivo da Câmara. Conhecido como o “homem-bomba” do União Brasil, Tandik agora teme detonar… o próprio mandato.
Federação MDB-Republicanos: Geddel insone
Geddel Vieira Lima não dorme mais. A possível federação entre MDB e Republicanos tem tirado o sono do velho cacique. E com razão: na Bahia, o Republicanos tem mais deputados federais e, numa federação, quem tem voto manda. Geddel já avisou que vai a Brasília saber se vai continuar com a chave do MDB ou se terá que entregar na portaria.
Plano B: eleger o primo
Sabendo que está com a batata assando, Geddel já aposta tudo na eleição do primo Jayme Vieira Lima para deputado federal. A lógica é simples: com Jayme em Brasília, o clã mantém o poder .
Rodrigo Hagge na calculadora
O ex-prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge, está mais focado em fazer conta do que político em época de emenda. De olho na disputa para deputado estadual, tenta fugir das zonas de corte do MDB e do União Brasil como quem corre de cobrador no fim do mês. Está difícil achar legenda com vaga e sem racha — e mais difícil ainda é achar onde ele não seja descartável.
Coronelzinho desembarca com força

Ângelo Coronel Filho chegou no sul da Bahia com a pompa de quem já tem sobrenome que manda recado. Com o pai senador abrindo caminho e um pacote de emendas na mala, o menino já conquistou vários prefeitos — que não pensaram duas vezes em largar seus deputados de estimação. A fila da adesão só cresce, com direito a tapete vermelho e selfie com promessas.
Marão no Avante (e Otto ausente)
O ex-prefeito de Ilhéus, Marão, agora é do Avante. Quer ser deputado federal, mas nem o GPS político está ajudando. Tentou por semanas marcar uma audiência com o senador Otto Alencar — e segue esperando. Parece que Otto leu a mensagem, ignorou e deixou no vácuo com recibo. No Avante, Marão avança… sozinho.
Itaju do Colônia: oposição rendida

A política tem dessas: até a oposição, de vez em quando, joga a toalha. Em Itaju do Colônia, o prefeito Elder Fontes arrancou elogios públicos de adversários ao anunciar uma agência bancária na cidade. Teve opositor que elogiou tanto que quase pediu cargo. Dizem que já tem gente do contra virando a casaca e pedindo a benção.
Valério em Salvador, versão CLT

Valério, ex-todo-quase-poderoso de Itaju, agora é figurinha carimbada na capital. Depois de perder duas eleições, trocou o cafezinho na praça pela rotina de bate ponto em Salvador. A política derrubou o conforto e trouxe boletos.
Dapé versão Europa

O ex-prefeito de Eunápolis, Dapé, parece estar ensaiando seu passaporte para além-mar. Segundo fontes, o destino dos sonhos é Portugal. Talvez queira fugir da política.
Rony, o agro é pop (e lucrativo)
O ex-prefeito de Iguaí, Rony, largou de vez a política e agora só fala em arroba, pasto e genética bovina. Virou pecuarista de carteirinha e já é citado como um dos maiores do médio sudoeste baiano. Atua em Potiraguá, Iguaí e Itapetinga — ou seja, onde tem boi, tem Rony. Dizem que se aparecer eleição para presidente da associação rural, ele leva no primeiro turno.
Pancadinha sem cadeira (nem apoio)
O deputado Pancadinha está tão isolado em Itabuna que, se marcar reunião com os vereadores da cidade, vai falar sozinho. Sem apoio de nenhum edil local, tem apelado para o interior em busca de aliados. Até agora, só prosa e cafezinho — apoio mesmo, nem sinal. A base anda tão fraca que o microfone do trio elétrico parece mais animado.
Petista endinheirado
Tem um petista de segundo escalão no governo estadual que anda com sorriso de dono de cartório. Desde 2023, o patrimônio do camarada só cresce — e curiosamente tudo no agronegócio. Fala em “fazenda de carbono”, cacau de exportação e até apareceu no Tocantins. Se continuar assim, vai trocar o crachá de comissionado por trator com ar-condicionado.
Petista vai às compras – parte 2: o troco vem aí
Mas calma que a alegria pode durar pouco. Um deputado estadual já tem um dossiê completo sobre o petista agrocapitalista e promete soltar a bomba no momento certo. Pelo visto, o carbono é verde, mas o escândalo pode ser vermelho.
Paulo do Gás… de pilha fraca
O prefeito de Camacan, Paulo do Gás, apareceu todo empolgado nas redes sociais cobrando do governo federal uma solução para a ponte do Rio Jequitinhonha, na BR-101. Fez vídeo, botou filtro, ensaiou indignação. Mas a verdade é que sua influência nessa história é igual ao Wi-Fi de rodoviária: praticamente nula. O vídeo serviu mais pra render curtida do que pra resolver ponte.
Paulo do Gás de pilha fraca – parte 2

Antes de tentar pongar na treta da BR-101, o prefeito bem que poderia olhar para o próprio quintal. As estradas vicinais de Camacan estão um caos, e na semana passada um vídeo viralizou mostrando um carro atolado no meio do nada. A piada foi tanta que teve internauta perguntando se aquilo era parte de um reality rural.
Canavieiras em modo crise

Em Canavieiras, o prefeito Paulo Carvalho comanda uma gestão digna de novela mexicana — só que sem final feliz. A crise é tanta que o secretário de Finanças, Eliu Matos, teve que ir à Câmara explicar onde foi parar o dinheiro. Spoiler: nem os vereadores saíram convencidos. A plateia? Rindo de nervoso.


































