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IRMÃO DE DEMÓSTENES CHEFIA O MP DE GOIÁS

Blog do “Garotinho”

O Procurador-chefe do Ministério Público de Goiás chama-se Benedito Torres, irmão do senador Demóstenes Torres. Ele foi nomeado para o cargo pelo governador Marconi Perillo (PSDB). Se alguém quiser confirmar a informação basta acessar a página do MP de Goiás.

Quem me informou deste detalhe hoje à tarde, ouviu de pessoas próximas ao senador Demóstenes Torres sua estratégia para evitar uma situação ainda mais constrangedora do que está vivendo hoje.

Renunciando ao mandato de senador ele perde o foro privilegiado. Certo? Não, errado. Isso é o que todos pensavam. Como é promotor de justiça em Goiás continua com o foro privilegiado garantido aos integrantes do Ministério Público, e o encarregado de investigar sua conduta, por ora, é o seu próprio irmão, conduzido ao cargo sob as bênçãos do governador Marconi Perillo também envolvido com denúncias de ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Um detalhe importante: a secretária de Marconi Perillo renunciou agora à tarde ao cargo de chefe de gabinete do governador, acusada de repassar vazamentos de operações da Polícia Federal que eram fornecidas pelos agentes federais de Cachoeira infiltrados na instituição.

O governador Marconi Perillo só admite ter falado com Cachoeira por telefone uma vez, para cumprimentá-lo pelo aniversário, mas quem já folheou as milhares de páginas do inquérito garante que a trinca Demóstenes – Perillo – Cachoeira era umbilicalmente ligada.

3 respostas para “IRMÃO DE DEMÓSTENES CHEFIA O MP DE GOIÁS”

  • Luisa says:

    Parabéns, Policarpo!

    Grampo publicado pelo JB mostra Carlinhos Cachoeira parabenizando o diretor de Veja por reportagem; conversa se deu após denúncia de corrupção em Brasília; em agosto do ano passado, os dois almoçaram juntos; na sequência, ministros foram filmados no Naoum; na edição desta semana, Veja silencia06 de Abril de 2012 às 19:38

    247 – Uma semana atrás, a revista Veja publicou trecho de uma conversa entre o bicheiro Carlos Cachoeira e o araponga Jairo Martins, relacionada a seu diretor em Brasília, Policarpo Júnior. “O Policarpo nunca vai ser nosso”, disse Cachoeira a Jairo e, com este atestado de idoneidade, fornecido pelo bicheiro, Veja tentou virar a página e encerrar a discussão sobre seu polêmico relacionamento com um dos maiores contraventores do País. Pois neste fim de semana, o Jornal do Brasil reabriu o caso. Na sua página, o JB publicou todo o inquérito da Operação Monte Carlo e dois trechos de grampos constrangedores para a maior revista semanal do País (leia mais aqui).

    No dia 30 de julho de 2011, segundo a Polícia Federal, Carlos Cachoeira enviou uma mensagem a Policarpo Júnior. Nela, o bicheiro parabenizava o jornalista por uma reportagem. Também de acordo com a PF, Policarpo respondeu agradecendo. Na reportagem do JB, não se faz menção a nenhuma reportagem específica. Mas o mais provável é que ela diga respeito a uma matéria publicada por Veja no dia 27 de julho de 2011, sobre Daniel Tavares, ex-funcionário do laboratório União Química, que acusava – e ainda acusa – o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, de receber propinas. Ela foi assinada pelo repórter Gustavo Ribeiro, que é o mesmo que se envolveu na polêmica tentativa de invasão de um quarto no Hotel Naoum, onde se hospedava o ex-ministro José Dirceu – há suspeitas de que o filme também tenha sido produzido por pessoas ligadas a Cachoeira. Embora seja mais conhecido por suas atividades no ramo de jogos ilegais, o contraventor Cachoeira também tem negócios na área farmacêutica.

    Depois, no dia 11 de agosto de 2011, Cachoeira fala com o interlocutor Lenine sobre um almoço que teria com Policarpo Júnior. E pede a Lenine que busque o diretor de Veja no “aeroporto pequeno”, no que seria um eventual indício de uso de jato particular. O relatório da Polícia Federal, publicado pelo JB, também não menciona qual teria sido o assunto tratado por Policarpo e Cachoeira no referido almoço. Vinte dias depois, Veja publicou a polêmica capa sobre os encontros do Hotel Naoum. Além de José Dirceu, foram filmados ministros, como Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, e o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. O caso contribuiu para a queda do então redator-chefe de Veja, Mario Sabino, pois coincidiu com a chegada de Fábio Barbosa, que prega um discurso ético, ao comando da Abril.

    Silêncio absoluto

    Na edição desta semana, Veja, mais uma vez, evita fazer uma autocrítica. Não há nenhuma menção ao caso Policarpo Júnior. Sobre a Operação Monte Carlo, uma reportagem do repórter Rodrigo Rangel sobre possíveis depósitos milionários na conta do senador Demóstenes Torres, feitos pela quadrilha de Cachoeira. O mesmo Demóstenes que já foi classificado por Veja como um “mosqueteiro da ética”.

    Escândalos semelhantes, em outros países, têm provocado investigações sérias. No Reino Unido, James Murdoch, filho do magnata australiano Rupert Murdoch, afastou-se do comando do grupo BSkyB depois da revelação de que os tabloides da família publicavam grampos clandestinos.

    No Brasil, há um pacto de silêncio entre os grandes veículos em torno do caso Veja-Cachoeira, mas ele foi quebrado, no Parlamento, pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE), que, da tribuna, disse que “Veja se associou ao crime organizado”. De acordo com o parlamentar, só uma investigação isenta, numa CPI, poderá esclarecer o vínculo real entre a revista e o bicheiro.

  • Antonio says:

    TÁ TUDO DOMINADOOOOO!!!!

    Transportes – Ministro demite os suspeitos que quiser, desde que não sejam aliados de Jaques Wagner, e Valdemar Costa Neto.

    “No Ministério dos Transportes, demitir ou afastar um funcionário não é tarefa para qualquer um – às vezes, nem para o próprio ministro”.

    O MINISTRO DOS TRANSPORTES Paulo Sérgio Passos, não consegue se livrar de alguns protagonistas de TRAMBICÁGENS, Um caso é emblemático e bate às portas, adivinhem!, do governador da Bahia, Jaques Wagner, que é do PT.

    No ano passado, Dilma demitiu a diretoria da Valec, a estatal que cuida das ferrovias, depois de divulgado o esquema de corrupção no Ministério dos Transportes. A presidente escalou para presidi-la um engenheiro indicado pelo PMDB, José Eduardo Castello Branco. Contratos foram suspensos, processos internos revistos, mas, ainda assim, as denúncias de irregularidades e de apadrinhamento não pararam de pulular. Recém-nomeado, Castello Branco falou a colegas que demitiria o superintendente da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), Neville Chamberlain. Invocou três motivos para dispensá-lo: incompetência, suspeita de envolvimento em irregularidades e relação de proximidade com empreiteiras. Concordando com o diagnóstico, Paulo Passos determinou a Castello Branco que assinasse a demissão de Neville, mas ela não foi oficializada porque a bancada de parlamentares da Bahia e o gover­nador do estado, Jaques Wagner (PT), não deixaram. O constrangimento foi explicitado pelo próprio ministro numa reunião com seus assessores, numa fra­se dirigida a Castello Branco: “Você não tem de atender a demandas do Ja­ques Wagner”. O fato é que os dois – o ministro e o presidente da Valec – con­tinuam atendendo às demandas do go­vernador baiano ao não conseguir de­mitir o subordinado.

  • Gilberto says:

    A carreira política de Demóstenes, pouco importa o que aconteça com o seu mandato, acabou. Seu eleitorado não o perdoa. Já os mensaleiros petistas, a exemplo do “chefe de quadrilha” (segundo a PGR) José Dirceu, estão mais poderosos do que nunca. João Paulo Cunha (PT-SP) é, para escárnio da moral e do bom senso, nada menos que presidente do Conselho de Ética da Câmara. Dirceu, além de “consultor de empresas privadas”, está montando a equipe de campanha de Fernando Haddad. Decididamente, há uma grande diferença entre os eleitores petistas e os demais, como aconteceu com o ex-governador do Distrito Federal, o Demóstenes também será expulso do DEM, alguém se lembra do PT ter expulsado algum trambiqueiro das suas fileiras??? é óbvio que não, senão a legenda teria acabado.

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