. Idealizada com o objetivo inicial de representar os municípios produtores de cacau da região Sul da Bahia, visando defender seus interesses diante dos poderes do Estado e da União, a Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano (Amurc) comemora nesta segunda-feira (21), 27 anos de existência, com a marca de uma instituição consolidada pela luta da lavoura cacaueira, além da busca pelo fortalecimento do municipalismo e do desenvolvimento regional.
Criada em 1984, pelo ex-prefeito de Itabuna, Ubaldo Dantas e ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, a Amurc surgiu no apogeu do cacau, com a perspectiva de representar os municípios que detinham a segunda maior economia do Estado. Além desse propósito, a associação sempre funcionou como um instrumento comum dos gestores municipais da região, sendo porta-voz dos seus associados na busca pelos interesses da população. É nesse contexto que a instituição ganha força e ao longo dos seus 27 anos coleciona uma série de ações executadas, que visam o desenvolvimento socioeconômico, cultural, administrativo e político dos municípios. Pensando nisso, todos os ex-presidentes sempre estiveram empenhados em mobilizar a classe em torno da realização de eventos institucionais, com a participação dos servidores públicos, além da execução de projetos e parcerias que vislumbram a união dos municípios.
O municipalismo sempre esteve intrínseco nas ações desenvolvidas pela Amurc e o seu fortalecimento vem sendo a principal bandeira defendida na atual gestão, coordenada pelo prefeito de Ibicuí, Cláudio Dourado. “Nós percebemos uma integração maior dos municípios associados, na participação dos eventos promovidos pela instituição com o intuito de torná-los capacitados para desenvolver melhor as atividades inerentes a Administração Pública. E isso, fortalece o municipalismo”, explicou o presidente.
AMURC e todas uniões de municípios baianos, assim como a Confederação Nacional dos Municípios precisam ficar atentos as questões do royalties no Congresso Nacional.
Para quem não sabe, o artigo 225 da CF afirma o seguinte:
§ 4º – A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais
X – suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal
Portanto, como muito bem expresso está no texto, é da União e não de um estado único como querem fazer crer por aqui e imporem ao restanto do país, a ideia de estados produtores. Para que se tenha uma ideia, o Rio não colocará um centavo nisso que está acoantecendo, tudo será bancado pela União. Até mesmo a justiça, a investigação e o todo o trâmite jurídico será âmbito da Justiça Federal, pois é ela que tem competência para tratar de assuntos que dizem respeito à União.
A União bancará tudo e como a Chevron está sendo investigada, sendo culpada, irá indenizar não o Estado do Rio de Janeiro pelo dano, mas a União, pois é ela a dona da área como bem afirma o texto constitucional.
Outra coisa, o artigo 52, I X, deixa claro sobre a competência do SF para suspender parcialmente ou totalmente lei declarada inconstitucional pelo STF. Aí está a grande questão que devem entrar todas as confederações e uniões municipais.
Não se pode esquecer que o NE tem 27 senadores e o N 21, isto dá mais do que maioria absoluta para se fazer cumprir tal inciso. Como isto poderá acontecer?
A Globo e o governo do Rio querem impor ao restante do país a continuidade do beija-mão, ou seja, os demais estados devem se pautar por aquilo que sai daqui, seja na forma de pensar, já que a emissora é nacional e quer continuar formando o pensamento dominante no país, seja nos seus noticiários, seja na maneira de qualificar as classes sociais no país, como se ainda vivêssemos no período monárquico.
Não podemos ceder, como o STF já agiu mais de uma vez por causa de pressões da emissora carioca, é preciso ter cuidado com isto, pois o Senado pode corrigir qualquer decisão que venha prejudicar o restante do país por conta das pressões fluminenses.
É preciso ficar atento a isto. Ainda hoje está a correr nos blogs da região a discussão de um idiota da Uesc e os comentários pejorativos que foram feitos sobre nós, as mulheres baianas.
Ora, isto não é um preconceito tão somente contra a mulher baiana, está figura está simplesmente a reproduzir algo que, de onde ele veio, os comentários jocosos contra nordestinos são recorrentes.
A diferença agora é que, ao invés de ser por aqui, foi aí e as pessoas reagiram, pois talvez não pudessem saber ou imaginar que isto é forte, ou se deram conta de que teria de reagir.
É preciso uma nova forma de ver. O NE não pode continuar sendo o burro de carga. O preconceito contra o nordestino existe, isto é fato. Aqui no Rio, todo o nordestino é paraíba. Em São Paulo, todo o nordestino é baiano.
Essa eminência parda simplesmente fez aí o que é recorrente aqui. Tal atitude permitiu que a discussão fosse realizada aí. Acorda, Bahia. O NE é o burro de cargo, somos úteis para dar audiência, gerar rendas para os clubes de futebol carioca.
Somos úteis para reprodução de personagens estereótipados de nordestinos e tantos outros comentários. Não podemos continuar aceitando isto, como bem disse o governador piauiense na reunião da Sudene no Recife, não podemos ver o trem da história passar e continuarmos chupando dedo.
Os desafios são imensos. POr razões coloniais, ou seja, por conta da cana-de-açúcar e do fumo no Recôncavo, o capital baiana tem uma concentração enorme de negro, o que permite felizmente, um cultura belíssima na nossa terra.
Mas isto é mal visto no resto do país, porque as origens escravocratas do senhor da casa grande nunca aceitou a ascensão do negro. E não vai ser fácil mudar esta realidade.
A capital baiana que secularmente tem históricos oligárquicos não inseriu o negro como deveria ser inserido, o que acarreta entre o negro o maior número de pessoas não escolarizadas, o aumento do número da violência neste segmento social.
São desafios imensos para o estado em mudar esta realidade. E, vale lembrar, toda esta situação teve a aquiescência das elites políticas nordestinas, pois mantiveram seus feudos, baixa escolaridade e apoiaram as elites do Sul Maravilha.
Quando 2014 chegar, estes mesmos políticos paulistas, mineiros, cariocas, estarão de braços dados com os políticos baianos, sejam governos, sejam oposição. Virão atrás do seu voto, pois você será lembrado nestas ocasiões.
É como se fosse bairro do interior, o prefeito não faz nada, esta populão é esquecida, sequer vista, mas quando é época de eleição ele chega como um grande conhecido, um grande amigo. É a mesma coisa os políticos do SE, não fazem nada, mas quando a eleição chegar, estará de braços dados com as elites políticas local para que você vote nele.
Depois que a eleição passar, adeus NE. E o exôdo continua, ou seja, nordestino continua deixando sua terra para vir para o SE trabalhar e, chegando aqui, viverá na pele, os comentários pejorativos diários que as meninas aí ouviram do professor idiota.
VISITE A avozdeibicui@blogspot.com
Matheus,
AMURC e todas uniões de municípios baianos, assim como a Confederação Nacional dos Municípios precisam ficar atentos as questões do royalties no Congresso Nacional.
Para quem não sabe, o artigo 225 da CF afirma o seguinte:
§ 4º – A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais
http://www.dji.com.br/constituicao_federal/cf225.htm
Artigo 52 – Compete ao Senado Federal
X – suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal
Portanto, como muito bem expresso está no texto, é da União e não de um estado único como querem fazer crer por aqui e imporem ao restanto do país, a ideia de estados produtores. Para que se tenha uma ideia, o Rio não colocará um centavo nisso que está acoantecendo, tudo será bancado pela União. Até mesmo a justiça, a investigação e o todo o trâmite jurídico será âmbito da Justiça Federal, pois é ela que tem competência para tratar de assuntos que dizem respeito à União.
A União bancará tudo e como a Chevron está sendo investigada, sendo culpada, irá indenizar não o Estado do Rio de Janeiro pelo dano, mas a União, pois é ela a dona da área como bem afirma o texto constitucional.
Outra coisa, o artigo 52, I X, deixa claro sobre a competência do SF para suspender parcialmente ou totalmente lei declarada inconstitucional pelo STF. Aí está a grande questão que devem entrar todas as confederações e uniões municipais.
Não se pode esquecer que o NE tem 27 senadores e o N 21, isto dá mais do que maioria absoluta para se fazer cumprir tal inciso. Como isto poderá acontecer?
A Globo e o governo do Rio querem impor ao restante do país a continuidade do beija-mão, ou seja, os demais estados devem se pautar por aquilo que sai daqui, seja na forma de pensar, já que a emissora é nacional e quer continuar formando o pensamento dominante no país, seja nos seus noticiários, seja na maneira de qualificar as classes sociais no país, como se ainda vivêssemos no período monárquico.
Não podemos ceder, como o STF já agiu mais de uma vez por causa de pressões da emissora carioca, é preciso ter cuidado com isto, pois o Senado pode corrigir qualquer decisão que venha prejudicar o restante do país por conta das pressões fluminenses.
É preciso ficar atento a isto. Ainda hoje está a correr nos blogs da região a discussão de um idiota da Uesc e os comentários pejorativos que foram feitos sobre nós, as mulheres baianas.
Ora, isto não é um preconceito tão somente contra a mulher baiana, está figura está simplesmente a reproduzir algo que, de onde ele veio, os comentários jocosos contra nordestinos são recorrentes.
A diferença agora é que, ao invés de ser por aqui, foi aí e as pessoas reagiram, pois talvez não pudessem saber ou imaginar que isto é forte, ou se deram conta de que teria de reagir.
É preciso uma nova forma de ver. O NE não pode continuar sendo o burro de carga. O preconceito contra o nordestino existe, isto é fato. Aqui no Rio, todo o nordestino é paraíba. Em São Paulo, todo o nordestino é baiano.
Essa eminência parda simplesmente fez aí o que é recorrente aqui. Tal atitude permitiu que a discussão fosse realizada aí. Acorda, Bahia. O NE é o burro de cargo, somos úteis para dar audiência, gerar rendas para os clubes de futebol carioca.
Somos úteis para reprodução de personagens estereótipados de nordestinos e tantos outros comentários. Não podemos continuar aceitando isto, como bem disse o governador piauiense na reunião da Sudene no Recife, não podemos ver o trem da história passar e continuarmos chupando dedo.
Os desafios são imensos. POr razões coloniais, ou seja, por conta da cana-de-açúcar e do fumo no Recôncavo, o capital baiana tem uma concentração enorme de negro, o que permite felizmente, um cultura belíssima na nossa terra.
Mas isto é mal visto no resto do país, porque as origens escravocratas do senhor da casa grande nunca aceitou a ascensão do negro. E não vai ser fácil mudar esta realidade.
A capital baiana que secularmente tem históricos oligárquicos não inseriu o negro como deveria ser inserido, o que acarreta entre o negro o maior número de pessoas não escolarizadas, o aumento do número da violência neste segmento social.
São desafios imensos para o estado em mudar esta realidade. E, vale lembrar, toda esta situação teve a aquiescência das elites políticas nordestinas, pois mantiveram seus feudos, baixa escolaridade e apoiaram as elites do Sul Maravilha.
Quando 2014 chegar, estes mesmos políticos paulistas, mineiros, cariocas, estarão de braços dados com os políticos baianos, sejam governos, sejam oposição. Virão atrás do seu voto, pois você será lembrado nestas ocasiões.
É como se fosse bairro do interior, o prefeito não faz nada, esta populão é esquecida, sequer vista, mas quando é época de eleição ele chega como um grande conhecido, um grande amigo. É a mesma coisa os políticos do SE, não fazem nada, mas quando a eleição chegar, estará de braços dados com as elites políticas local para que você vote nele.
Depois que a eleição passar, adeus NE. E o exôdo continua, ou seja, nordestino continua deixando sua terra para vir para o SE trabalhar e, chegando aqui, viverá na pele, os comentários pejorativos diários que as meninas aí ouviram do professor idiota.