Nesta terça-feira (4), o Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE) aprovou com 28 recomendações as contas do governo Jaques Wagner para o exercício financeiro de 2012. O deputado Carlos Gaban (DEM) acompanhou a sessão e disse que ficou “extremamente satisfeito com o parecer dos conselheiros, pois comprovou a seriedade das críticas feitas pela oposição”.
O conselheiro Inaldo antes de proferir o seu voto lembrou de parte de um pronunciamento do Ministro Carlos Ayres Brito (2010): “…Difícil é ser independente, é cortar o cordão umbilical com o Governador, com o Presidente da República”… “Difícil é ser imparcial. Difícil é ser corajoso. Ter coragem para inovar. Difícil é interpretar as normas jurídicas sem frouxidão, sem covardia, sem leniência, sem cumplicidade. E é o nosso grande desafio”, proferindo o seu voto.
O relatório apresentado pelo conselheiro Inaldo confirma que o governo utilizou R$ 2,6 bilhões que seriam destinados às áreas de saúde e educação para cobrir a fonte 00, prática proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Além disso, mostra que o sistema de contabilidade do estado e o controle de precatórios são falhos, que os gastos com contratos tipo REDA continuam alto e que o estado gastou 32,24% a mais em propaganda em relação ao exercício de 2011.
Uma análise ainda mais detalhada foi apresentada pelo conselheiro Pedro Lino, que mostrou as irregularidades nas secretarias mais importantes, e proferiu um voto técnico, baseado em suas observações, decidindo pela desaprovação das contas do Governo. Os demais membros do TCE seguiram o voto do relator que aprovou com recomendações.
Com a aprovação pelo TCE, o relatório e o parecer prévio serão encaminhados à Assembleia Legislativa, que realizará o julgamento político.
Creio Eu, que ano que vem (2014) este sorriso estará mais amarelo do que já esta..rs