Uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral, movida pela coligação “Amor, Trabalho e Compromisso”, acusa o prefeito de Prado, Gilvan da Silva Santos (PSD), de utilizar recursos públicos para promover sua campanha à reeleição. A denúncia, registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), aponta abuso de poder político e econômico, envolvendo eventos culturais e religiosos realizados durante o período eleitoral de 2024.
Entre as irregularidades destacadas está a alteração do calendário das festividades de São João, que teria sido adiado para os dias 5 a 7 de julho, durante o período vedado pela lei eleitoral. A ação também menciona gastos exorbitantes com a contratação da banda Calcinha Preta por R$ 350 mil, valor próximo ao limite permitido para as eleições municipais, além de discursos de promoção pessoal feitos pelo prefeito durante o evento.
A denúncia ainda inclui a realização de um evento religioso, o “Adora Prado”, supostamente organizado para angariar apoio eleitoral entre o público evangélico, e a contratação de 1.436 servidores temporários para auxiliar na campanha.
Se comprovadas, as acusações podem levar à cassação da candidatura de Gilvan da Silva Santos e à sua inelegibilidade por até oito anos. O caso segue em análise no TRE-BA.