O empresário Marcos Valério, acusado de ser o operador do esquema que ficou conhecido como mensalão, foi preso nesta sexta-feira (2) em Belo Horizonte (MG), em sua casa, no bairro Bandeirantes, a pedido do Ministério Público Federal da Bahia.
Uma entrevista coletiva será dada em instantes à imprensa no Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), da Polícia Civil, em Belo Horizonte. No entanto, de acordo com informações preliminares, Valério está sendo acusado de participar de esquema de grilagem de terras no Estado da Bahia.
Além dele, mais três pessoas foram detidas na capital mineira. A previsão é que eles passem por exames no IML (Instituto Médico Legal) de Belo Horizonte e sejam transferidos para a Bahia.
Advogado de defesa dele, Marcelo Leonardo explicou ao UOL Notícias que não teve acesso ao processo. “Nós não sabemos (o motivo da prisão). Apenas tivemos acesso ao mandado de prisão, que foi expedido por um juiz da comarca de São Desidério, no interior da Bahia. Nesse mandado não consta o motivo legal da prisão”, informou.
Ainda segundo ele, um advogado do escritório deles está acompanhando o empresário. “Depois que tivemos acesso ao teor do processo, vamos avaliar o que a gente vai fazer”, resumiu.
“Senta que o leão é manso”, pede o dono do circo à plateia, numa recomendação que, mal comparando, serviria também ao público que assiste ao espetáculo em cartaz na Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes e adjacências.
No caso, a mansidão é da presidente da República que pede muita calma nessa hora em que a Comissão de Ética Pública aconselha a demissão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, cujo currículo revelado em capítulos conta a história de uma vida dedicada à transgressão.
Da mentira à improbidade, há de tudo um pouco.
Nessa altura o ministro pode até ser ex-ministro. Pode vir a deixar de sê-lo amanhã, depois, na semana que vem, em janeiro, quando o carnaval chegar ou no dia de são nunca.
Não importa. A presidente Dilma Rousseff, de qualquer modo, outra vez perdeu o timing da demissão, deixando a coisa chegar ao patamar da impossibilidade completa de Lupi dirigir um carrinho de mão que seja na administração pública. O que dirá ministério.
Se de pretexto a Presidência ainda precisasse, a Comissão de Ética deu o melhor deles. Tão bom que por um momento o movimento até pareceu coordenado.
(DORA KRAMER – O Estado de S.Paulo)
PIOR TÁ ESSA NOVELA Lupi/Dilma
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A MANSIDÃO DA LEOA
“Senta que o leão é manso”, pede o dono do circo à plateia, numa recomendação que, mal comparando, serviria também ao público que assiste ao espetáculo em cartaz na Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes e adjacências.
No caso, a mansidão é da presidente da República que pede muita calma nessa hora em que a Comissão de Ética Pública aconselha a demissão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, cujo currículo revelado em capítulos conta a história de uma vida dedicada à transgressão.
Da mentira à improbidade, há de tudo um pouco.
Nessa altura o ministro pode até ser ex-ministro. Pode vir a deixar de sê-lo amanhã, depois, na semana que vem, em janeiro, quando o carnaval chegar ou no dia de são nunca.
Não importa. A presidente Dilma Rousseff, de qualquer modo, outra vez perdeu o timing da demissão, deixando a coisa chegar ao patamar da impossibilidade completa de Lupi dirigir um carrinho de mão que seja na administração pública. O que dirá ministério.
Se de pretexto a Presidência ainda precisasse, a Comissão de Ética deu o melhor deles. Tão bom que por um momento o movimento até pareceu coordenado.
(DORA KRAMER – O Estado de S.Paulo)