Desde que chegamos ao governo muito se tem falado sobre os adversários de ontem que se tornaram os aliados de hoje. Muitos inclusive ocupando postos de destaque em cargos chaves do Governo do Estado.
A última pérola da coleção se trata do coronel Alfredo Castro, o mesmo que no dia 16 de maio de 2001 comandou a invasão da tropa de choque da polícia militar à Universidade Federal da Bahia. Este senhor agora foi conduzido pelo nosso governo à condição de Comandante da polícia militar do Estado da Bahia.
Aprofundando esta contradição veremos que o governo Wagner é fruto das inúmeras lutas populares de resistência aos desmandos do Carlismo, de enfretamento a um modelo oligárquico, repressivo e autoritário que arvorou durante 40 anos governar nosso povo com o dinheiro na mão e o chicote na outra.
O senhor Castro à época era a mão que segurava o chicote, os que lá estiveram, sabem que ele gostava de usar, de preferência batendo duro e com muita força. Mesmo assim, naquele 16 de maio, a força do chicote não conseguiu deter a onda popular, nem todas as balas, bombas e cassetetes foram suficientes para nos enfrentar.
Antes mesmo de completarmos o trajeto, colocamos a tropa para correr de dentro da Universidade. E foi extraordinário, observar os soldados recuando enquanto mais e mais estudantes, professores, parlamentares, dirigentes sindicais, sem-terra e trabalhadores urbanos avançavam cantando em coro “Marcha soldado cabeça de papel, quem não marchar direito vai preso pro quartel”, quebrando assim a máxima de que “a tropa de choque nunca recua”.
É possível que o Coronel saiba que lugar que ele ocupa hoje é resultado de lutas como esta, do maio baiano, que ele mesmo ajudou a reprimir. Mas caso ainda não saíba e precise refrescar a memória nós estamos aqui de prontidão para não deixar esquecer jamais. E se ainda assim errar na marcha pode deixar que a gente ensina novamente a “marchar direito” .
* Ademário Costa é graduado em Ciências Sociais pela UFBA, foi do DA (Diretório Acadêmico) de Ciências Sociais, do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFBA (gestão Declare Guerra/99-2001), diretor de Combate ao racismo (gestão 99-2001) e vice-presidente da (União Nacional dos estudantes) UNE de 2001 a 2003, membro da Artticulação de Esquerda do PT e atualmente é Secretário de Finanças do PT/BA.
Certamente, Wagner deve estar se preparando para enfrentar os professores e alunos da universidades baianas em greve, usando a vasta experiência do Coronel Castro. Depois de suspender os salários dos professores sem nenhum diálogo, não podemos duvidar de mais nada. Ah, ia me esquecendo, não sou professor.
Devemos fazer uma visão técnica e crítica acerca do novo Comandante Geral da PM. A princípio, deixemos de lado o revanchismo, esse sim um mal herdado dos tempos de populismo e coronelismo que teve como expoente máximo o Senador ACM, que controlou durante 40 anos com mão de chumbo todas as esferas de poder a nível de Estado, executivo, legislativo e judiciário. Inegável que àquela época, instituições do poder executivo como a Polícia Militar, que possue toda sua organização fundamentada nos princípios da hierarquia e disciplina, a qual tem como chefe em comandante o GOVERNADOR DO ESTADO, não é dado o direito de desobedecer ordens emanada pelo mesmo, fato este que quebrantaria todos os dogmas de formação da própria instituição que tem por obrigação legal mantar a ordem pública e determinações dos escalões superiores.
No triste episódio relatado pelo nobre Ademário, fica cristalino que a instituição mais uma vez, a exemplo dos tempos de ditadura, foi utilizada pelo governante para sufocar um movimento de repúdio aos 40 anos de “ditadura carlista”, demonstrando a dissonancia de vontades e imposições do então presidente do senado, com os seus representados-eleitores, culminando inclusive na derrota tardia sofrida nas eleições para o governo do Estado de 2006.
No que tange ao Cel Castro, profissional que acompanho a aproximadamente 17 anos, o mesmo tem sido um zeloso gestor de segurança pública, com conhecimentos estratégicos e nobre visão de Direitos Humanos. Fato é, que mesmo os melhores e mais preparados oficiais das instituições militares não DEVEM fugir de uma inexorável verdade que é A FIDELIDADE NO CUMPRIMENTO DE SEU DEVER, pois uma vez quebrada esta verdade, seria relegado ao ostracismo, a intolerância, e enfim, a perseguição pelo então governo do Estado à época.
Os tempos de hoje, com a maturidade política tardia do povo baiano, são outros, e ode ao real, pois o governador do Estado está compondo seus quadros cada vez mais levando em consideração a MERITOCRACIA, e não a demagogia.
O atual comandante geral possui diversos serviços prestados à sociedade, considerando to tempo em que levou a frente do 12º Batalhão em Camaçari, Batalhão de Polícia de Choque e na formação de oficiais. Possui também uma visão moderna de qualificação da própria instituição para melhor servir a sociedade baiana, e tenham a certeza, fidelidade às políticas públicas de segurança pública do governo do estado, transitando entre os poderes constituidos com posições solidas, buscando acima de tudo cumprir com sua missão constitucional de manter a ordem pública.
Correto Iluminado, só mesmo sendo iluminado para fazer uma explanação dessa, o Ademário Costa foi de uma infelicidade tremenda nesse texto, só gostaria de saber do ilustre “ACADÊMICO”, na época citada desse fatídico incidente, por onde andava o vice-governador Oto Alenca e os demais carlistas que hoje compoe o governo do estado junto com o PT? Como dizia o sábio e ex-comunista Sartre: um romance, um texto e até mesmo uma simples frase se escreve com palavras e não com IDEOLOGIAS.
Certamente, Wagner deve estar se preparando para enfrentar os professores e alunos da universidades baianas em greve, usando a vasta experiência do Coronel Castro. Depois de suspender os salários dos professores sem nenhum diálogo, não podemos duvidar de mais nada. Ah, ia me esquecendo, não sou professor.
Caros leitores,
Devemos fazer uma visão técnica e crítica acerca do novo Comandante Geral da PM. A princípio, deixemos de lado o revanchismo, esse sim um mal herdado dos tempos de populismo e coronelismo que teve como expoente máximo o Senador ACM, que controlou durante 40 anos com mão de chumbo todas as esferas de poder a nível de Estado, executivo, legislativo e judiciário. Inegável que àquela época, instituições do poder executivo como a Polícia Militar, que possue toda sua organização fundamentada nos princípios da hierarquia e disciplina, a qual tem como chefe em comandante o GOVERNADOR DO ESTADO, não é dado o direito de desobedecer ordens emanada pelo mesmo, fato este que quebrantaria todos os dogmas de formação da própria instituição que tem por obrigação legal mantar a ordem pública e determinações dos escalões superiores.
No triste episódio relatado pelo nobre Ademário, fica cristalino que a instituição mais uma vez, a exemplo dos tempos de ditadura, foi utilizada pelo governante para sufocar um movimento de repúdio aos 40 anos de “ditadura carlista”, demonstrando a dissonancia de vontades e imposições do então presidente do senado, com os seus representados-eleitores, culminando inclusive na derrota tardia sofrida nas eleições para o governo do Estado de 2006.
No que tange ao Cel Castro, profissional que acompanho a aproximadamente 17 anos, o mesmo tem sido um zeloso gestor de segurança pública, com conhecimentos estratégicos e nobre visão de Direitos Humanos. Fato é, que mesmo os melhores e mais preparados oficiais das instituições militares não DEVEM fugir de uma inexorável verdade que é A FIDELIDADE NO CUMPRIMENTO DE SEU DEVER, pois uma vez quebrada esta verdade, seria relegado ao ostracismo, a intolerância, e enfim, a perseguição pelo então governo do Estado à época.
Os tempos de hoje, com a maturidade política tardia do povo baiano, são outros, e ode ao real, pois o governador do Estado está compondo seus quadros cada vez mais levando em consideração a MERITOCRACIA, e não a demagogia.
O atual comandante geral possui diversos serviços prestados à sociedade, considerando to tempo em que levou a frente do 12º Batalhão em Camaçari, Batalhão de Polícia de Choque e na formação de oficiais. Possui também uma visão moderna de qualificação da própria instituição para melhor servir a sociedade baiana, e tenham a certeza, fidelidade às políticas públicas de segurança pública do governo do estado, transitando entre os poderes constituidos com posições solidas, buscando acima de tudo cumprir com sua missão constitucional de manter a ordem pública.
O futuro está ai para mostrar.
Correto Iluminado, só mesmo sendo iluminado para fazer uma explanação dessa, o Ademário Costa foi de uma infelicidade tremenda nesse texto, só gostaria de saber do ilustre “ACADÊMICO”, na época citada desse fatídico incidente, por onde andava o vice-governador Oto Alenca e os demais carlistas que hoje compoe o governo do estado junto com o PT? Como dizia o sábio e ex-comunista Sartre: um romance, um texto e até mesmo uma simples frase se escreve com palavras e não com IDEOLOGIAS.