O prefeito de Jussari, Antônio Valete, sai fortalecido das eleições de 2024, mesmo enfrentando grandes desafios políticos ao longo da campanha. Quando lançou a pré-candidatura de Orleans Mascarenhas à sua sucessão, muitos de seus correligionários consideraram a missão impossível. A primeira perda veio com o pedido de exoneração da secretária de Assistência Social, que declarou apoio a oposição (vereadora eleita pelo grupo adversário). Em seguida, o chefe de gabinete também pediu demissão, afirmando que não seguiria a orientação política de Valete nesta eleição. Perto do pleito, o secretário de Saúde adotou a mesma postura e declarou apoio ao candidato opositor. Houve ainda casos de chefes que, mesmo permanecendo em seus cargos, declararam apoio ao adversário.

Com a eleição parecendo “martelo batido”, quatro ex-prefeitos que buscam retornar ao cenário político de Jussari — Jorge Cordeiro, Neone Barbosa, Sérgio Magalhães e Valnio Muniz — declararam apoio em bloco ao adversário de Mascarenhas, reforçando a oposição. O grupo ainda contou com a adesão de Erisvaldo Morais, que havia concorrido contra Valete em 2020.

Apesar do cenário desfavorável, Valete se manteve firme pois acreditava que a comunidade iria reconhecer o seu trabalho, uma vez que as pesquisas mostravam um alto índice de aprovação do seu governo. Para Valete, a vitória de Orleans Mascarenhas tem um fato positivo, pois terá a oportunidade de formar uma equipe de governo enxuta e sem as figuras tradicionais da política local. Além disso, Valete vê esse momento como o fim de sua carreira política, após cinco mandatos como vereador — três deles como presidente da Câmara , dois mandatos como prefeito e o feito de ser o único gestor reeleito na história de Jussari.

Valete também encerra seu segundo mandato como presidente do Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica (CIMA) e como vice-presidente da Federação dos Consórcios Públicos do Estado da Bahia (FecBahia), consolidando seu legado de liderança regional e deixando o cenário político fortalecido.