Magalhães Pinto, ex-governador mineiro, já dizia que política é como a nuvem: você olha, está de um jeito; olha de novo, já está de outro.
Se assim o é, de minuto a minuto, imagine em quatro anos. Veja ACM Neto. Em 2012 ele liderava as pesquisas, mas tinha tão poucos aliados que estava quase só. Contou apenas com o nanico PV e dele pinçou Célia Sacramento, uma negra, como vice.
Hoje, quatro anos depois, prefeito bem avaliado, também lidera as pesquisas e também está quase só, mas uma solidão, para ele, do bem, tipo que nunca se viu na história de Salvador: Há pouco mais de quatro meses para a eleição, ele sequer sabe quem é o adversário.
A banda governista ainda não definiu um candidato minimamente competitivo para tentar salvar um pedaço, o tradicional campo da esquerda.
O PCdoB bateu o pé: a deputada Alice Portugal (PCdoB) é candidata. O PT tenta seduzir a senadora Lídice da Mata (PSB), que não quer disputar com Alice. Enquanto isso, os candidatos a vereadores de partidos periféricos (não de agora) correram para Neto. Hoje os governistas terão reuniões decisivas.
O que deu na banda governista para tamanha letargia em ano eleitoral? O impeachment de Dilma, com os protestos para tentar salvá-la, sugou todas as atenções, dizem. Pode ser que haja outros ingredientes, mas esse é o principal.
Seja como for, Neto agradece.
TÁ NA HORA DO PT TESTAR A INVENCIBILIDADE DO TODO PODEROSO JAQUES WAGNER! METE AS CAARAS WAGNER VAI!
Neto fez igual a seu avô ACM mostrando para os baianos que a melhor política é o TRABALHO. Que busca a política de resultados.