O prefeito Jabes Ribeiro reafirmou o compromisso de recuperar Ilhéus e destacou o montante de R$ 400 milhões que serão aplicados em investimentos no município a partir deste ano de 2014. “As obras da nova ponte que faz a ligação centro zona sul já estão em andamento, conseguimos o local do Hospital Regional, a reforma da Central de Abastecimento do Malhado, dois centros de iniciação ao esporte, um no Nossa Senhora da Vitória e outro no Centro Social Urbano, na Barra, além de recursos da ordem de R$ 60 milhões para investimentos em obras nos morros”, pontuou o prefeito. “Só tenho um compromisso e só tem uma coisa que me deixa animando, que é recuperar Ilhéus”, frisou.
As declarações do prefeito foram dadas na tarde desta quinta-feira, dia 2, durante entrevista ao programa Fatos em Detalhes, apresentado pelo radialista Maltez de Athayde, na Rádio Cultura. Durante a entrevista, o prefeito fez duras críticas às questões internas no Conselho Municipal de Educação que estão atrapalhando o cumprimento do calendário escolar elaborado pela Secretaria Municipal de Educação (Seduc) para suprir os quase 90 dias de greve dos professores e cumprir um acordo realizado com o Ministério Público.
“O sindicato aparelhou o conselho”, afirmou Jabes Ribeiro. “Houve uma reunião com o MP e concordamos que em janeiro haveria aula em dois turnos, pela manhã e pela tarde”, informou. O prefeito explicou durante a entrevista que os contratos dos professores terceirizados foram extintos no dia 31 de dezembro de 2013, e por questões financeiras, somente foi possível fazer a primeira seleção em abril de 2013, com isso algumas escolas não iniciaram as aulas no período normal. “E agora vem o sindicato querendo prejudicar mais de dois mil alunos em uma atitude equivocada e desumana”, atestou.
Conforme explicou o prefeito, houve uma votação apertada no conselho para decidir sobre a anulação do ano letivo. “Havia apenas sete dos 12 membros do conselho, na votação; desses, três votaram pela continuidade das aulas, inclusive o representante dos pais, e outros três votaram pela anulação”, falou. “O voto de minerva foi do presidente, que é representante das escolas particulares”, afirmou.