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A campanha para a sucessão do governador Jaques Wagner já começou bem fria e simbólica. O pré-candidato petista Rui Costa, escolhido para ser o nome que vai encabeçar a chapa majoritária para 2014, já iniciou suas andanças pelo interior e tem participado de todas as visitas que o governador faz para inaugurar qualquer obra que seja.

Entretanto, no interior, a situação está difícil para o Partido dos Trabalhadores. Desconhecido e sem força em grande parte da Bahia, Rui Costa pode ser substituído, pelo menos indiretamente, pelo candidato ao Senado, o vice-governador Otto Alencar (PSD).

Os petistas não confirmam e nem negam que Costa pode não decolar. Isso resultaria em uma derrota histórica para o PT, parecida com a que aconteceu com Paulo Souto nas eleições anteriores. Para isso, os nomes de Alencar e do deputado Marcelo Nilo (PDT) estão sendo escalados para serem os indicados a assumir a dianteira na corrida para 2014. Neste caso, Rui Costa seria um coadjuvante nas eleições, mesmo com Wagner acreditando que pode transferir votos para o companheiro petista.

A diferença é que Wagner não é, e nem chega perto, da liderança que foi o falecido senador Antonio Carlos Magalhães.