A crise política em Ilhéus ganhou novos contornos nesta terça-feira (13), quando o presidente da Câmara, Cesar Porto (PP), fez a leitura oficial de duas representações que pedem a cassação do vereador Tandik Resende (UB) por quebra de decoro parlamentar.
Sem pestanejar, Cesar acatou os pedidos e encaminhou ambos ao Conselho de Ética, que agora terá a missão de conduzir o processo. A movimentação promete esquentar os bastidores da política ilheense — e testar o equilíbrio de forças dentro do próprio União Brasil.
As duas representações têm autores de peso: uma foi protocolada pelo juiz Alex Venicius, da Vara da Fazenda Pública, e a outra pelo vereador Vinicius Alcântara, colega de partido de Tandik. Ambos acusam o edil de conduta incompatível com o cargo, após declarações públicas contra decisões judiciais e ataques dentro do plenário.
No xadrez político de Ilhéus, Tandik tem colecionado inimigos e perdido aliados. Agora, com o processo em curso, não é exagero dizer: o mandato dele balança — e o barril de pólvora está prestes a explodir.