Claudia-oliveira

Depois de ter seu início adiado em quase um mês, o ano letivo de 2014 na rede pública municipal de Porto Seguro começou na última segunda-feira, 10 de março, marcado por uma série de problemas nas escolas e muitas reclamações de pais de alunos.

A situação caótica, causada, principalmente, pela falta de planejamento da Secretaria Municipal de Educação para o começo das aulas, já vinha sendo denunciada pela APLB Sindicato desde o início deste ano, especialmente a falta de manutenção das escolas e o déficit de servidores.

“As condições das escolas de Porto Seguro são lamentáveis. Desde piso que está cedendo por causa de uma fossa, telhado que está para cair, banheiro sem porta, compartilhamento de banheiro por meninos e meninas e falta de carteiras nas salas de aula. O caos está instalado”, lamentou o presidente da APLB Sindicato, Neilton Castro, em entrevista ao repórter Aelson Souza, da Rádio Porto Brasil FM.

Diante desse quadro, uma assembleia convocada pela APLB reuniu mais de 800 professores, nesta quarta-feira, 12 de março, no Colégio Municipal, no centro. Na ocasião, os participantes fizeram relatos do que está acontecendo nas escolas onde atuam. “O que vimos, a partir desses relatos, é que o retrato da educação no município, hoje, é de nojo”, salientou o dirigente.

Neilton frisou que a categoria não pode ser acusada de insensibilidade com a gestão da prefeita Cláudia Oliveira. “Nós conversamos durante um ano inteiro. Muitas denúncias ficaram de ser resolvidas e não foram. Sempre dissemos que haveria um limite, e esse limite chegou.”