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PORTO SEGURO: UBALDINO FALA QUE PREFEITURA GASTOU R$ 2 MILHÕES COM FESTA E POSTOS DE SAÚDE PÚBLICA PASSA POR CAOS

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O pré-candidato a prefeito de Porto Seguro, Ubaldino Junior (PROS) usou a rede social para criticar o governo da prefeita Cláudia Oliveira (PSD):

“ A prefeitura gastou R$ 2 milhões com as festas de final de ano e os postos de saúde estão passando por um caos. Não tem luva para os profissionais de saúde, está faltando tudo nos postos. Prefeita, a senhora não tem dor na consciência, em pleno verão os postos se nada e a senhora gastou mais de R$ 2 milhões com festa, a senhora consegue dormir?

1 resposta para “PORTO SEGURO: UBALDINO FALA QUE PREFEITURA GASTOU R$ 2 MILHÕES COM FESTA E POSTOS DE SAÚDE PÚBLICA PASSA POR CAOS”

  • CARLOS LIPPI says:

    Justiça afasta o prefeito de Porto Seguro

    publicado: 02/12/2003 23h00, última modificação: 01/05/2014 23h06
    OTribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, decidiu hoje, por seis votos a zero, acatar medida cautelar requerida nos autos da ação civil pública por ato de improbidade administrativa promovida contra o prefeito do município baiano de Porto Seguro, José Ubaldino Alves Pinto Júnior, determinando seu afastamento do cargo, a indisponibilidade de seus bens e o bloqueio de contas correntes em seu nome.

    A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal em setembro último, tendo como base o relatório da auditoria feita no município por uma força-tarefa coordenada pela Controladoria-Geral da União, entre os meses de maio e junho. O envio da força-tarefa a Porto Seguro foi sugerido ao Ministro do Controle e da Transparência, Waldir Pires, pelo Presidente Lula, impressionado com uma reportagem exibida no programa Fantástico, da Rede Globo, dando conta do desvio de dinheiro público e de inúmeras outras irregularidades na administração do município.

    Para tomar a decisão, os Desembargadores integrantes do colegiado levaram em conta a existência de depósitos feitos na conta bancária do prefeito, utilizando recursos públicos desviados; o fato de não terem sido encontradas várias empresas vencedoras de licitações; a não-realização de obras públicas licitadas e pagas e até mesmo a duplicidade de licitações para uma mesma obra. Essas evidências não foram, em nenhum momento, explicadas ou contestadas pela defesa do prefeito. Mesmo enfatizando a drasticidade da decisão, os Desembargadores disseram não ver outra saída senão afastar o prefeito do cargo. O relator do caso foi o Desembargador Federal Cândido Ribeiro.

    O Ministro do Controle e da Transparência, Waldir Pires, considerou a decisão séria e correta. “Foi uma vitória das instituições democráticas brasileiras na luta contra a corrupção”, disse. Para ele, é importante que o povo brasileiro possa, crescentemente, confiar no regime democrático e travar o combate contra a impunidade, o enriquecimento ilícito, o desvio do dinheiro público praticado por administradores inescrupulosos.

    “Cada vez mais, na cabeça da nossa população, deve estar presente a afirmação de que o dinheiro público é sagrado e que o povo paga impostos para que o imposto pago melhore a vida das famílias, assegure trabalho e bem estar a todos”, disse o ministro, acrescentando que “o Governo Lula lutará sempre para acabar com a impunidade”.

    Situação grave

    O montante de recursos envolvidos em irregularidades em Porto Seguro foi, de acordo com relatório da CGU, da ordem de R$ 48,5 milhões. A análise de documentos da administração municipal, de fitas de caixas bancárias e de depoimentos de beneficiários e testemunhas revelou o emprego generalizado de um engenhoso esquema de fraude, no qual empresas fantasmas participavam de licitações simuladas e fraudulentas para lesar os cofres públicos.

    No relatório, os auditores concluíram que “a situação encontrada em Porto Seguro é de extrema gravidade, demandando providências urgentes”. Pelo esquema montado nas licitações, quando as obras eram realizadas ou os produtos adquiridos, os fornecedores não eram os licitantes vencedores e contratados, mas sim terceiros, sem qualquer contrato formal.

    Os cheques para pagamento eram emitidos em nome da empresa fantasma vencedora da licitação e levados já endossados à agência do Banco do Brasil, onde eram sacados por prepostos da Prefeitura. Parte do dinheiro era depositado em nome de terceiros, outra parte levada para pagamento dos empreiteiros ou fornecedores informais e uma terceira parte, em espécie, tinha destino ainda ignorado.

    Os recursos eram sacados na “boca do caixa”, quase sempre no caixa da tesouraria da agência bancária, tanto no caso de convênios quanto no de transferências diretas ao município. “Tal fato”, afirmaram os auditores no relatório, “configura, por si só, indício de movimentação financeira inadequada, pois a situação normal seria compensar os cheques”. ( OLHA QUEM ESTÁ FALANDO)

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