Foto Vaner Casaes

Em termos de mobilização de público e movimentação da economia no Nordeste, as vaquejadas perdem apenas para o futebol. Por ano, atraem cerca de 650 mil pessoas no Brasil. Para algumas cidades do interior baiano, como Serrinha e Santa Bárbara, representam a principal fonte de geração de emprego e renda, movimentando toda uma cadeia produtiva que extrapola as apostas nos rodeios. Envolve, por exemplo, vaqueiros, narradores, juízes de vaquejada, tratadores, veterinários, indústrias de couro, ração, medicamentos, até atrações culturais. Sem falar na mão de obra informal e ambulantes, fornecedores de alimentação, hospedagem, bebidas e confecções.

E foi pensando nisso que o senador Otto Alencar (PSD/BA), amante da cultura nordestina, conseguiu apoio para aprovação, no Congresso Nacional, em junho de 2017, da Emenda Constitucional 96, de sua autoria, que autoriza a prática da vaquejada no país. A PEC acrescentou um parágrafo ao artigo 225 da Constituição Federal, determinando que as práticas desportivas e manifestações culturais com animais não sejam consideradas cruéis. Por essa iniciativa o senador teve o reconhecimento do segmento, que inclusive deu seu nome a um circuito de vaquejadas que ocorre anualmente reunindo eventos da Bahia e Sergipe.