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Nesta quinta-feira, 21 de março, a coordenadora regional do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), Cibele Pinto, deslocou-se até o município de Buerarema para investigar o descarte e incineração irregular de alimentos provenientes de um depósito da antiga Ebal, localizado na região.

Durante a inspeção no local, a coordenadora encontrou uma grande quantidade de embalagens de alimentos descartadas de forma inadequada, incineração criminosa ainda com focos de fumaça, chorume e estoque de alimentos que ainda seriam servidos aos porcos. O responsável pela pocilga, o Sr. Romilton, informou que estava apenas cuidando dos porcos em sociedade ou de meia como eles chamam na região e que  utilizou os alimentos para alimentar os animais, segundo ele, seis caçambas de produtos alimentícios haviam sido despejadas ali nos últimos 15 dias, entre os  alimentos da marca Bauducco como biscoitos, panetones, bolinhos, entre outros, que eram destinados aos porcos, enquanto as embalagens eram queimadas.

Cibele Pinto, coordenadora do INEMA, expressou consternação diante das evidências que confirmam o crime, ressaltando que a incineração realizada da forma como foi feita é proibida. Os próximos passos incluem o acionamento do Ministério Público e o fechamento imediato do local onde os crimes estão sendo cometidos. “Estou chocada com o que estou vendo é um caso gravíssimo, estarei fazendo uma nota técnica relatando todos os fatos aos órgãos competentes. É surreal o que estamos presenciando aqui”, completou Cibele ainda sem acreditar no que estava presenciando.

Queima de arquivo?

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O ocorrido veio à tona após noticias veiculadas na imprensa de relato feito pelo presidente do Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica (CIMA), Antônio Valete, que informou que cestas básicas compostas por alimentos destinados à produção de ração animal foram distribuídas  no município de Jussari. Posteriormente uma entrega também foi realizada em Itajú do Colônia, as cestas continham produtos vencidos e prestes a vencer.

Ao chegar ao local à coordenadora do INEMA Cibele identificou vários pontos onde as embalagens ainda estavam sendo queimadas e ouviu o senhor Romilton, responsável tanto pela alimentação dos animais, quanto pela queima das embalagens.

No município de Jussari, alguns moradores que receberam as cestas se manifestaram, confirmando terem recebido alimentos vencidos, inclusive, com registros fotográficos. Alguns relataram problemas de saúde como diarreia após o consumo dos alimentos.

O caso que conta com o trabalho conjunto do INEMA, da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) e do Ministério Público, segue em investigação, e medidas cabíveis serão tomadas para garantir a responsabilização dos envolvidos e a proteção do meio ambiente e da saúde pública.

A representante do INEMA esteve no depósito para tentar ouvir os responsáveis pela empresa, mas não foram recebidos.