Numa reunião que aconteceu na manhã desta sexta-feira (04), na Prefeitura de Itabuna, a secretária municipal da Educação de Itabuna, professora Nilmecy Gonçalves, deu início, com a participação de representantes de diversos órgãos da área da Educação, do processo de reordenamento da Rede Municipal de Ensino para o ano de 2019.
Na reunião, a professora Nilmecy Gonçalves tratou especificamente das orientações delineadas pelo prefeito Fernando Gomes sobre a necessidade de priorizar, em todas as secretarias, a ocupação dos espaços públicos que já pertencem ao município de Itabuna, ressaltando que a ocupação dos prédios que fazem parte do patrimônio municipal deve estar hiperdestacada frente à necessidade de se investir em espaços alugados, como forma de promover economia de recursos.
No caso da Secretaria Municipal da Educação, essa priorização perpassa pela ociosidade preconizada durante o ano de 2018 no IMEAM, quando 17 salas de aula ficaram em desuso, principalmente no turno vespertino. A diretora do IMEAM disse que a escola possui grandes talentos entre seus alunos e que, ante a possibilidade de receber os estudantes do CISO, a escola estará ainda mais engrandecida. Sobre o aspecto técnico, enfatizou-se o dado que indica que o IMEAM tem capacidade para atender até 1.500 alunos.
Sobre o CISO, a secretária Nilmecy Gonçalves disse que compreende a importância histórica e social da escola para a comunidade itabunense e que, antes mesmo de se desenhar o encerramento contratual entre a escola e o município, houve uma atuação diplomática preponderante dela junto ao Governo do Estado, através da Assessoria de Reordenamento da Rede Estadual de Ensino da Secretaria Estadual da Educação. Os diálogos estabelecidos e as ponderações foram considerados pela Secretaria Estadual, o que permitiu, juntamente com a mobilização social e comunitária em Itabuna, manter o Colégio Estadual Sesquicentenário aberto em 2019 e com vagas para estudantes que irão cursar a partir do 6º ano.
A presidente do SIMPI, professora Maria do Carmo Oliveira, disse que a decisão do prefeito em findar o convênio com o CISO é assertiva na medida em que efetivamente se observa que “o prédio inapropriado; as salas de aula, ali, parecem gaiolas”. A professora destacou ainda que a escola não possui saídas de emergência e representa perigo iminente para alunos, professores e funcionários, em caso extremo de incêndio.