Cerca de 40 movimentos e entidades participaram de reunião, na capital baiana, cujo objetivo foi o alinhamento dos movimentos do campo, da pesca e das periferias, principalmente das grandes cidades, o combate a fome foi a pauta prioritária.
Movimento e entidades se reuniram no ampla debate e defenderam pautas como a criação da escola de formação, o fim do CAF, a posição contra o agro e o hidronegócio e a defesa dos biomas.
“Não queremos combater a fome dando esmola, é preferível pra nós, o anzol que o peixe. A gente entende que, emergencialmente, vai ser necessário essa questão das cestas entre outros, mas, não podemos perder de vista a perspectiva de efetivação das condições de produção e distribuição de alimentos e crédito emergencial”, explicou Joelson Ferreira.
A ideia, segundo ele, é que o governo compre os alimentos dos agricultores, e que os próprios movimentos faça a distribuição. “É importante esse entendimento. Queremos sim sentar com o governador para discutir isso, mas, a gente ainda está alinhando a pauta de todos os movimentos”, cocnluiu.
A pescadora Mariselia, defende a criação de uma CPI para investigar todo o sistema da pauta ambiental, em relação a pesca no Estado. Ela afirma que licenças são permitidas em desacordo com legislações e tratados.
” A instituição que deveria tratar do nosso público está na SEAGRI, num ambiente fora das nossas tratativas, ambiente político tradicionalmente do agronegócio e, nós defendemos um espaço de governança na SDR, para cuidar da pesca artesanal” disse a pescadora.
Os movimentos sociais definiram que irão dialogar com o governador sobre as questões macro, assim que toda pauta seja amplarmente debatida e que contemple a todos e todas.
Movimentos como MSTB, FTL, MLT, Coletivo de Mulheres Olga Benário, ASTERRAS, MAB, CAAF, MLST, Movimento Sem Teto, Movimento por Teto e Terra, Movimento dos Trabalhadores Independentes MTI, movimento quilombola, Mpvimento de Pescadores e Pescadoras, MPP, CECAF, MPTT, a Frente Social Rural e Urbana FSRU, MRC, articulações como UNICAFES, Teia dos Povos e COFREM, entidades como ECOBAHIA, COOAP, Concampes, FETRAF, sindicatos e associações de toda Bahia participaram desde a concepção, organização e realização do ato político e criaram um GT’s permanentes para diálogo com os governos, concepção do documento para discutir com e dentro dos governos e um grupo que irá discutir pedagogicamente todo processo e a escola de formação.
” A avaliação é positiva, principalmente para nós da juventude que precisamos estar em constante formação e esse é o ambiente propício, foram dois dias enriquecedores, onde vimos quem faz a roda girar, que são essas pessoas aqui presentes. Esse povo abre o diálogo falando sobre suas realidades. A certeza, é que temos muito a construir para uma cidadania plena e uma sociedade menos desigual”, declarou o presidente da COOAP, Eliomar Melo “Xixa”