O diagnóstico precoce é essencial quando se fala de doenças nos olhos. Pesquisas apontam que crianças com Síndrome de Down (SD) frequentemente sofre com mais problemas de visão que outras, apesar das razões para esta ligação ainda não tenham sido determinadas.
Para a oftalmopediatra do Hospital de Olhos DayHORC, Luciana Pinto, o acompanhamento oftalmológico das crianças com síndrome de Down é fundamental, pois permite detectar precocemente as alterações, possibilita a correção de doenças oculares e previne a ocorrência da redução da acuidade visual. A Síndrome de Down, quem data de comemoração no calendário mundial nesta quarta-feira (21), erroneamente é considerada uma doença, pois trata-se de uma alteração genética causada pela ocorrência de três (trissomia) cromossomos 21.
Embora as alterações cromossômicas da SD sejam comuns, nem todas apresentam as mesmas características, tampouco as malformações. Porém, a oftalmologista Luciana Pinto alerta que o exame oftalmológico deve ser feito a cada seis meses no público infantile a fim de diagnosticar possíveis problemas oculares, como estrabismo, miopia, ametropias em geral, blefarite, obstrução das vias lacrimais, alterações na retina, ambliopia e nistagmo.
Dados apontam que outras complicações oculares também são mais frequentes em portadores da Síndrome de Down, como astigmatismo e alterações da íris (parte colorida do olho). “Por meio de acompanhamento é possível diagnosticarmos problemas oculares contribuindo para melhor possibilitar a inclusão plena de pessoas com Síndrome de Down na sociedade. E a melhor forma de evitar problemas oftalmológicos em crianças é levá-las ao consultório o mais breve e manter uma fequência regular de exames”, alerta Luciana Pinto.
De acordo com a oftalmopediatra, muitos dos problemas oculares frequentemente observados em crianças com Síndrome de Down não têm uma causa específica. “Dessa maneira, quanto mais cedo forem diagnósticadas as alterações na visão melhor, também, para evitar o surgimento de uma ambliopia, também conhecida como olho preguiçoso”, destaca. A médica informa que a doença é reversível desde que tratada em tempo hábil.